domingo, 31 de agosto de 2008

Setembro

Setembro dá início aos B-r-o-brós, mas é também o mês da primavera, embora a gente não veja isso isso tão presente por aqui. Esta canção do Beto Guedes e do Ronaldo Bastos fala de esperança, de um novo tempo quando a primavera chegar. Acho que essa primavera deve estar no coração de cada um de nós,sempre, pra renovar, sonhar, aprender, recomeçar, buscar um caminho melhor , ser mais gente.

Sol de Primavera
Composição: Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos camposQuero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer...
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...

A, Você

meu dia
meu ar
sol que me sorri
água da minha sede
fogo que me queima
lua da minha noite
todas as estações

Sobrevivência. - Raísa Castelo Branco
Ontem eu morri no meio da ida
com o pé desalinhado.
Tomei uma pedra de debaixo da lama,
fisguei a linha incerta do seu peito.
O peito da pedra não segurava nada.
Ia se esvaindo pelos contornos antigos.
Chorando por vida,
Desaprumei um fio da pedra
a fim de consertar uns ligamentos.
E quando senti mais uma dor escorrer
para além da epiderme,
pisei finalmente com o pé rígido
e saí saltitando:
Sobrevivi.

É tão suave - Fernando Pessoa
É tão suave a fuga deste dia,
Lídia, que não parece, que vivemos.
Sem dúvida que os deuses
Nos são gratos esta hora,
Em paga nobre desta fé que temos
Na exilada verdade dos seus corpos
Nos dão o alto prêmio
De nos deixarem ser.

De Laís para Mamãe - Limpeza da Alma

Esta mensagem recebi hoje de minha filha Laís.
Obrigada, minha linda! Não se preocupe. Sou feliz assim do jeito que sou e muito determinada naquilo que quero e acredito e ainda tenho amigos e alunas que dizem que quando crescerem querem ser eu. Ouvi isso duas vezes esta semana no meu trabalho:" Olha, quando eu crescer, quero ser você, assim, alegre, feliz e bem disposta. você não se cansa, nunca está triste!" Olha que maravilha! É bom ouvir isso!

sábado, 30 de agosto de 2008

Djavan

Amor puro



TE devoro - Djavan

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

É isso aí, Caetano - Obra em Progresso

MARGINAL PINHEIROS
28/08/2008 3:22 am

Estou tão enfronhado no Rio com esse projeto da Obra em Progresso que tenho me sentido longe à beça de São Paulo. Vim aqui fazer o show com o Rei no belo teatrinho do Niemeyer no Ibirapuera e senti o tamanho da saudade que eu estava de Sampa. O teatro é elegante e induz à quietude. Se o show fosse no Ginásio do Ibirapuera, o ruído dos aplausos assustaria a boba da Folha e o burro do Estadão que escreveram sobre o show. Há anos não leio nada tão errado sobre música brasileira - e, mais uma vez, envolvendo Roberto Carlos e este transblogueiro que vos fala. Se eu tivesse direito a convite, teria chamado Augusto de Campos para estar presente ao encontro: foi ele quem escreveu o primeiro texto de apoio crítico à Jovem Guarda, prefigurando o tropicalismo e opondo a energia da turma de Roberto e Erasmo à pretensão da turma de Elis. São Paulo é isso. Quando vi a Ponte Otávio Frias em frente aos prédios pós-modernos da Marginal Pinheiros (prefiro prédios pós-modernos aos chamados modernos que encheram nossas cidades de desarmonia, em nome da racionalidade) me senti esperançoso. Dei entrevista a Jô (onde disse isso) e segui para o lançamento do livro do Mangabeira na Casa das Rosas. Agora (já às duas e meia da manhã) o provincianismo fraco dos articulistas dos dois grandes jornais locais não conseguiu abalar essa sensação. O Brasil de Tom, que é o Brasil que precisa estar à altura da bossa nova, cresce para fora e para longe do Brasil dos débeis de cabeça e de coração.

Escrevo isso só para mostrar aos que comentaram as críticas hilárias da província paulistana que também li e que fiquei com pena dos dois fanfarrões que não sabem nem escrever. O do Estadão então é inacreditável. Como é que qualquer editor deixa sair um texto com tantos erros de português, tantas redundâncias e obscuridades, tamanha incapacidade de articular pensamentos? A da Folha não sabe pensar mas exprime de forma primária esse seu não-saber. O outro, nem isso. O texto dele é tão mal escrito que a gente tem de adivinhar o que ele pensa - e chega à evidência de que pensa errado. Mas de alguma forma o artigo da mulher parece ser mais prejudicial do que o do cara. Não respondo aqui a ela nem a ele. Nada digo aos jornais que os publicaram. Deixo aos leitores paulistanos que viram o show. Eles vão escrever protestando. Os jornais talvez publiquem algumas das cartas.

Chega de verdade. “Lobão tem razão” vai ficando muito bonita dentro de mim. Cada vez que a canto ela parece melhor. Fui cantar um trechinho no Jô e fiquei emocionado. “Lapa” nos pareceu - a mim e aos caras da Banda Cê - boa de cara. “Lobão tem razão” cresce com o tempo (em nós, pelo menos). Agora vamos começar o trabalho de estúdio: três dias de ensaio e, na segunda, começa a gravação do CD. O DVD, feito de números em construção, tirados das apresentações no Vivo Rio e no Oi Casa Grande, vai ser um documento da Obra em Progresso. Mas o CD será a prova dos noves (é dos noves, sim: a gente parece que tem medo de pôr os numerais no plural! - até o Oswald de Andrade, naquela grande frase de um dos seus manifestos, escreveu “a alegria é a prova dos nove”; bem, não está errado, mas a própria prova é sempre feita com o uso da expressão “noves fora…”; e como eu já gosto de nove, essa idéia de noves - muitos, múltiplos noves - me dá enlevo). Muito aprenderemos sobre essas canções e suas concepções sonoras quando as ouvirmos gravadas em estúdio. De minha parte, estou curioso e um tanto impaciente. Suponho que a gente vai lançar o CD ainda este ano. O DVD, como recordação do processo que chegou até ele, fica para um pouco depois. Depois do carnaval?

Acho que todo o mundo devia ler o livro “O Que a Esquerda Deve Propor”, de Roberto Mangabeira Unger. É um livro pequeno, denso mas muito claro, que faz renascer o sentimento de “ser de esquerda” em nós. Há propostas concretas interessantes e sobretudo uma visão do mundo hoje que nos liberta para pensar. De minha parte, vejo ali formuladas muitas das idéias que tentei eu próprio encontrar dentro de mim. O capítulo sobre os Estados Unidos e seu papel no mundo hoje é obrigatório - e independe de você querer ou não apostar nas sugestões de mudanças institucionais que Mangabeira oferece. Leiam e vejam se não está ali tudo o que precisamos saber agora sobre a morte das formas de política de esquerda que conhecíamos - sem que seja necessário passarmos a ser conservadores. Há décadas que venho dizendo que Brasil não pode jogar fora a contribição que nos quer dar esse pensador. Agora vejo que o Brasil não vai fazer isso. Temos um dever de originalidade. Temos algo a dizer ao mundo. Mesmo que nunca o disséssemos - mesmo que nunca o digamos - nós o temos. Mesmo que o calemos ou nos recusemos a articulá-lo, temo-lo (e é com prazer que o digo assim, homenageando o português lusitano, que também é nosso e que não devemos ignorar: um dia desses vou escrever sobre lingüistas que agridem os gramáticos em nome de uma demagógica receptividade ao que às vezes é mera limitação opressora dos falantes - mas não vou voltar aos erros do carinha do Estadão).

Estou escrevendo qualquer coisa hoje porque fiquei muito pegado com os shows de Tom/Roberto e nunca mais tinha escrito nada. Mas voltarei.
Postado por Caetano Veloso no blog obraemprogresso.com.br

Sensualidade

Minha boca...


Minha boca
é pouca
pro desejo
que anda à solta

Amo tres gestos teus...
Amo três gestos teus quando, senhor,
me incendeias do teu próprio fogo.

Te serves do meu corpo, minha boca
sorves na tua, me penetras...

És poderoso, vivo, estás feliz.

Mas depois disso cada minuto é meu.
Giosi Lippolis traduzido por José P.Paes


A Casa do Incesto - Anais Nin

Vou deixar-te levar-me até à fecundidade da destruição.

