sábado, 30 de maio de 2009

Frases

"As verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global." José Saramago

"Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa." Emile Zola

momento reflexivo motivacional
Postado por Teco em 29 de maio de 2009 às 16:32
do blog:http://colunas.g1.com.br/fimdeexpediente/

Autor: Luis Fernando Verissimo

1. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

2. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.

3. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.

4. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

7. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

8. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção. Nunca falha.)

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Desabafo final - Ze Rodrix

Um dos bons se foi
Postado por José Godoy em 22 de maio de 2009 às 14:05

Zé Rodrix faleceu. Uma pena que alguém raro no cenário cultural tenha partido tão cedo. Há pouco mais de um ano, sua nota esclarecendo sua saída do musical “Rei lagarto”, sobre a vida de Jim Morrison, serviu como uma espécie de declaração de princípios de um artista em tempos de Lei Rouanet. Abaixo reproduzo o trecho que valeria ser distribuído em conjunto com os editais de fomento.

Acabo de descobrir exatamente nos detalhes desta notícia que não vou mais participar do projeto. Vocês conhecem a minha opinião sobre Renúncia Fiscal e Leis de Incentivo. Enquanto isto era um empreendimento privado, no máximo com os patrocínios e os apoios diretos de empresas que se associariam ao empreendimento, eu estava dentro. Infelizmente, ao entrar na jogada da Lei Rouanet, MiniCul etc., ele se torna impossível para mim.

Não acredito que o dinheiro de TODOS deva servir para patrocinar a aventura pessoal de ALGUNS, e, quando isto se configura, eu saio fora. Investimento deve ser feito com dinheiro real que não prejudique o essencial do país. Impostos devem ter fim específico, e os sustento da arte não é, a meu ver, uma destas essencialidades. Sempre fui um artista que não se privilegiou de nenhum tipo de ligação com estados e governos, em nome de minha própria liberdade. Assim sendo, há que haver em mim algum respeito pelas coisas em que eu acredito. Se entrar nisto, estarei negando tudo que é a minha maneira de ser, pensar e agir. No Brasil de hoje, precisamos de investidores conscientes, e não, segundo minha maneira de ver a realidade, de utilizar de maneira equivocada o dinheiro público.”


do blog http://colunas.g1.com.br/fimdeexpediente/

terça-feira, 26 de maio de 2009

GIZ - Renato Russo

Em uma declaração do Renato Russo, ele disse que essa música foi a que ele mais gostou de compor.

Giz
Renato Russo


E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer,
Quando convém
Aparecer ou quando quero.

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou

Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, p'rá ser honesto,
Só um pouquinho infeliz.

Mas tudo bem
Tudo bem
Tudo bem

Lá vem lá vem lá vem
De novo:
Acho que estou gostando de alguém

E é de ti que não me esquecerei.

Mais uma do Renato
Mais Uma Vez
Renato Russo
Composição: Renato Russo, Flavio Venturini


Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei...

Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem...

Tem gente que está
Do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar...

Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia
A gente aprende
Se você quiser alguém
Em quem confiar
Confie em si mesmo...

Quem acredita
Sempre alcança...

É preciso acreditar e sonhar senão a gente não vive. São os sonhos que nos alimentam e levam a gente pra frente, mesmo que eles não se realizem.

domingo, 24 de maio de 2009

Jardim Interior


(claude monet)

Jardim interior - Mario Quintana

Todos os jardins deviam ser fechados,
com altos muros de um cinza muito pálido,
onde uma fonte
pudesse cantar sozinha
entre o vermelho dos cravos.

O que mata um jardim não é mesmo
alguma ausência
nem o abandono…
O que mata um jardim é esse olhar vazio
de quem por eles passa indiferente

sábado, 23 de maio de 2009

UNFORGETTABLE

Unforgettable
Nat King Cole

Composição: Irvin Gordon

Unforgettable, that's what you are
Unforgettable though near or far
Like a song of love that clings to me
How the thought of you does things to me
Never before has someone been more

Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too

Instrumental interlude...

Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too

sexta-feira, 22 de maio de 2009

As Vitrines - Chico Buarque

As Vitrines
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não

Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir

Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar

Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma oração - Borges

Uma oração

Jorge Luis Borges

Retirado do http://www.releituras.com/jlborges_menu.asp
Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.

Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.

O Amor - Hermann Hesse

O amor - Hermann Hesse
do blog princecristal.blogspot

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).

O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.

A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.

Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.

Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.

A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.

Sexo Tântrico

Esta semana, dando uma olhada na revista "Istoegente", uma versão Caras"" da Istoé, vi uma declaração do ator Stênio Garcia, 74 anos, dizendo praticar Sexo Tântrico. Também a Rita Lee disse na revista Quem, outra versão Caras, que hoje está mais pra dinossauro que pra coelho em matéria de sexo e por isso é adepta do sexo tântrico.
Resolvi, então, espiar alguns sites sobre o assunto a pedido de algumas amigas e gostei. Acho que vale a pena. Olha só o que encontrei:

Do Manual do Sexo Tântrico

"Conta a lenda, que o coito de Shiva e Shakti durou vinte e cinco anos, sem que Shiva vertesse nela o sêmen. Como um elefante aprisionado, ele não podia se mexer. Lendas tântricas como esta tentam ilustrar a visão de mundo dos tantristas, a plenitude mágica e transformadora, alcançada quando integramos as energias masculina e feminina dentro de nós.

