É hoje!
A Voz De Uma Pessoa Vitoriosa
Maria Bethânia
Composição: Caetano Veloso / Waly Salomão
Sua cuca batuca
Eterno zig-zag
Entre a escuridão e a claridade
Coração arrebenta
Entretanto o canto aguenta
Brilha no tempo a voz vitoriosa
Sol de alto monte, estrela luminosa
Sobre a cidade maravilhosa
E eu gosto dela ser assim vitoriosa
A voz de uma pessoa assim vitoriosa
Que não pode fazer mal
Não pode fazer mal nenhum
Nem a mim, nem a ninguém, nem a nada
E quando ela aparece
Cantando gloriosa
Quem ouve nunca mais dela se esquece
Barcos sobre os mares
Voz que transparece
Uma vitoriosa forma de ser e viver.
CAetano:
"Digo sempre que sou melhor do que Gil, Chico e Milton a jornalistas que pensam que é modéstia minha (falsa ou verdadeira) dizer que não me acho um bom músico. É uma piada absurda para que eles percam o direito de pensar assim. Mas há algumas coisinhas que me fazem às vezes crer que sou mesmo superior a todos eles. Por exemplo: sou irmão de Maria Bethânia. O texto de Zuenir sobre “o primeiro a gente nunca esquece” diz o que se deve sobre o surgimento e a trajetória luminosa de minha irmãzinha."
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Caetano Veloso - Cê
Adoro estas músicas músicas desse CD.
MInhas Lágrimas
desolação de Los Angeles,
a Baixa Califórnia e uns desertos ilhados por
um pacífico turvo
a asa do avião
o tapete cor de poeira de dentro do avião
a lembrança do branco de uma página
nada serve de chão
onde caiam minhas lágrimas
Não me arrependo
música para Paulinha
eu não me arrependo de você
cê não me devia maldizer assim
vi você crescer
fiz você crescer
vi cê me fazer crescer também
pra além de mim
não, nada irá nesse mundo
apagar o desenho que temos aqui
nem o maior dos seus erros,
meus erros, remorsos, o farão sumir
vejo essas novas pessoas
que nós engendramos em nós
e de nós
nada, nem que a gente morra,
desmente o que agora
chega à minha voz.
MInhas Lágrimas
desolação de Los Angeles,
a Baixa Califórnia e uns desertos ilhados por
um pacífico turvo
a asa do avião
o tapete cor de poeira de dentro do avião
a lembrança do branco de uma página
nada serve de chão
onde caiam minhas lágrimas
Não me arrependo
música para Paulinha
eu não me arrependo de você
cê não me devia maldizer assim
vi você crescer
fiz você crescer
vi cê me fazer crescer também
pra além de mim
não, nada irá nesse mundo
apagar o desenho que temos aqui
nem o maior dos seus erros,
meus erros, remorsos, o farão sumir
vejo essas novas pessoas
que nós engendramos em nós
e de nós
nada, nem que a gente morra,
desmente o que agora
chega à minha voz.
domingo, 28 de setembro de 2008
Pôr do Sol em Teresina
Foto tirada hoje, à tardinha, quando íamos para o shopping. Avenida Cajuína. Clic da Laressa.

Este gatinho aqui é meu netinho Cauã. O danado vive disputando comigo o computador. Gosta de jogar, escrever o nome e brincar com as cores. Vive querendo me ensinar a jogar. Quando ele quer que eu saia do computador, ele diz: "vovó, pode deixar, eu "mimizo" pra você.


Ela é linda, não é? É a minha filhota Laressa, mãe do Cauã.

Pronta para a festa, ontem.

Este gatinho aqui é meu netinho Cauã. O danado vive disputando comigo o computador. Gosta de jogar, escrever o nome e brincar com as cores. Vive querendo me ensinar a jogar. Quando ele quer que eu saia do computador, ele diz: "vovó, pode deixar, eu "mimizo" pra você.
Ela é linda, não é? É a minha filhota Laressa, mãe do Cauã.
Pronta para a festa, ontem.