Por isso me atribuo um corpo, um rosto e uma voz.

Eu sou-te como tu me és.

Cala o fluxo sensacional do teu corpo
e encontrarás em mim,
intactos,
os teus medos e as tuas penas.

Descobrirás o amor separado das paixões
e eu descobrirei as paixões privadas de amor.

Sai do papel que te atribuis
e descansa no centro dos teus verdadeiros desejos.

Por um momento deixa as tuas explosões de violência.

Renuncia à tensão furiosa e indomável.

Eu passarei a assumi-las.

De Anaïs Nin do livro A Casa Do Incesto

A arte de escrever

A arte de escrever

NO DOUTORADO:
O dissacarídeo de fórmula C12H22011, obtido através da fervura e evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus Officinarum Linneu, 1758, isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, impressiona favoravelmente as papilas gustativas e apresenta considerável resistência a modificar suas dimensões.

NO MESTRADO:
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base regular, impressiona o paladar, porém não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial.

NA GRADUAÇÃO:
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável, todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

NO ENSINO MÉDIO:
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, mas não muda de forma quando pressionado.

NO ENSINO FUNDAMENTAL:
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio e nem flexível.

NA SABEDORIA POPULAR:
Rapadura é doce, mas não é mole não!

Fonte: Texto de autor desconhecido. Circula livremente na internet.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Hipotrélico - Guimarães Rosa

Este é um dos quatro prefácios à obra Tutaméia, onde o autor coloca de forma irônica a dicotomia entre criação e purismo, literatura e língua.
"Hei que ele é.
Do IRREPLEGÍVEL.

Há o hipotrélico. O termo é novo, de impesquisada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou, talvez, vice-dito: indivíduo pedante, importuno agudo, falto de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hiptrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria exitência.

Somos todos, neste ponto, um tento ou cento hipotrélicos? Salvo o excepto, um neologismo contunde, confunde, quase ofende. Perspica-nos a inércia que soneja em cada canto do espírito, e que se refestela com os bons hábitos estadados. Se é que um não se assuste: saia todo-o-mundo a empinar vocábulos seus, e aonde é que se vai dar com a língua tido e herdada? Assenta-nos bem à modéstia achar que o novo não valerá o velho; ajusta-se à melhor prudência relegar o progresso no passado.

Sobre o que, aliás, previu-se um bem decretado conceito: o de que só o povo tem o direito de se manifestar, neste público particular. Isto nos aquieta. A gente pensa em democráticas assembléias, comitês, comícios, para a vivíssima ação de desenvolver o idioma; senão que o inconsciente coletivo ou o Espírito Santo se exerçam a ditar a vários populares, a um tempo, as sábias, válidas inspirações. Haja para. Diz-se-nos também, é certo, que tudo não passa de um engano de arte, leigo e tredo: que quem inventa palavras é sempre um indivíduo, elas, como as criaturas, costumando ter um pai só; e que a comunidade contribui apenas dando-lhes ou fechando-lhes a circulação. Não importa. Na fecundidade do araque apura-se vantajosa singeleza, e a sensatez da inocência supera as excelências do estudo. Pelo que, terá de ser agreste ou inculto o neologista, e ainda melhor se analfabeto for.

Seja que, no sem-tempo quotidiano, não nos lembremos das e muitíssimas que foram fabricadas com intenção - ao modo como Cícero fez qualidade ("qualitas"), Comte altruísmo, Stendhal egotismo, Guyau amoral, Bentham internacional, Turguêniev niilista, Fracástor sífilis, Paracelso gnomo, Voltaire embaixatriz ("ambassadrice"), Van Helmont gás, Coelho Neto paredro, Ruy Barbosa egolatria, Alfredo Taunay necrotério; e mais e mais e mais, sem desdobrar memória. Palavras em serviço efetivo, já hoje viradas naturais, com o fácil e jeito e unto de espontâneas, conforme o longo uso as sovou.

De acordo, concedemos. Mas, sob cláusula: a de que o termo engenhado venha tapar um vazio. Nem foi menos assim que o dr. Castro Lopes, a fim de banir galicismos, e embora se saindo com processo direto e didático, deixadas fora de conta quaisquer sutilezas psicológicas ou estéticas, conseguiu por em praça pelo menos estes, como ele mesmo dizia, "produtos da indústria nacional filológica": cardápio, convescote, preconício, necrópole, ancenúbio, nosóculos, lucivéu e lucivelo, fádico protofonia, vesperal, posturar, postrídio, postar (no correio) e mamila. E, donde: palavra nova, só se satisfizer uma precisão, constatada, incontestada.

Verdade é que outros também nos objetam que esta maneira de ver reafirma apenas o estado larval em que ainda nos rojamos, neste pragmático mundo da necessidade, em que o objetivo prevale o subjetivo, tudo obedece ao terra-a-terra das relações positivas, e, pois, as coisas pesam mais do que as pessoas. Por especiosa, porém, rejeitamos a argumentação. Viver é encargo de pouco proveito e muito desempenho, não nos dando por ora lazer para nos ocuparmos em aumentar a riqueza, a beleza, a expressividade da língua. Nem nos faz falta capturar verbalmente a cinematografia divididíssima dos fatos ou traduzir aos milésimos os movimentos da alma e do espírito. A coisa pode ir indo assim mesmo à grossa.

E fique à conta dos tunantes da gíria e dos rústicos da roça - que palavrizam autônomos, seja por rigor de mostrar a vivo a vida, inobstante o escasso pecúlio lexical de que dispõem, seja por gosto ou capricho de transmitirem com obscuridade coerente suas próprias e obscuras intuições. São seres sem congruência, pedestres ainda na lógica e nus de normas. Veja-se o que diz Gustavo Barroso, no "Terra de Sol": "Subdorada" era o adjetivo que lhes exprimia a admiração. Não sei de onde o foram encontrar. No sertão há dessas expressões; nascem ninguém sabe como; vivem eternamente ou desaparecem um dia sem também se saber como." Confere. Pode-se lá, porém, permitir que a palavra nasça do amor da gente, assim, de broto e jorro: aí a fonte, o miriqüilho, o olho-d'água; ou como uma borboleta sai do bolso da paisagem?

Do que tal se infere serem os neologismos de um sertanejo desses, do Ceará ou de Minas Gerais, coisas de desadoro, imanejáveis, senão perigosas para as santas convenções. Se nem ao menos tão longe, mas por aqui, no Estado do Rio, nosso amigo Edmundo se surpreendeu com a resposta, desbarbadamente hermética, de um de seus meeiros, a quem perguntara como ia o milho: - "Vai de minerol infante." - "Como é?" - "Está cobrindo os tocos..." O que já pode parecer excessiva força de idéias.

Dito seja, a demais, que o vezo de criar novas palavras invade muitas vezes o criador, como imperial mania. Um contraventor do vernáculo, foi o fazendeiro Chico de Matos, de Dourados; coitado, morreu de epitelioma. Duas das suas se fizeram, na região: intujuspéctico, que quase por si se define - com o sentido de pretensioso impostor e enjoado soturno; e incorubirúbil, que onomatopeicamente pode parecer o gruziar de um peru ou o propagar-se de golpes com que se sacoleja a face límpida de uma água, mas que designa apenas quem é "cheio de dedos", "cheio de maçada", "cheio de voltas", "cheio de nós pelas costas", muito susceptível e pontilhoso. Não são de não se catalogar?

Já outro, contudo, respeitável, é o caso - enfim - de "hipotrélico", motivo e base desta fábula diversa, e que vem do bom português. O bom português, homem-de-bem e muitíssimo inteligente, mas que, quando ou quando, neologizava, segundo suas necessidades íntimas.

Ora, pois, numa roda, dizia ele, de algum sicrano, terceiro, ausente:

- E ele é muito hiputrélico...
Ao que, o indesejável maçante, não se contendo, emitiu o veto:
- Olhe, meu amigo, essa palavra não existe.
Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo:
- Como?!... Ora... Pois se eu a estou a dizer?
- É. Mas não existe.
Aí, o bom português, ainda meio enfigadado, mas no tom já feliz de descoberta, e apontando para o outro, peremptório:
- O senhor também é hiputrélico...
E ficou havendo."

