Para Sartre, a morte tira todo o significado da vida, pois a morte é a certeza de que o nada nos espera.Já para Heidegger é justamente o contrário: é a morte que dá sentido à vida.E eu que sou como Alberto Caeiro e não tenho mais filosofia:só sentidos,não penso e não quero mais pensar.Contudo,creio que a vida só vale se a gente amou e foi amado.
Morrer é fato.Não há como fugir da consciência de nossa finitude.Nascemos sabendo onde o destino vai desembocar.Porém, se aceitarmos o convite para sairmos de nós mesmos, exerceremos o amor em sua plenitude e conquistaremos a nossa maturidade.
Nesse sentido, a vida ganha outra dimensão e sobrevive para além da morte à medida que a nossa partida resiste até a nossa própria ausência, especialmente, para aqueles com quem criamos um vínculo de amor verdadeiro.
Acima de tudo, apenas nós mesmos podemos dar sentido à nossa existência.Dessa forma, devemos viver da melhor maneira possível, sem jamais nos esquecermos de que as nossas atitudes morrem conosco, mas não morrem na memória alheia.
Karla Bardanza
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
O QUE É O AMOR
Essa música foi parte da trilha sonora de um seriado chamado Riacho Doce. Ela é linda. Um dia vi o Danilo Caymmi cantando-a no Fantástico e me apaixonei por ela.
O Que É o Amor
Danilo Caymmi
O que é o amor, onde vai dar,
Parece não ter fim
Uma canção cheirando a mar,
Que bate forte em mim
O que me dá meu coração
Que eu canto pra não chorar
O que é o amor, onde vai dar
Porque me deixa assim
O que é o amor, onde vai dar,
Luar perdido em mim ..
Por toda Eternidade
Danilo Caymmi
O amor
Me pegou
Se trancou em mim
Seu olhar
Me encantou
Me deixou assim
O amor
Atravessou
O tempo, a tempestade
Pra você
Nunca mais sentir saudade
O amor
Quis brincar
Se escondeu em mim
Quem mandou
Me encantar
Me deixar assim
O amor
Atravessou
O tempo, a tempestade
Pra você
Nunca mais sentir saudade
O amor
Enfrentou
O tempo, a tempestade
Por você
E por toda a eternidade
O Que É o Amor
Danilo Caymmi
O que é o amor, onde vai dar,
Parece não ter fim
Uma canção cheirando a mar,
Que bate forte em mim
O que me dá meu coração
Que eu canto pra não chorar
O que é o amor, onde vai dar
Porque me deixa assim
O que é o amor, onde vai dar,
Luar perdido em mim ..
Por toda Eternidade
Danilo Caymmi
O amor
Me pegou
Se trancou em mim
Seu olhar
Me encantou
Me deixou assim
O amor
Atravessou
O tempo, a tempestade
Pra você
Nunca mais sentir saudade
O amor
Quis brincar
Se escondeu em mim
Quem mandou
Me encantar
Me deixar assim
O amor
Atravessou
O tempo, a tempestade
Pra você
Nunca mais sentir saudade
O amor
Enfrentou
O tempo, a tempestade
Por você
E por toda a eternidade
sábado, 27 de dezembro de 2008
QUERO
"Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor."
Carlos Drummond de Andrade
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor."
Carlos Drummond de Andrade
FELIZ 2009
Uma receita de ano novo diferente para todos vocês
RECEITA DE ANO NOVO (Carlos Drummond de Andrade)
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Um pessoa muito bacana e querida me mandou esta mensagem e como a felicidade deve ser democrática, eu, também, estou postando pra vocês. Amar é contagiante e faz bem ao corpo e ao espírito.
Como posso ser feliz se não mudo minha atitude?
Eunice Ferrari
"Nutre a natureza do teu espírito para que te proteja na desgraça inesperada, porém não te angusties com fantasias".
Não me canso de falar sobre felicidade, pois acredito que nosso dever como ser humano é buscá-la incessantemente, sem descanso. Certamente a felicidade faz parte dos planos de todos nós desde o momento que nascemos.
Enquanto crianças ou adolescentes acreditamos que ela é um direito apenas de alguns poucos indivíduos, mas quando nos tornamos maduros, adultos, devemos entender que a felicidade pode ser construída diariamente, conscientemente, que faz parte da escolha de um caminho de vida. Não é fantástica a idéia da felicidade como algo que pertence a todos e cabe a nós construí-la?
A possibilidade da construção da felicidade como meta de vida, deve partir de uma vontade quase cega e deve ser vista como um propósito consciente e único na vida. Precisamos ter claro que quando fazemos essa opção não podemos nos dispersar com coisas pequenas, questões sem peso real.
Você já parou para pensar quanto tempo perdemos e o quanto nos desgastamos com questões passageiras? Permitimos que problemas efêmeros contaminem nosso dia a dia sem nos darmos conta que o tempo que temos neste planeta é muito pequeno e passa depressa demais. Brigamos neuroticamente com tudo e todos, sem perceber que estamos em briga com nós mesmos!
Você não percebe que cada minuto de sua vida é precioso, cada minuto que deixa passar já faz parte do passado? Acabou, não volta nunca mais, você perdeu...ou ganhou se tiver consciência do quanto a vida é efêmera e do quanto alguns problemas só existem em nossas mentes doentias.
Podemos transformar nosso dia num inferno, mas se escolhermos a construção da felicidade, devemos estar atentos para as pequenas e boas coisas que na maioria das vezes passam despercebidas por nós.
Você já parou para pensar que não temos nenhuma garantia na vida, com relação a nada? Que a segurança que buscamos é pura ilusão, que precisamos aprender a viver no momento presente com intensidade e esperança? Nossa vida pode acabar de um momento para outro e aí? O que fizemos dela?