Frases
"Não se cria nada com um texto que se compreende com demasiada exatidão." (Miguel de Unamuno, escritor, poeta e filósofo espanhol)
"Um povo que não tem quem lhe fale perde o hábito de ouvir." (Rui Barbosa)
"Palavras são um brinquedo que não fica velho. Quanto mais as crianças usam palavras, mas elas se renovam." (José Paulo Paes)
"Todas as palavras são igualmente lindas. Nós é que a corrompemos." (Nelson Rodrigues)
"O que é bem dito diz-se com rapidez. (...)O bom, se é conciso, é duas vezes bom." Baltasar Gracián,filósofo enpanhol)
"O pior erro que pode cometer um poeta é sucumbir a regras e convenções." (Augusto do Anjos)
"Um povo que não tem quem lhe fale perde o hábito de ouvir." (Rui Barbosa)
"Palavras são um brinquedo que não fica velho. Quanto mais as crianças usam palavras, mas elas se renovam." (José Paulo Paes)
"Todas as palavras são igualmente lindas. Nós é que a corrompemos." (Nelson Rodrigues)
"O que é bem dito diz-se com rapidez. (...)O bom, se é conciso, é duas vezes bom." Baltasar Gracián,filósofo enpanhol)
"O pior erro que pode cometer um poeta é sucumbir a regras e convenções." (Augusto do Anjos)
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Prêmio Jabuti
Os vencedores do Jabuti
Postado por Luciano Trigo em 23 de Setembro de 2008 às 15:59
A Câmara Brasileira do Livro divulgou há pouco os vencedores do Prêmio Jabuti - três em cada uma das 20 categorias. Mas os melhores livros do ano, em Ficção e Não-Ficção, só serão conhecidos na cerimônia de entrega das estatuetas, no dia 31 de outubro. O Jabuti 2008 tem uma premiação total de R$120 mil: R$3 mil para primeiro lugar de cada categoria, e R$30 mil para os dois melhores do ano. A comissão julgadora analisou 2.141 obras ao todo, e a lista divulgada hoje traz algumas surpresas. Seguem os títulos premiados, seguidos de alguns comentários, nas categorias principais:
Romance
1. O filho eterno, de Cristóvão Tezza (Record); 2. O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras); 3. Antonio, de Beatriz Bracher (34)
O romance de Tezza, sobre os conflitos vividos por um homem que tem um filho com Síndrome de Down, cativou público e crítica, sobretudo pela sinceridade com que o narrador expõe suas inseguranças no difícil aprendizado de conviver amorosamente com o menino. O sol se põe em São Paulo é mais ambicioso, ao misturar diferentes cenários, tempos e linhas narrativas, mas também um pouco confuso.
Poesia
1. O outro lado, de Ivan Junqueira (Record); 2. O xadrez e as palavras, de Marcus Vinicius Quiroga (edição do autor); 3. Tarde, de Paulo Henriques Britto (Companhia das Letras)
Infância, religiosidade, amor e morte são os temas dos 36 poemas escritos entre 1998 e 2006 e reunidos pelo acadêmico Ivan Junqueira em O outro lado. Louvável a iniciativa da CBL de premiar também uma edição independente, o excelente O xadrez e as palavras.
Contos
1. Histórias do Rio Negro, de Vera do Val (Martins Fontes); 2. A prenda de seu Damaso, de Jorge Hausen (edição do autor); 3. Fichas de vitrola, de Jaime Prado Gouvêa (Record)
Paulista radicada na Amazônia, Vera do Val escreve contos movidos basicamente pelo deslumbramento diante da natureza e dos seres encantados que habitam a floresta. Compara o Rio Negro a um “macho fertilizador” que gera a selva, e coisas parecidas. Gosto mais da irona dos contos do pouco conhecido escritor mineiro Jaime Prado Gouvêa, da mesma geração de Sergio Sant’Anna e Luiz Villela.
Reportagem
1. 1808, de Laurentino Gomes (Planeta); 2. O massacre, de Eric Nepomuceno (Planeta); 3. Bar Bodega - Um crime de imprensa, de Carlos Dornelles (Globo).
O fenômeno de vendas 1808, de Laurentino Gomes, não é exatamente uma reportagem, e como estudo de História sobre a chegada da Corte ao Brasil, gosto mais do livro Império à deriva, de Patrick Wilcken, sobre o qual pouca gente falou. Mistérios do mercado.
Biografia
1. Rubem Braga - Um cigano fazendeiro do ar, de Marco Antonio de Carvalho (Globo); 2. D.Pedro II, de José Murilo de Carvalho (Companhia das Letras); 3. O texto ou a vida, de Moacyr Scliar (Bertrand Brasil).
Marco Antonio de Carvalho passou 10 anos pesquisando a vida do cronista Rubem Braga e escreveu uma biografia seguindo a escola americana, rigorosa e cheia de detalhes (às vezes até em excesso). Falta um pouco de charme ao texto, contudo. Mas a simples ausência de Fernando Morais e Ruy Castro na categoria já é uma surpresa.
Retirado do blog Máquina de Escrever do Luciano Trigo.