PÓS-ESCRITO:
Confira-se o de Quintiliano, sobre as palavras:
"O mais seguro é usar as usadas, não sem um certo perigo cunham-se novas. Porque, aceitas, pouco louvor ao estilo acrescentam, e, rejeitadas, dão em farsa. Ousemos, contudo; pois, como Cícero diz: mesmo aquelas que a princípio parecem duras, vão com o uso amolecendo."

Economês

Com o MPA que estou fazendo, tenho que me atualizar no economês. Você sabe o que é overprice, floating, welfare, commodities, stake-holder, dealer, hedge, swap cambial, otimizar, oportunizar, tradar, âncora monetária, wave of selling, governança corporativa? pois é, tudo isso pra dizer que economia é guerra, jogo, ferramenta, espaço, indefinição, poder, empolação, enrolação. Veja esse texto do Joelmir Betting e teste o seu economês. Faça a tradução.

"A problemática de meu orçamento-programa emana da insuficiente alocação de recursos de liquidez exigidos por uma complementação transacional de capital não suficientemente ddimensionada na projeção dos prazos de retornos da alienação de meu fator de produção menos escasso, o trabalho." Joelmir Betting, em Na Prática a Teoria é outra.
Conseguiram traduzir?
Olha só, tudo isso pra dizer: estou sem dinheiro neste final de mês. tudo muito claro.

Novinhas!

Gente, esta semana tá horrível. Provas, trabalhos. Tô sem tempo pra nada. Sabe lá o que é ter 14 blocos de provas, cada um com 50 provas, pra corrigir? Pois é, é isso aí, mas ainda tenho tempo pra dar uma olhada rápida nos jornais e olha só isto:

1. MINISTRO CARLOS MINC É O HOMEM MELANCIA - ADORA HOLOFOTES!
2. NEPOTISMO: UMA NOVA ESTATAL DEVE SER ABERTA - A "TRANSPARENTE" COM SISTEMA DE COTAS E TUDO MAIS A QUE TEM DIREITO;
3. MEDALHA DE OURO NAS OLIMPÍADAS PARA A GASTANÇA NA PRIMEIRA CLASSE DOS DIRIGENTES E ASPONES DO GOVERNO;
4. EXTRA! EXTRA! 13º SALÁRIO PARA OS APOSENTADOS AGORA EM AGOSTO. PRESENTE DO SANTO LULA. NÃO TEM NADA A VER COM ELEIÇÃO.

Bom, vou demorar um pouco, pois tenho, além das provas, um projeto sobre sexualidade: exploração sexual, que preciso terminar ainda esta semana. Haja fôlego. Sexta-feira vou Djavanear porque ninguém é de ferro.

sábado, 23 de agosto de 2008

Ednardo - Volta ao tempo


Ednardo e o Pessoal do Ceará - ainda lembro a capa do LP - embalou parte da minha juventude. Curti muito esse disco. Hoje, acabo de chegar do show no Teresina Shopping. foi um acontecimento. Mesmo com a chuva, foi maravilhoso. Juntamos a turma e fizemos a festa. Cantamos e dançamos. Lembrei do Wenner, que já se foi pro andar de cima. Ele chegava na casa da Ceiça com o violão debaixo do braço e pedia pra gente cantar as músicas do Ednardo. A Ceiça, hoje, de tanto cantar, ficou rouca, chorou, sorriu, dançou. Foi uma volta ao tempo. Músicas como Terral, Flora, Enquanto Engomo a calça, Longarinas, e tantas outras são parte de um tempo diferente, mais alegre, divertido, meio irresponsável até, mas muito bom. Era quando reuníamos a turma na calçada da minha casa na Redenção pra tocar violão e cantar noite a dentro sem pensar no tempo e sem medo.

Aqui estão algumas fotos tiradas da Exposição no Teresina Shopping. Está linda a exposição com os Estados do Nordeste. Selecionei estes textos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Giz - Renato Russo



Giz - clip com as cenas do filme "UM amor para recordar."
Renato Russo

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer,
Quando convém
Aparecer ou quando quero.

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou

Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pÂ’rá ser honesto,
Só um pouquinho infeliz.

Mas tudo bem
Tudo bem
Tudo bem

Lá vem lá vem lá vem
De novo:
Acho que estou gostando de alguém

E é de ti que não me esquecerei.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Literatura Cantada

Da prosa à poesia, obras literárias inspiram produção musical brasileira

Rachel Bonino

O centenário da morte de Machado de Assis e o do nascimento de Guimarães Rosa trouxeram à tona uma faceta nem sempre explorada por quem estuda os últimos 100 anos de ficção e poesia brasileiras: a capacidade de uma obra literária inspirar outras formas de expressão. A música popular, por exemplo, é velha usuária da literatura. E fatos culturais recentes mostram essa tradição em pleno vigor.

João Guimarães Rosa, por exemplo, serviu de base para todo um CD composto pelo grupo paulista Nhambuzim. Já a edição deste ano do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão (SP), cujo tema foi a literatura, apresentou em julho músicas inspiradas em autores universais, dentre eles, Machado de Assis, única presença nacional. Quem perdeu o evento, pode ver Machado musicado na recém-lançada exposição Machado de Assis, Mas este não é um capítulo sério, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. No corredor dedicado à poesia machadiana está a versão em partitura de Coração triste falando ao sol, de Alberto Nepomuceno (1864-1920), "pai" do nacionalismo na música erudita brasileira.

Poesia de Machado de Assis, Coração triste falando ao sol foi musicada por Alberto Nepomuceno, cuja partitura está exposta na mostra sobre o escritor no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo
Cada iniciativa do gênero mostra uma possibilidade da linguagem literária, a de continuar fazendo efeito para além de seu conteúdo verbal.
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Casos como o de Vinicius de Moraes, de Bandeira, Guimarães Rosa ou Machado mostram que traduzir musicalmente uma poesia feita para ser lida pode ser um feito do engenho e da arte. Mas é também a constatação de que há tantas possibilidades de ritmos como de formas poéticas, de sonoridades em cada poeta, de equivalências entre o verbo e o som, e o fascínio que a palavra exerce na música popular pode residir, no fundo, na força do que um poeta, pelo menos o de verdade, tem a dizer. Seja por meio de palavras ou de sons.

você pode ver o texto completo sobre o assunto no site: http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11570

Frases e Citações

"Decepção não mata, ensina a viver."
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E, por pensarem ansiosamente no futuro, esquece-se do presente de tal forma que aacabam por não viver nem o presente e nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer, e morrem como se nunca tivessem vivido." Dalai Lama

"Não preciso me drogar para ser um gênio; Não preciso ser um gênio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz." Charles Chaplin

"Acho uma irresponsabilidade o escritor desconhecer a sua ferramenta de trabalho. Desde a alfabetização, o que sempre me fascinou não foi a botânica, mas a jardinagem das palavras."
"Por norma, na imprensa se escreve melhor do que na universidade. Por quê? Porque pior do que o analfabeto humilde é o analfabeto arrogante. O primeiro tem cura, o segundo morre daquilo! O problema é que, em todas as profissões, a dieta de leitura é paupérrima."
"Respeito esses intelectuais que aí estão pedindo anistia, ressarcimentos e pensões, mas, como gosto da conversa clara, acho isso uma pouca-vergonha. Que pelo menos não sejam traídos os mortos, pois p reço dessas compensações me cheira a 30 dinheiros!"
Deonísio da silva (revista Língua Portuguesa, agosto/2008)

"Em vez de ouvirem os escritores em busca de respostas sobre o que somos, as pessoas precisam ouvir umas às outras, porque nós, autores não somos mais do que meros trabalhadores da palavra." José Saramago

"A totalidade da sabedoria humana não está contida em nenhuma língua, e nenhuma língua é capaz de expressar todas as formas e todos os graus da compreensão humana." Ezra Pound.

"Falto eu mesmo, e essa lacuna é tudo." Machado de Assis.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Viva as mulheres!

Enquanto as meninas do futebol mandaram ver e fizeram bonito, a seleção masculina "amarelhinha', amarelou. Vamos lá, meninas, agora é com vocês!