Mas o Tantra não é só isto. O sexo tântrico não é apenas uma forma de fazer sexo, é uma forma de ligação, uma ferramenta que entrelaça tudo, que cria uma sucessão de energia que passa de um organismo para o outro. A sexualidade no Tantra é assim sagrada: sexo é uma forma de comungar e unir-se com a manifestação divina dentro de nós.

Trata-se de uma forma de se alcançar a energia divina que há no universo. Por isto, qualquer maneira de despertar a serpente oculta que dorme em nós com ritos, massagens, meditação, e inclusive o sexo, é sempre uma prática tântrica."


Manual do Sexo Tântrico: carícias

Sexo Tântrico
» Carícias
» O começo
» Posições
» Descanso

Hiperorgasmo
» Nada de pressa
» Limites físicos
» Maremoto de prazer
» O caminho
» Sentimentos
Nada de ejaculação precoce nem pressa: o sexo tântrico busca o prazer máximo e duradouro com os cinco sentidos. Se você quer experimentar o chamado hiperorgasmo, tome nota na dica abaixo:

Carícias
Uma relação sexual comum dura por volta de 15 minutos. O sexo tântrico deve durar ao menos duas horas. Caso dure menos de uma hora, é considerado ejaculação precoce. O sexo tântrico tem uma duração mínima, mas não uma máxima: quanto mais tempo durar, mais prazer proporcionará. O tantra encoraja o homem a fazer com que sua companheira se sinta divina.

Sem dúvida, os norte-americanos não praticam o sexo tântrico: 70% deles ejaculam apenas dois minutos depois da penetração. O sexo tântrico tem como proposta exatamente o contrário: evitar a penetração rápida e brusca, para que a ejaculação não seja o único motivo da relação sexual.

O sexo tântrico leva em conta que nossa pele possui cerca de 600 mil pontos de sensibilidade. A ejaculação é considerada um desperdício de energia vital e por isso deve-se aprender a adiá-la.

Então...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

15 de maio - dia do Assistente Social

Ontem, 13 de maio, foi comemorado, antecipado, o dia do Assistente Social, com uma solenidade no Teatro da Assembléia. A ocasião serviu para matar saudades das amigas, refletir sobre questões que envolvem a profissão e dar boas garagalhadas com Amauri Jucá e Dirceu Andrade. O tema em discussão apresentado pelo CRESS este ano é "Socializar a riqueza para reduzir a pobreza." Difícil, não? Com essa realidade que tá aí...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Entre Hesse e Zaratustra...

Entre Hesse e Zaratustra...
A metamorfose do tempo e o valor do compartilhamento

Rubem Alves
revistaeducacao.com.br ano12 nº 144


Reli, faz poucos dias, o livro de Hermann Hesse, O jogo das contas de vidro. Bem ao final, à guisa de conclusão, está este poeminha de Rückert:
Nossos dias são preciosos
mas com alegria os vemos passando
se no seu lugar encontramos
uma coisa mais preciosa crescendo:
uma planta rara e exótica,
deleite de um coração jardineiro,
uma criança que estamos ensinando,
um livrinho que estamos escrevendo

O poema fala de uma estranha alegria, a alegria que se tem diante da coisa triste que é a passagem do tempo. A alegria está no jardim que se planta, na criança que se ensina, no livrinho que se escreve. Senti que eu mesmo poderia ter escrito essas palavras, pois sou jardineiro, sou professor e escrevo livrinhos.

Imagino que o poeta jamais pensaria em se aposentar. Da alegria não se aposenta... Algumas páginas antes, o herói da estória havia declarado que, ao final de sua longa caminhada pelas coisas mais altas do espírito, dentre as quais se destacava a familiaridade com a sublime beleza da música e da literatura, descobrira que ensinar era algo que lhe dava prazer igual, e que o prazer era tanto maior quanto mais jovens e mais livres das deformações que as escolas produzem fossem os alunos.

Ao ler o texto de Hesse tive a impressão de que ele estava repetindo um tema que se encontra em Nietzsche, no prólogo de Assim falou Zaratustra. Antes, ele já havia escrito que não existe felicidade maior que "gerar um filho ou educar uma pessoa". E é com o anúncio dessa felicidade que Zaratustra inicia a sua missão de educador.