Postado por Luciano Trigo em 23 de Setembro de 2008 às 15:59
A Câmara Brasileira do Livro divulgou há pouco os vencedores do Prêmio Jabuti - três em cada uma das 20 categorias. Mas os melhores livros do ano, em Ficção e Não-Ficção, só serão conhecidos na cerimônia de entrega das estatuetas, no dia 31 de outubro. O Jabuti 2008 tem uma premiação total de R$120 mil: R$3 mil para primeiro lugar de cada categoria, e R$30 mil para os dois melhores do ano. A comissão julgadora analisou 2.141 obras ao todo, e a lista divulgada hoje traz algumas surpresas. Seguem os títulos premiados, seguidos de alguns comentários, nas categorias principais:
Romance
1. O filho eterno, de Cristóvão Tezza (Record); 2. O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras); 3. Antonio, de Beatriz Bracher (34)
O romance de Tezza, sobre os conflitos vividos por um homem que tem um filho com Síndrome de Down, cativou público e crítica, sobretudo pela sinceridade com que o narrador expõe suas inseguranças no difícil aprendizado de conviver amorosamente com o menino. O sol se põe em São Paulo é mais ambicioso, ao misturar diferentes cenários, tempos e linhas narrativas, mas também um pouco confuso.
Poesia
1. O outro lado, de Ivan Junqueira (Record); 2. O xadrez e as palavras, de Marcus Vinicius Quiroga (edição do autor); 3. Tarde, de Paulo Henriques Britto (Companhia das Letras)
Infância, religiosidade, amor e morte são os temas dos 36 poemas escritos entre 1998 e 2006 e reunidos pelo acadêmico Ivan Junqueira em O outro lado. Louvável a iniciativa da CBL de premiar também uma edição independente, o excelente O xadrez e as palavras.
Contos
1. Histórias do Rio Negro, de Vera do Val (Martins Fontes); 2. A prenda de seu Damaso, de Jorge Hausen (edição do autor); 3. Fichas de vitrola, de Jaime Prado Gouvêa (Record)
Paulista radicada na Amazônia, Vera do Val escreve contos movidos basicamente pelo deslumbramento diante da natureza e dos seres encantados que habitam a floresta. Compara o Rio Negro a um “macho fertilizador” que gera a selva, e coisas parecidas. Gosto mais da irona dos contos do pouco conhecido escritor mineiro Jaime Prado Gouvêa, da mesma geração de Sergio Sant’Anna e Luiz Villela.
Reportagem
1. 1808, de Laurentino Gomes (Planeta); 2. O massacre, de Eric Nepomuceno (Planeta); 3. Bar Bodega - Um crime de imprensa, de Carlos Dornelles (Globo).
O fenômeno de vendas 1808, de Laurentino Gomes, não é exatamente uma reportagem, e como estudo de História sobre a chegada da Corte ao Brasil, gosto mais do livro Império à deriva, de Patrick Wilcken, sobre o qual pouca gente falou. Mistérios do mercado.
Biografia
1. Rubem Braga - Um cigano fazendeiro do ar, de Marco Antonio de Carvalho (Globo); 2. D.Pedro II, de José Murilo de Carvalho (Companhia das Letras); 3. O texto ou a vida, de Moacyr Scliar (Bertrand Brasil).
Marco Antonio de Carvalho passou 10 anos pesquisando a vida do cronista Rubem Braga e escreveu uma biografia seguindo a escola americana, rigorosa e cheia de detalhes (às vezes até em excesso). Falta um pouco de charme ao texto, contudo. Mas a simples ausência de Fernando Morais e Ruy Castro na categoria já é uma surpresa.
Retirado do blog Máquina de Escrever do Luciano Trigo.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Manuel Bandeira
O que eu adoro em ti
"O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si.
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.
O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito sutil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Não é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.
O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical,
Sucessiva e renovada a cada momento.
Graça aérea como o teu próprio
pensamento
Graça que perturba e que satisfaz.
O que eu adoro em ti,
Não é a mãe que já perdi.
Não é a irmã que já perdi,
E meu pai.
O que adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto maternal
em teu flanco aberto como uma ferida.
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que eu adoro em ti
- lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida."
Arte de amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
"O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si.
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.
O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito sutil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Não é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.
O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical,
Sucessiva e renovada a cada momento.
Graça aérea como o teu próprio
pensamento
Graça que perturba e que satisfaz.
O que eu adoro em ti,
Não é a mãe que já perdi.
Não é a irmã que já perdi,
E meu pai.
O que adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto maternal
em teu flanco aberto como uma ferida.
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que eu adoro em ti
- lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida."
Arte de amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
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