AMAR, VIVER, VALEU, - Gonzaguinha

Quando a atitude de viver
É uma extensão do coração
É muito mais que um prazer
É toda carga da emoção
Que era o encontro com o sonho
Que só pintava no horizonte
E, de repente, diz presente
Sorri e beija a nossa fronte
E abraça e arrebenta a gente
É bom dizer viver, valeu
Ah! já não é nem mais alegria
Já não é nem felicidade
É tudo aquilo num sol riso
É tudo aquilo que é preciso
É tudo aquilo paraíso
Não há palavra que explique
É só dizer viver, valeu
Ah! eu me ofereço esse momento
Que não tem paga e nem tem preço
Essa magia eu reconheço
Aqui está a minha sorte
Me descobrir tão fraco e forte
Me descobrir tão sal e doce
E o que era amargo acabou-se
É bom dizer viver, valeu
É bom dizer amar, valeu.
Amar, valeu.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Este país é mesmo hilário

Já não bastam o bolsa-eleição-família, o vale gás, o bolsa peti, agora estão preparando o bolsa pesca.O Ministro da Pesca ainda diz que não tem nada a ver com o peixe. E o bolsa pesca já virou piada nas escolas. E vai rodando a bolsinha.

podres poderes

domingo, 17 de agosto de 2008

Oma, oma, oma... chega!

Carcinomas, meningiomas, linfomas, miomas e outros omas, alguns malignos e outros benignos. Tem se tornado lugar comum a incidência desses tumores, principalmente em mulheres. Parecem bichos rondando a gente, prontos para nos atacar a qualquer momento. Sempre achei que esses tumores eram coisas muito distantes da minha vida. Há cinco anos atrás, quando minha amiga Adélia apareceu com um carcinoma no seio, me dei conta de que eles poderiam estar muito mais próximos do que imaginava. Acompanhei a sua luta contra a doença, as reuniões de ajuda, as orações. Um ano depois, mais três amigas, duas com carcinoma no seio e a outra com um linfoma. São pessoas muito próximas, amigas do dia-a-dia, do bate-papo, da alegria, das saídas. Do nosso grupo, só eu e Ceiça, parecíamos imunes a essas doenças. A casa da Ceiça era e ainda é o nosso point para a alegria. É sempre lá que nos reunimos. Graças a Deus todas fizeram tratamento e estão bem. Um dia, reunidas, eu disse: "perceberam, gente, que isso parece estar rondando o nosso grupo. Só falta eu e a Ceiça. disse num tom de brincadeira." Há dois anos, a Ceiça teve que tirar um nódulo no seio, não era maligno, mas poderia vir a ser. Pensei, Meu Deus, será o que está reservado pra mim? E no dia 29 de Agosto, agora, vou fazer um ano que tirei um meningioma instalado no crâneo. corri todos os riscos -ficar com paralisia facial, surda, muda, cega - mas enfrentei a doença sempre com serenidade. Nunca me deixei abater. queria extirpá-la de mim e comecei uma maratona angustiante. Sabia de todos os riscos e estudei bastante o assunto que, até então, nunca tinha ouvido falar. fiz o que tinha de ser feito e aqui estou sem nenhuma sequela. hoje, voltei a trabalhar e este ano de 2008 me foi abençoado de muitas formas, até aqui. tive os melhores momentos da minha vida ao lado das pessoas que amo, encontrei e reeencontrei pessoas importantes na minha vida e que me fazem hoje ser uma pessoa mais alegre e mais feliz. Mas, como nem tudo na vida é felicidade e a vida é feita mesmo de contrastes, de idas e vindas, de coisas boas e de coisas ruins e a gente é que tem de encontrar o equilíbrio nessa linha tênue entre essas duas faces da mesma realidade, neste final de semana, um mioma que há tempos vive se alimentando dentro de mim, começou a dar sinais de que está muito vivo. fiquei um pouco assustada. Fui ao show do Lulu já com os sintomas bem latentes, mas aguentei firme. O sábado foi terrível, mas hoje tudo está calmo. É provável que devo enfrentar uma outra maratona, agora duas, porque ainda tenho contas a acertar com o meningioma que teima em se instalar no meu ouvido. O meu otorrino,que me acompanhou durante a cirurgia do meningioma no crâneo e que tem me acompanhado há anos e estudado o meu caso, na última vez que estive lá, no início de julho, me revelou uma coisa que nunca tinha dito antes e me agradeceu por eu esperar uma solução. ele me disse que só ouviu horrores do meu caso em dois congressos nacionais onde os meus exames foram expostos para estudo. disse não haver nenhum estudo seguro, nenhuma solução definiva para o caso, mas que vai estudar mais um pouco e me garantiu encontrar uma solução para o meu caso, que é raro, um caso grave de otomastoidite.
Bem, gente, hoje resolvi expor esse caso, porque esses omas estão fazendo um estrago na vida da gente. Entretanto, eles não me metem medo e devemos ser mais fortes ainda. tive um ano de provações, como diz o meu pai, e se estamos vivos é porque temos algo importante a construir e se Deus nos permitiu chegar até aqui com esperança e com vontade de viver e de ser feliz, vamos à luta. Para a minha amiga Adélia, que está com princípio de metástase, não se deixe abater, faça o tratamento e continue sendo a pessoa mais alegre e divertida que já conheci. Vamos lutar pela vida. Estou com você e tudo vai ficar bem! Há tempo para chorar e para rir e ainda vamos rir muito.

Se isso não é amor eu também não sei.
Quando terminei a postagem acima, fui até a casa da Ceiça. Ela estava sozinha tomando a sua cerveja e ouvindo Roberto Carlos. Depois chegou a Ana, sua irmã, trouxe alguns CD's, ouvimos algumas músicas e combinamos a ida ao show da Maria Betânia. Os ingressos já foram comprados. Bem salgados, por sinal. compramos uma mesa pra oito pessoas. Ao sair, a Ceiça pediu que eu colocasse essa música aqui :

O que eu também não entendo - Jota Quest

Ceiça, o clip tá falhando, por isso a letra tá ai. Tá me gozando, não é? Deixe estar, viu?

O que eu também não entendo
Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo...

Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir...

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender...

Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo...

Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também...

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender...

sábado, 16 de agosto de 2008

Lulu Santos, um show!

Foi um programa família ontem. fui ver o Lulu Santos com as filhas. Encontrei algumas amigas, Ana, Daisy e Ieda. Foi muito bom. Lulu estava bem humorado, simpático e amável. Cantou parabéns pra Teresina, fez um passeio pelos velhos e bons sucessos, intercalando músicas do seu novo cd Long Play. É, Lulu, tem certas coisas que nem sei dizer, só você. Apenas mais uma de amor - lulu santos



Enfim, uma medalha de ouro

braçadas de ouro.
Parabéns, Cielo!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Escrevendo com... José Roberto Torero

Este conto é resultado da colaboração de alunos do Ensino fundamental, a partir de um proposta feita pelo Professor José Roberto. Ele fez a parte inicial e pediu que os alunos apresentassem sugestões no seu blog para compor as outras partes da história. Centenas de sugestões foram enviadas e aqui está o conto publicado na revista Nova Escola deste mês.

Quando os Vilões se Encontram

Estavam todos lá. Pense num, em qualquer um, e ele estava lá. O Capitão Gancho? Lá. A madrasta e as irmãs de Cinderela? Lá. A Rainha Malvada de Branca de Neve? Também. A Bruxa Má do Oeste? É claro que estava lá!

E isso sem falar em Dick Vigarista, Freddy Krueger, Coringa, Darth Vader, Mancha Negra, Lex Luthor, Cavaleiro Negro e mais algumas bruxas, uns dragões e outros monstros.

Era a Reunião Universal dos Inimigos Malvados, a R.U.I.M.

Todos chegaram à meia-noite em ponto ao Salão Negro do Castelo das Assombrações.

O Lobo Mau, que era o presidente da associação, tomou a palavra e disse:

– Caros vilões, estamos aqui reunidos por um motivo muito importante: ninguém respeita nossos direitos. Em todos os finais de história nós apanhamos e perdemos, sempre. Basta! Precisamos lutar contra isso! Precisamos virar a mesa, certo?

– Certo! – gritaram todos.

– Pois bem, meus amigos, e para lutar pelos nossos direitos proponho que fundemos um partido político, o PPPP: Partido dos Pulhas, Patifes e Pilantras! Quem estiver de acordo levante a mão, o gancho ou o rabo.

Imediatamente todos os vilões levantaram alguma coisa.