Quando Zaratustra tinha 30 anos de idade deixou a sua casa e o lago de sua casa e subiu para as montanhas. Ali ele gozou do seu espírito e da sua solidão, e por dez anos não se cansou. Mas, por fim, uma mudança veio ao seu coração e, numa manhã, levantou-se de madrugada, colocou-se diante do sol, e assim lhe falou: Tu, grande estrela, que seria de tua felicidade se não houvesse aqueles para quem brilhas? Por dez anos tu vieste à minha caverna: tu te terias cansado de tua luz e de tua jornada, se eu, minha águia e minha serpente não estivéssemos à tua espera. Mas a cada manhã te esperávamos e tomávamos de ti o teu transbordamento, e te bendizíamos por isso.

Eis que estou cansado na minha sabedoria, como uma abelha que ajuntou muito mel; tenho necessidade de mãos estendidas que a recebam. Mas, para isso, eu tenho de descer às profundezas, como tu o fazes na noite e mergulhas no mar... Como tu, eu também devo descer... Abençoa, pois, a taça que deseja esvaziar-se de novo...

Assim se inicia a saga de Zaratustra, com uma meditação sobre a felicidade. A felicidade começa na solidão: uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche. Ela não mais pode conter aquilo que recebe. Deseja transbordar. Acontece assim com a abelha que não mais consegue segurar em si o mel que ajuntou; acontece com o seio, túrgido de leite, que precisa da boca da criança que o esvazie. A felicidade solitária é dolorosa. Zaratustra percebe então que sua alma passa por uma metamorfose. Chegou a hora de uma alegria maior: a de compartilhar com os homens a felicidade que nele mora. Seus olhos procuram mãos estendidas que possam receber a sua riqueza. Zaratustra, o sábio, transforma-se em mestre...

Rubem Alves
Educador e escritor
rubem_alves@uol.com.br

terça-feira, 5 de maio de 2009

Best (beast) sellers

Compre essa idéia e fique milionário
Postado por José Godoy em: http://colunas.g1.com.br/fimdeexpediente/

Estou estudando a fundo as listas de best-sellers publicadas nas revistas e jornais. Para quem quer descobrir a fórmula do sucesso, eis algumas dicas:

Dos 10 mais vendidos em ficção, 4 remetem a paisagens sombrias, ao céu, ao imaginário de terror: “Crepúsculo, A cabana, Eclipse, Lua Nova”

Dois tem o mesmo o autor e o mesmo personagem o “vendedor de sonhos”

Dois tem uma menina e um, um menino.

Misturando tudo, meu computador mental acaba de cuspir um futuro título milionário:

“O crepúsculo da cabana que o vendedor vendeu para a menina”

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A POLÍTICA DE COTAS CHEGA À FASE DO DELÍRIO

A POLÍTICA DE COTAS CHEGA À FASE DO DELÍRIO
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou um projeto do deputado Flávio Dino (PC do B-MA) que reserva 10% das vagas de instituições públicas de ensino médio e superior para portadores de deficiência. Não foi submetida a plenário e seguiu direto para o Senado. Nenhum deputado quis propor recurso para que a proposta tivesse de passar pelo plenário da Câmara. A razão é simples e óbvia: algum jornal se lembraria de brindar a vítima com um título mais ou menos assim: “Fulano recorre contra cota para deficientes”. Ninguém quer passar por inimigo de deficientes.

Flávio Dino — um “Dino” no PC do B... Quem diria? — não deixa de prestar um serviço à causa dos valores universais da democracia, que estão sendo agredidos pelas políticas de cotas. No próprio Senado, há um outro projeto que reserva 50% das vagas para alunos egressos da escola pública, com um subcritério de distribuição das vagas segundo a cor da pele. Aprovados os dois, já teríamos 60% das vagas reservadas ao cotismo. Até o Dino do PC do B se assustou com a aprovação e reconheceu que a tramitação no Senado vai ser difícil. Por quê? Ora, porque sobram minorias, mas já começam a faltar vagas.

Fiz certa feita uma ironia afirmando que o verdadeiro negro do mundo é o macho, branco, heterossexual e católico. Estamos chegando lá. Em breve, será preciso garantir cota para essa minoria, a cada dia mais achincalhada e discriminada, não? Se os oriundos da escola pública, os negros e os deficientes tiverem cotas, por que não podem tê-las outras “minorias” que também são objeto de suposta discriminação, o que as impede de se desenvolver plenamente? Por que não impor cotas para os gays, ciganos, portadores do vírus HIV, alérgicos, filhos de pais separados, dependentes químicos... Em suma: cada “discriminado” sabe onde lhe aperta o sapato e cumpre se mobilizar junta a seus pares para exigir “reparação”.

O excesso de cotas pode, quem sabe?, levar a uma revisão dessa estupidez. O princípio constitucional do acesso universal à educação está indo para o diabo. Já que o tema está na moda, observem que estamos criando o sistema brasileiro de castas: será preciso pertencer a uma delas para ter acesso à educação. O mérito que se dane.

E quem teve a má sorte de nascer branco, não ser muito pobre e não ter nenhuma deficiência? Fazer o quê? O sistema de castas tem os seus intocáveis.