Ontem à noite quando cheguei em casa, encontrei um pacote em cima da minha cama. Era o último conto do livro de contos "Contos de uma aula em vermelho" do contista piauiense João Pinto que será lançado no Festival Literário Internacional da Floresta. Fiquei emocionada quando o vi e tratei logo de lê-lo. O nome do conto é:"Enquanto durmo, só o verde me apascenta." É belo! Ah, Mary Peres, as abelhas...a inquietação...só quem ama sabe. O presente e o passado,as imagens, a vida, a arte.
"Aí as abelhas migraram para o mosquiteiro, e com elas os antigos aromas da propriedade de pedaços de pau pubo a odores sufocados pelo vento. A massagem começou pelos pés e se espalhou. A tosse morreu. E o medo de que tinha de não levantar foi embora. As abelhas começaram a secretar a emulsão sobre nós. Logo, as primeiras carícias dela. Enquanto durou a chuva, voltei a ser o mesmo homem de orgasmo feliz. Por conta disso, naquela semana, encontrei o caminho das sapucaias gigantes do tio Ageu, na Chapada, que ele recomendava aos sobrinhos que já se interessavam pelos peitos das meninas."
"No quente dos seus beijos, Peres gemia e sussurrava enquanto eu armazenava a alma dela dentro do coração escrito."
"Naquela noite fiquei ardendo de febre por ela."
Obrigada, João Pinto, pelo conto e pela consideração. Sucesso pra você e continue a fazer essa arte que encanta a gente, sacoleja, como você mesmo diz, e faz a gente viver melhor.
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