– Então, meus caros – continuou o Lobo Mau –, solenemente declaro fundado o PPPP. Com ele, em breve vamos concorrer aos principais cargos públicos. Seremos vereadores, deputados e senadores, governadores e prefeitos. Talvez até façamos o presidente!

“Urruuuuu!”, “Éééééé!”, “Fiiiiiiiu!”, “É nóis!”, urraram, assobiaram e gritaram os vilões, entusiasmados.

Nesse instante, o Lobo teve a idéia do slogan de sua candidatura: “Lobo Mau: Ninguém gosta mais de vovozinhas do que ele”.

Muitos outros vilões também começaram a imaginar como seriam suas campanhas. Por exemplo:
Segunda parte
Darth Vader pensou em espalhar panfletos com sua foto por toda a cidade, dizendo: "Vote em Darth Vader - o candidato das estrelas".

Capitão Gancho imaginou uma foto de seu gancho com os dizeres: “Este não vai botar a mão no dinheiro público.”

Fred Krueger pensou em fazer umas camisetas onde haveria uma foto sua e, embaixo dela, a frase: "Este é o candidato dos seus sonhos.”

Dick Vigarista iria fazer uma carreata e distribuir medalhas para todos, que nem ele faz com o Mutley.

A Madrasta queria espalhar folhetos com sua proposta de governo: “Trabalho para todos, principalmente para Cinderela”.

A Rainha Malvada da Branca de Neve sonhava em distribuir maçãs grátis para todos no dia da eleição.

A Bruxa Má do Oeste criou uma música que começava assim: "Se você é do norte, do sul, ou do leste, vote na Bruxa Má do Oeste..."

E o Coringa imaginou um comercial de televisão onde todo mundo teria uma risada igual à dele, e no final surgiria o slogan: "Vote no Coringa e ganhe um sorriso permanente!"

Todos estavam assim, sonhando com suas campanhas, quando Voldemort, o inimigo de Harry Porter, perguntou em voz alta: “Mas onde vamos conseguir dinheiro para pagar nossos cartazes, programas de televisão, músicas para pôr no rádio, medalhas, camisetas, maçãs etc...?
O Lobo Mau ajeitou sua cartola e respondeu:
Tereceira Parte
“Vamos roubar o Banco Central, é claro. Vai ser assim: o Coringa usa seu gás do riso nos guardas, eu arrombo o cofre com meu sopro, o Capitão Gancho e Freddy Krueger enchem as mãos de dinheiro e depois fugimos no carro de Dick Vigarista.”

Todos bateram palmas para o Lobo, menos Darth Vader, que falou:

“A idéia é boa, mas não vai dar certo. Esses bancos têm câmeras. Se mostrarem o assalto na tevê, ninguém mais vai votar na gente.”

“É verdade, é verdade...”, concordaram todos.

“Então só vejo uma saída...”, falou o Lobo: “Teremos que trabalhar.”

O pessoal não gostou muito da idéia, mas, como não tinha outro jeito, todos começaram a procurar algum modo de ganhar dinheiro honestamente:

- a Madrasta da Banca de Neve foi vender maçãs na feira,

- Dick Vigarista virou chofer de táxi.

- a Bruxa Má do Oeste conseguiu emprego de aeromoça,

- Freddy Krueger passou a vender sonhos numa padaria,

- as filhas da madrasta da Cinderela colocaram uma placa na porta de casa com os dizeres: “Manicure e Pedicure. Fazemos unhas decoradas”,

- Orochimaru, o inimigo de Naruto, começou a dar aulas particulares de treinamento ninja,

- o Coringa começou a vender dentaduras tamanho GGG nos faróis, dizendo: "Deixe seu sorriso maior ainda",

- Darth Vader conseguiu emprego num restaurante como descascador de batatas,

- Mancha Negra virou vendedor de cartuchos de impressora e tonner,

- e o Lobo Mau foi fazer bico num zoológico.

Depois de três meses de trabalho duro, eles juntaram tudo o que conseguiram guardar e levaram o dinheiro até uma agência de publicidade.

O dono da agência olhou para aquele monte de moedas e notas de um real, e disse: “Pessoal, este dinheirinho de vocês não dá para nada. Aqui deve ter uns mil reais. Mas a campanha de um candidato a deputado federal custa pelo menos um milhão.”

“Um milhão!”, assustaram-se os vilões.

“E de um candidato só”, explicou o dono da produtora. “Com o dinheiro de vocês só vai dar para fazer uns cartazes e umas camisetas.”

Foi o que os vilões fizeram. Cada um ficou com um cartaz e uma camiseta com o seu rosto.
Aí, no dia da eleição, eles resolveram fazer um comício.
Quarta parte

Para atrair as pessoas, os vilões transformaram o automóvel de Dick Vigarista num carro de som. Lá dentro, Darth Vader dizia pelo alto-falante com sua voz cavernosa: “Venham, venham para o grande comício do PPPP!”

No palco, Voldemort realizava mágicas, o Pizza-Bomba executava malabarismos com sua pizza e Kevin, o inimigo do Ben10, fazia um show de fogo. Lá embaixo, Fred Krueger e Capitão Gancho apertavam as mãos das pessoas. Tudo para atrair os eleitores.

Quando já havia bastante gente ali em volta, o Lobo Mau subiu no palanque e começou seu discurso:

“Caros cidadãos, nós, do PPPP, queremos pedir o seu vo...”

Mas nem deu para ele falar o “to”.

É que do outro lado da rua apareceu um gigantesco caminhão, daqueles de trio elétrico, e em cima dele havia tudo quanto é tipo de herói: Mickey, Peter Pan, Cinderela, Branca de Neve, Penélope Charmosa, Batman, Super-Homem, Dorothy, Lucke Skywalker, Naruto, e a líder de todos, a Chapeuzinho Vermelho.

Fogos estouravam no ar, tocava uma música da Ivete Sangalo e todos os heróis dançavam. Na lateral do caminhão estava escrito com umas letras bem grandes: "Vote no PFF, o Partido dos Finais Felizes."

Isso mesmo, os mocinhos também estavam participando das eleições.

Quando o supercaminhão chegou perto do palanque, o Lobo Mau perguntou para a Chapeuzinho: “Onde é que vocês conseguiram dinheiro para tudo isso?”

E a Chapeuzinho respondeu: “Foram as empresas que deram para a gente. Por exemplo, o Mickey recebeu dinheiro da Disney. Se ele ganhar, vai tentar fazer com que o governo dê um tantão de terra para eles construírem um parque na Amazônia.”

“E você?”, perguntou o Lobo para a Chapeuzinho.

Ela respondeu: “Eu recebi doações de uma fábrica de chapéus. Se eu ganhar, meu primeiro projeto vai ser obrigar o uso do chapéu nas escolas, assim a empresa que me deu o dinheiro vai ficar mais rica.”

Então o supercaminhão do PFF se afastou e todo o povo foi dançando atrás dele.

Os vilões ficaram ali, sozinhos.

No dia seguinte, quando contaram os votos, o resultado foi que...

Final
...cada um dos vilões conseguiu apenas um voto. Ou seja, cada um votou em si mesmo. E foi só. Os mocinhos conseguiram todos os outros votos.
Os vilões se reuniram no Salão Negro do Castelo das Assombraçoes para dissolver o PPPP. Estavam todos cabisbaixos. O Lobo Mau até uivava de tristeza. qaundo ele conseguiu parar com os ganidos, desabafou:
- Desta vez fizemos tudo certo. Até trabalhamos honestamente. Mesmo assim fomos derrotados...
- Os mocinhos venceram porque tinham muito dinheiro - falou o Capitão Gancho.
- E porque pareciam bonzinhos - suspirou Dick Vigarista.
- Nesse negócio de política, tem de ser mais vilão que os vilões - disse Darth Vader com sua voz de trovão.

José Roberto Torero é autor deste conto colaborativo. é formado em Letras e Jornalismo, escritor de váriuos livros e roteirista de cinema e televisão.

Ser TEEN

Texto criado pelos alunos Bruno, Diego e Fernando

Teens gostam de...
roupa fashion
acessar internet
ir para shows
curtir heavy-metal, rock e pop music
usar jeans
milkshake, hot-dogs e fast food
curtir um happy-end
tomar whisky, red bull e hi-fi
ficar numa nice
frequentar lan houses
fazer download
orkut, chat and games on-line
curtir a night
frequentar shoppings
dirigir um cross fox
ficar relax.

Êta vidinha boa essa, hein, meninos!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Não conto gozar a minha vida - Pessoa

Nao conto gozar a minha vida - F. Pessoa


Não conto gozar a minha vida;

nem em gozá-la penso.

Só quero torná-la grande,

ainda que para isso tenha de ser o meu corpo

e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;

ainda que para isso tenha

de a perder como minha.


Fernando Pessoa como Álvaro de Campos

E TUDO MUDOU - VERÍSSIMO

E tudo mudou...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...

... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças
Luis Fernando Veríssimo

DAR NÃO É FAZER AMOR

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amado...

CONGRATS, TERESINA

Quarta-feira - Sarau do Cineas
Sexta-feira - Lulu Santos no Atlantic City
Sábado - Arnaldo Antunes no Espaço Noé Mendes e Roraima no Bossa Nova.
Em Outubro, Maria Betânia. Imperdível!

domingo, 10 de agosto de 2008

DIA DO ESTUDANTE

11 de Agosto
Estudante,
Enche-te de saber, de justiça, de vontade, de amor, de coragem
Seja capaz de indignar-se, de buscar o novo, de transformar
Busca o teu valor e constrói o teu caminho com justiça, lealdade, respeito e saber
Hoje é só um dia pra comemorar
O aprendizado é para sempre.
Parabéns!

INSIDE ME

Hoje amanheci pra dentro de mim. Me deu uma saudade terrível. Saudades dos meus pais, dos amigos, das pessoas que amo, de um tempo feliz. Comecei a fazer meus planos de aula pra semana, dei uma volta de carro, almocei e dormi. Acordei agora e me lembrei de uma coisa dita pelo meu amigo J.P. "o amor faz muitos estragos e a saudade é como um bicho que dói na gente, mas quem sabe um dia o coração da gente não escolhe outro caminho." Danado J.P. é quando a gente não quer outro caminho. Sou feliz assim. às vezes a gente fica só um pouquinho triste. Bom, vou terminar o meu dia com minhas amigas no Casarão. Fui! e pra terminar Pra dizer Adeus, Titãs

SÓ FALTAVA ESSA

Estava olhando as postagens dos meus amigos da Fundação Getúlio Vargas e me deparei com essa postagem feita pelo Pádua. Olha, o cara que escreveu isso, coitado, não teve sorte nem no nome. ainda bem que tem bom humor. Já pensou isso aqui no Brasil?

Argentino propõe criação de imposto sobre beleza

da BBC Brasil

O escritor argentino Gonzalo Otálora está causando polêmica com uma campanha em que defende a cobrança de impostos das pessoas consideradas lindas para compensar o "sofrimento" daqueles que supostamente foram menos favorecidos pela natureza.

O escritor, de 31 anos, diz que sua iniciativa tem o objetivo de provocar um debate sobre o culto à beleza na Argentina e sua influência em setores como a política, a economia e a educação.

Armado com um megafone em frente à Casa Rosada, sede da Presidência argentina, em Buenos Aires, Otálora reclama os direitos das pessoas que são consideradas feias pela sociedade.

Otálora, que se considera parte do grupo dos menos agraciados, afirma "por experiência própria" que os feios não têm os mesmos direitos que os lindos na Argentina.

Em seu livro, intitulado "Feio", o escritor argentino narra em primeira pessoa o sofrimento que enfrentou por sua suposta falta de beleza.

"Minha história é a de um garoto que usava óculos e aparelho nos dentes, que era alvo de deboche dos colegas de escola e rejeitado pelas meninas nas festas. Tempos depois, quando procurava emprego, sentia-se tão feio e inseguro que não conseguia nada", disse Otálora à BBC.

"Eu pensei que se fizesse dieta, fosse todos os dias à academia e me submetesse a uma cirurgia plástica poderia ser feliz. E me dei conta de que fiz tudo isso e (ainda assim) não me sentia completo. Minha vida não mudou."

Na Argentina, a beleza física é associada à imagem de modelos e atores que aparecem nos meios de comunicação, e as pessoas são consideradas mais ou menos belas conforme se aproximam ou se distanciam desses parâmetros.

Otálora diz que empreendeu sua cruzada para que os argentinos tomem consciência dos valores que sustentam esse tipo de discriminação e "autodiscriminação".

O escritor propõe que o imposto cobrado dos belos sirva para subsidiar os feios e reparar seu sofrimento.

"É um paliativo, porque neste país, onde se diz que as mulheres argentinas são as mais lindas do mundo, um garoto feio ou que se sinta feio está de algum modo condenado a ser infeliz", afirma.

Otálora apresentou seu projeto ao presidente da Argentina, Néstor Kirchner, a quem classifica como "pouco atraente" e de quem espera alguma resposta por simpatia à causa.

O escritor admite que a idéia de um imposto sobre a beleza "pode parecer uma loucura", mas afirma que é apenas um ponto de partida para discutir outros temas.

Ele enumera alguns assuntos que, em sua opinião, deveriam ser debatidos: "Que nos desfiles de moda estejam representados todos os tipos de constituição física, que na escola se crie um ambiente que desestimule o deboche e que se controle a importância que as empresas dão à aparência na hora de selecionar funcionários".

Por fim, Otálora dá um conselho a seus "pares" feios: "Eu me reconciliei comigo mesmo quando me olhei no espelho, parei de me julgar e comecei a gostar de mim mesmo. E, às dificuldades, respondi com bom humor."

sábado, 9 de agosto de 2008

BONS MODOS NA CHINA

O espetáculo de abertura das Olimpíadas realmente foi grandioso como a própria China. Sabemos, no entanto, que essa grandiosidade foi construída, em grande parte, pela exploração perversa de muitos trabalhadores.
Cada cultura tem as suas peculiaridades e aqui estão algumas dicas de etiqueta chinesa para quem não quer cometer gafes:
1. Nas refeições, tente se entender com os pauzinhos. Nunca espete os pauzinhos na comida, nem os atravesse sobre o prato;
2. Jamais deixe comida no prato. Isso é uma ofensa;
3. Ao presentear alguém, use as duas mãos para entregar o embrulho;
4. Tenha sempre cartões de visita à mão. Não guarde o cartão que recebeu na frente da pessoa que o deu;
5. Nunca beije, abrace ou dê tapinhas nas costas de uma mulher. Use o aperto de mão acompanhado de um sorriso;
6. Não abaixe a cabeça quando cumprimentar alguém. É considerado ofensa.
7. Pagar uma refeição é motivo de orgulho na China. Portanto, aceite se um chinês se oferecer para pagar.
8. Ao fazer um brinde com um chinês e este falar gambei, você deve tomar tudo de uma vez.

Para os nossos atletas, toda a nossa torcida. Pena que não deu pra Sarah Menezes. Não tem nada, não. Ela terá outras chances, esperamos. Se não secarem a coitada, como disse o Aírton Sampaio.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

QUE MALDADE COM AS LOURAS!

Desculpem minhas colegas louras, mas não pude deixar de rir, embora seja discriminatório. Me enviaram por email.

DICIONÁRIO DA LOIRA

Abismado - Sujeito que caiu de um abismo
Armarinho - Vento proveniente do mar.
Assaltante - Um "A" que salta.
Aspirado - Carta de baralho completamente maluca.
Barganhar - Receber um botequim de herança.
Barracão - Proíbe a entrada de caninos.
Bimestre - Mestre em duas artes marciais.
Biscoito - Fazer sexo duas vezes.
Caçador - Indivíduo que procura sentir dor.
Cerveja - O sonho de toda revista.
Cleptomaníaco - Mania por Eric Clapton.
Coitado - Pessoa vítima de coito.
Contribuir - Ir para algum lugar com vários índios.
Conversão - Papo prolongado.
Coordenada - Que não tem cor.
Democracia - Sistema de governo do inferno.
Detergente - Ato de prender seres humanos.
Determine - Prender a namorada de Mickey Mouse.
Diabetes - As dançarinas do diabo.
Edifício - Antônimo de "é fácil".
Eficiência - Estudo das propriedades da letra F.
Estouro - Boi que sofreu operação de mudança de sexo.
Expedidor - Mendigo que mudou de classe social.
Fluxograma - Direcção em que cresce o capim.
Halogênio - Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes.
Homossexual - Sabão em pó para lavar as partes íntimas.
Luz solar - Sapato que emite luz por baixo.
Ministério - Aparelho de som de dimensões muito reduzidas.
Missão - Culto religioso com mais de três horas de duração.
Padrão - Padre muito alto.
Pornográfico - O mesmo que colocar no desenho.
Presidiário - Aquele que é preso diariamente.
Pressupor - Colocar preço em alguma coisa
Ratificar - Tornar-se um rato.
Regime Militar - Rotina de dieta e exercícios feitos pelo exército.
Suburbano- Habitante dos túneis do metrô.
Unção - Erro de concordância verbal. O certo seria "um é".
Violentamente - Viu com lentidão.
Volátil - Avisar ao tio que você vai lá.
Testículo - Texto pequeno.
Tripulante - Especialista em salto triplo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

PARA JOÃO PINTO

Sempre que recebo um email teu, me sinto renovada. a tua compreensão, sensibilidade e capacidade de dizer muito com poucas palavras, o teu jeito simples, tudo isso faz bem a minha alma. Você é um amigo que passei a admirá-lo pelo que você escreve e pela pessoa que tem demonstrado ser.Apesar do pouco tempo que nos conhecemos, tenho aprendido muito com você. Gosto muito de ter você como amigo e de contar com você. Hoje eu vi esse texto em uma agenda e me lembrei de você. Não sei quem é o autor. Fala da arte, da criação.

"A pedra. A madeira. O ferro. O barro. A água. A folha. O couro. A palha. O fio. a palavra.
O amor. O carinho. A alegria. A tristeza. A ira. A saudade. A inspiração. O desejo.
A natureza dá matéria às coisas e sentimento aos homens.
É então que acontece a mágica: o homem mistura os sentimentos às coisas e faz sua obra de arte. e em cada obra do homem reside, por trás de sua aparência, um tanto de substância mais um tanto de humanidade.
Cada boneco de barro traz uma história de vida.
Cada toalha de renda, uma fatia de tempo.
Cada cesto de palha carrega, possivelmente, algumas lembranças.
Cada chapéu de couro cobre emoções desconhecidas.
Cada pintura, cada escultura, cada poema, cada entalhe, cada detalhe, todas as formas de arte contêm um universo e um indivíduo.
História.
Vida.
Tempo.
Lembrança.
Emoção. Sentimento.
Cada obra feita pela mão do homem tem sua alma.
E é quando cada uma delas toca o coração de outro homem que as almas, enfim, se encontram."
A tua alma tocou a minha alma.

PAULO FREIRE

Reflexões sobre a prática educativa

" Há um sinal dos tempos, entre outros, que me assusta: um estado refinado de estranheza, de "autodemissão" da mente, do corpo consciente, de conformismo do indivíduo, de acomodação diante de situações consideradas fatalisticamente como imutáveis. É a posição de encara os fatos como algo consumado, como algo que se deu porque tinha que se dar da forma como se deu, é a posição, por isso mesmo, de quem entende e vive a História como determinismo e não como possibilidade."

"...a capacidade de inquietar-me e buscar continua em pé. Não haveria existência humana sem a abertura de nosso ser ao mundo, sem a transitividade da nossa consciência."

"Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo, inequívoco, irrevogável que sou ou serei decente, que testemunharei sempre gestos puros, que sou e que swerei justo, que respeitarei os outros, que não mentirei escondendo o seu valor porque a inveja de sua presença no mundo me incomoda e me enraivece. Gosto de ser homem de ser gente, porque sei que a minha passada pelo mundo não é predeterminada, preestabelecida. Que o meu destino não é um dado mas algo que precisa ser feito e de cuja responsabilidade não posso me eximir."
(pedagogia da autonomia - Paulo Freire)

AGENDAS DA CAIXA - textos expostos nos espaços culturais da Caixa que abrigam projetos e eventos ligados à literatura, música, dança, cinema, teatro, artes plásticas e fotografia, em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Imagine...
Imagine um lugar sem lugar
Um não-lugar sem tempo, nem gente, nem coisa.
Uma vida sem fantasia.
Um homem sem sua arte
Um livro sem história
Um personagem sem livro
Um livro sem leitor
Uma tela sem imagem
Uma escultura sem forma
Um espetáculo sem artista.
Uma idéia sem idéia alguma. Um monte de nada sem sentido.
Um mundo sem ter sido criado.
Agora, imagine o contrário.
Um mundo cheio de lugares, e coisas, e pessoas, e histórias, e imagens, e formas, e artistas e idéias. E tamanha infinidade de sentimentos povoando a gente, que a fantasia se esparrama para fora. É então que as idéias viram resultado concreto. E as histórias viram livros, as imagens viram quadros, as formas viram o que o artista quiser dizer. E ele diz. e o que ele diz ecoa no espaço.
Sim. Porque há que se dá espaço a tudo aquilo que o coração da gente transformou em arte, para que aquilo tudo cumpra seu objetivo de chegar no coração de mais gente.

Gente
toda pessoa nasce, toda pessoa morre.
Toda pessoa é igual.
Cada pessoa tem peso, estatura, cor, idade.
Cada pessoa é diferente.
Algumas pessoas adoram o por-do-sol.
Outtras preferem lua cheia.
Poucas vivem com muito.
Muitas sobrevivem com pouco.
Umas são ternas. Umas são tímidas.
Umas são fáceis.
Outras, não.
Todas as pessoas são.
Cada uma tem seu jeito de ser
Cada pessoa tem lá suas qualidades.
Toda pessoa tem também os seus defeitos.
toda pessoa tem perguntas
Cada pessoa tem suas respostas.
Toda pessoa tem desejos.
Amores.
Dúvidas.
Certezas.
Cada pessoa tem seus valores.
Todas as pessoas têm o mesmo valor, independentemente dos valores que elas tenham.
Toda pessoa é igual.
Cada pessoa é diferente.
E todas têm os mesmos direitos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

SDINDICATO DO CRIME - José Godoy

Sindicato do crime I

Companheiros no presídio federal de segurança máxima (ahn?) de Campo Grande, Fernandinho Beira-Mar, Juan Carlos Abadía e os cabeças do assalto ao BC de Fortaleza arquitetavam seqüestrar diversas autoridades como futura moeda de troca.
É incrível a capacidade do Estado brasileiro de juntar talentos nas instituições erradas, e de separá-los onde são mais necessários.

Sindicato do crime II

Já em Bangu 8, Salvatore Cacciola, que como diria Silvio Santos é “cosa nostra”, faz longas caminhadas matinais ao lado do deputado miliciano, Natalino Guimarães.

Para quem não conhece a família, o irmão do nobre legislador, o vereador Jerominho, é acusado de liderar a milícia Liga da Justiça. Seu símbolo? A imagem de Batman.
Retirado do blog: http://colunas.g1.com.br/fimdeexpediente/

RENOVADA A FORÇA

Para o admirador secreto quero dizer que eu continuo como o Fernando Pessoa "I'm locked inside me."
Hoje foi um dia estafante. só agora cheguei em casa e estou aqui. E olha que esse é o meu dia de folga, que não tenho aula. As obrigações domésticas são terríveis. Até recebi agora um convite pra ir ao Bossa Nova, mas estou sem condições. Preciso me refazer pra amanhã. Tenho ainda algumas coisas e leituras pra fazer antes de dormir.
Estou no meio da minha primeira semana de aula e confesso que estou me sentindo outra pessoa, mais feliz e com a força renovada.foram tão bons esses dias!
Antes de chegar aqui, dei uma lida rápida na revista Língua Portuguesa de Julho/2008. A revista está ótima. Destaco as seguintes matérias: O Som em Versos, de Bráulio Tavares; O darwinismo da linguagem, por Aldo Bizzocchi, doutor em Linguística ; a red@ção do correio eletrônico, por Maria Helena da Nóbrega, Um Martelo pra fazer suco, por Bel Tosato que trata dos vícios de linguagem no nosso cotidiano e A Imagem é a última palavra, uma análise de Gabriel Perissé das traduções para o Português de "Os Vidiotas", de Jerzy Kosinski. Aqui, Gabriel analisa as duas versões da obra "Being There" (título original) : Uma feita por Hindemburgo Dobal, poeta piauiense, falecido este ano, que traduziu como "O videota", ressaltando a compulsividade do protagonista da obra, Chance, na sua contemplação passiva diante da TV, e a outra tradução feita por Laura Alves e Aurélio Barroso Rebello com o título de "O Vidiota", com i, fazendo um trocadilho com "idiota." Há, inclusive, um trecho do livro transcrito com as duas traduções.
Uma outra coisa que me chamou a atenção nessa revista, foi a entrevista do escritor africano Mia Couto,autor de 'Terra Sonâmbula",. Em uma de suas falas, quando perguntado "Como as técnicas da poesia ajudam a contar uma história?", ele responde: "A poesia pra mim é uma maneira de olhar o mundo, de entendê-lo. É quase uma atitude filosófica. Poesia, a atitude, ajuda a criar enredos. Quanto ao resto, não ajuda. Porque o tratamento que é dado à linguagem é outro. O objeto sobre o qual a poesia trabalha é a própria linguagem. No romance, a linguagem não é o objeto central. Ela é muito mais um meio para construir a narrativa. Há aqui qualquer coisa que briga. Uma área assim em conflito me instiga, porque, no fundo, há que desmontar um bocado daquilo que são as idéias feitas sobre o que é poesia ou ficção. O escritor precisa ver onde está o limite entre uma coisa e outra e há de desmanchar esse limite, brincar com ele."
Até mais!
Ah, não esqueçam de visitar o blog do Airton Sampaio. Veja !REVOLUÇÃO!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

DEVER DE SONHAR

Dever de Sonhar - Fernando Pessoa

Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais
do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.

E, assim, me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco,
cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.

ADMIRADOR SECRETO

Você já deve ter notado que eu estou ouvindo muito a Renata Arruda, essa bela paraibana. é que eu recebi o CD de presente de alguém que eu não conheço e estou adorando. Alguém me mandou e não quis se identificar e ainda me ofereceu a música "Libera" . Olha só o atrevimento! Mas, seja quem for, adorei o atrevimento. É lindo o CD! e aqui vai mais uma
by Renata

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

SANGUE LATINO

Sangue Latino por Renata Arruda

domingo, 3 de agosto de 2008

CULTURA CLANDESTINA

Estava lendo a crônica do Bruno Medina no seu blog, quando vi um comentário desse rapaz Elenilson Nascimento que pedia ao Bruno para dar uma olhada no culturaclandestina, blog criado por ele Elenilson. Peguei carona no convite e dei uma olhada. Achei muito legal e resolvi postar o comentário feito por ele sobre a saída do MInistro Gilberto Gil.

JÁ FOI TARDE, AQUELE ABRAÇO!
Por Elenilson Nascimento

Fala-se muito no controle externo do Judiciário, fala-se muito dos escândalos envolvendo homens públicos que deveriam ser os primeiros a dar o bom exemplo, fala-se de desvios de verbas públicas, de balas perdidas, de assaltos e assassinatos. Não resta a menor dúvida que tudo há de ser averiguado com a maior seriedade e transparência, o nosso povo merece uma satisfação. Até parece!
Gilberto Gil, por exemplo, excelente compositor, poeta e cantor, mas como ministro da Cultura foi um ótimo copeiro. Omisso, ausente, um verdadeiro Zé Mané com aquela equipe medíocre de marionetes e sem nenhum prestigio para aumentar o orçamento do seu ministério. Agora, é mais um na lista dos que abandonaram o barco - leia-se Marina Silva. Gil saiu sem conseguir nada de expressivo, nada de condicional, nada de verborrágico, a não ser alavancar a sua própria carreira, seus shows, financiar os CDs da insuportável da Preta Gil (*sem talento algum, a não ser o de “comer” o Gianecchini) e o seu caça-níquel do carnaval baiano, o Expresso 2222, camarote e bloco que trouxe até o U2 em 2006 para Salvador.
É verdade, fala-se de tudo! Mas poucas vezes explica-se publicamente, em linguagem popular como as nossas autoridades estão combatendo as agressões impostas, quantos pervertidos, pedófilos, sádicos, tarados e safados engravatados foram punidos. Esses circos montados no Conselho de Ética para absorver Renan Calheiros ou algum outro “fulano de tal” colocam sempre em evidência uma categoria de parlamentares que costuma passar despercebida em Brasília: os suplentes de senadores – que como a equipe de Gil, não servem pra nada.

E o que tudo indica é que esse Congresso Nacional do governo Lula desintegra-se num redemoinho; o tal conselho de Ética é uma palhaçada; deputado (Mário de Oliveira/PSC-MG) é acusado de matar outro (Carlos Willian/PTC-MG); senador (Joaquim Roriz/PMDB-DF) é flagrado em conversa telefônica em que combina o melhor lugar para entregar 2,2 milhões de reais para pagar boi; desaparecem do Congresso lideranças e partidos realmente capazes de encaminhar discussões; o patético Senado Federal apresenta-se corroído; continua a ter trânsito figuras dos malabaristas doutrinários e, agora, o Gil deixa a sua cadeira (que não pode esfriar) para os “graúdos”, digo, pelo Juca Ferreira. Portanto, o tal Congresso continua funcionando porque somos palhaços o suficiente para continuar votando nestes filhos da p... E você, ainda acredita na política? E nos políticos? “No woman, no cry! Mas se Deus quiser, tudo, tudo, tudo vai dar pé...”

retirado do blog: culturaclandestina.blogspot.com

AMOR É ASSIM

METADE - Oswaldo Montenegro


É OURO PRA MIM - Renata arruda

sábado, 2 de agosto de 2008

BOSSA NOVA

Ontem, Sexta-feira, foi o meu primeiro dia de aula, efetivamente. Pela manhã fui até ao médico do trabalho para fazer uma avaliação e retornar ao trabalho. Estava abalada emocionalmente e quando entrei no consultório me deu uma crise de choro terrivel. Chorei, chorei, chorei. Acho que a expectativa da volta, o medo e o meu estado emocional me deixaram fragilizada naquele momento. Na volta pra casa, bati o carro. foi coisa leve e ainda bem que andava com as minhas filhas. Parece que o Agosto não começou bem, mas não desanimei. Voltei pra casa e à tarde dei cinco aulas. Saindo da Escola, telefonei pro meu amigo Geraldo Brito. Precisava conversar, me distrair e o Geraldo é sempre uma ótima companhia. Resolvemos sair eu, Geraldo, Hélio, minha filha Laressa, Ranieri e o Geison. Ficamos um tempo no Dogão e o Geraldo sugeriu o Bar Bossa Nova pra terminar a noite. Nossa, a conversa tava legal demais e foi muito divertido. Pena que o Ranieri e o Geison não quiseram ir ao Bossa Nova. Depois de tudo o que aconteceu durante o dia, a noite não poderia ter sido melhor. Adorei as músicas, o som estava ótimo e o ambiente tranquilo. Obrigada, Geraldo.



MORE THAN WORDS - EXTREME



Adoro essa música. É uma bela declaração de amor.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

VIDA

A vida

Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo...

Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.
postado e retirado do blog: princecristal.blogspot.com

Entre o luar e o arvoredo

Entre o luar e o arvoredo,
Entre o desejo e não pensar
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar.

Tudo é longínquo, tudo é enredo.
Tudo é não ter nem encontrar.

Entre o que a brisa traz e a hora,
Entre o que foi e o que a alma faz,
Meu ser oculto já não chora
Entre a hora e o que a brisa traz.

Tudo não foi, tudo se ignora.

Tudo em silêncio se desfaz.

Fernando Pessoa

PRIMEIRO DIA DE AULA

Voltei. Depois de quase um ano de licença médica, retornei ao trabalho de sala de aula. Talvez o momento não tenha sido adequado para o meu retorno agora, pois me encontro num momento não muito bom da minha vida. Mas a vida tem que continuar e eu preciso estar viva para cuidar dos meus. foi uma alegria para os alunos, para os meus amigos e, de certa forma para mim, porque me dei conta de que estou bem de saúde, com os meus problemas quase totalmente sanados. Preciso mesmo me dedicar ao trabalho, me agarrar a ele, a Deus, ao amor que tenho pelas pessoas, ao compromisso do meu ofício e à vida que Deus me permitiu ter para não sucumbir. Que Deus me ilumine os passos que devo seguir, que me sejam úteis e que eu possa contribuir para que os outros tenham uma vida melhor. Aos meus alunos, uma boa e proveitosa aprendizagem. Aos colegas, bom trabalho. Viva a vida!