Pare e reflita sobre o significado que cada coisa tem para você. Cada pessoa que está ao seu lado, o seu chefe, o seu vizinho, seus filhos, esposa ou marido, o que você tem feito para fazê-los felizes? Você já percebeu que um sorriso pode mudar uma relação?
Uma reação diferente da que você costuma ter, algo que surpreenda quem está ao seu lado, uma palavra, um abraço, um olhar carregado de ternura pode transformar toda dinâmica de um dia inteiro.
Reaja de maneira diferente da costumeira, surpreenda e veja o resultado. Mude, escolha vibrar em uma sintonia mais elevada. Não tenha medo de sorrir, de amar e dizer que ama, de precisar e dizer que precisa, seja acolhedor, abra seu coração e deixe a vida entrar.
Mesmo que esteja doente, não se coloque na posição de doente, lute para que apesar de tudo você possa ser feliz, pois a felicidade não é algo de grande intensidade, é algo simples, um estado de tranqüilidade. Esqueça todas as definições que aprendeu sobre ela, nenhuma delas fez você se sentir mais feliz. A felicidade não cai do céu, não é só para alguns. Não precisamos ter tudo para sermos felizes, não podemos continuar buscando a felicidade fora de nós.
Perdeu seu amor e está infeliz? É passageiro, garanto a você! Tudo passa! Não se feche para a vida quando ela nega algo a você, deixe o novo entrar, pois se a vida nos tira, ela mesma nos dá de volta algo maior e melhor.
Não se desespere com questões passageiras. Ame! Ame seu marido, seu filho, seu pai, sua mãe, ame apesar de tudo. Escolha amar, pois o amor está dentro de você. Não pense que perdeu seu amor, ninguém nos tira aquilo que nos pertence! O amor está dentro de você, é seu, a pessoa amada é só um catalisador desse amor. Se você escolher amar e, portanto, não fechar seu coração à vida, ela dará a você uma nova pessoa para depositar esse amor que continua dentro de você.
Mas se você se colocar na posição de vítima, se fechará e o amor que está aí, em seu coração, ficará aprisionado sem ninguém para recebê-lo. Não estou com isso minimizando a dor que sentimos quando perdemos alguém que amamos, de forma nenhuma, mas procure não se fechar, pois quando você se fecha a pulsação da vida se esconde e com ela, a felicidade.
Quando escolhemos mudar em direção às coisas positivas da vida, aos sentimentos que nos fazem vibrar, tudo muda ao nosso redor. Nossa vida se transforma em outra vida, as pessoas que não agüentam esse nível de vibração se afastarão de nós e atrairemos pessoas bem mais interessantes do que aquelas que tivemos ao nosso lado até então. Pare para refletir e se pergunte:
- Por que será que é tão difícil me preservar dos problemas e da infelicidade que eles me trazem?
- Por que estou sempre fazendo escolhas que me fazem infeliz?
- Por que sempre encontro pessoas que me remetem aos mesmos sentimentos negativos?
- Por que é tão difícil me sentir feliz?
- Qual a freqüência energética de minha vibração?
- Quanto tenho amado?
Comece devagar. Primeiro investigue dentro de você os sentimentos de auto-estima, vaidade pessoal, arrogância, ganância, agressividade, desprezo, e outros tantos que todos nós trazemos dentro de nossos corações machucados. Escreva em um papel e avalie cada.
Depois, comece o trabalho de mudança de cada um deles. No começo será muito difícil, mas com o tempo, tudo caminhará com mais facilidade. Fique atento às pequenas reações e faça diferente.
Seja mais tolerante àquelas perguntas que irritam, àquele barulho em hora indevida, àquela atitude que se repete, seja mais amigo, explique ao invés de gritar, sorria com amor ao invés de ironizar. Mude sua atitude. Sem atitude nada muda e sem mudança, não conseguiremos alcançar nossa meta, a felicidade.
Enfim, ”a felicidade participa da lógica da flor: não há como separar sua beleza, de sua fragilidade e de seu fenecimento”. Pedro Demo
RECEITA DE ANO NOVO (Carlos Drummond de Andrade)
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Um pessoa muito bacana e querida me mandou esta mensagem e como a felicidade deve ser democrática, eu, também, estou postando pra vocês. Amar é contagiante e faz bem ao corpo e ao espírito.
Como posso ser feliz se não mudo minha atitude?
Eunice Ferrari
"Nutre a natureza do teu espírito para que te proteja na desgraça inesperada, porém não te angusties com fantasias".
Não me canso de falar sobre felicidade, pois acredito que nosso dever como ser humano é buscá-la incessantemente, sem descanso. Certamente a felicidade faz parte dos planos de todos nós desde o momento que nascemos.
Enquanto crianças ou adolescentes acreditamos que ela é um direito apenas de alguns poucos indivíduos, mas quando nos tornamos maduros, adultos, devemos entender que a felicidade pode ser construída diariamente, conscientemente, que faz parte da escolha de um caminho de vida. Não é fantástica a idéia da felicidade como algo que pertence a todos e cabe a nós construí-la?
A possibilidade da construção da felicidade como meta de vida, deve partir de uma vontade quase cega e deve ser vista como um propósito consciente e único na vida. Precisamos ter claro que quando fazemos essa opção não podemos nos dispersar com coisas pequenas, questões sem peso real.
Você já parou para pensar quanto tempo perdemos e o quanto nos desgastamos com questões passageiras? Permitimos que problemas efêmeros contaminem nosso dia a dia sem nos darmos conta que o tempo que temos neste planeta é muito pequeno e passa depressa demais. Brigamos neuroticamente com tudo e todos, sem perceber que estamos em briga com nós mesmos!
Você não percebe que cada minuto de sua vida é precioso, cada minuto que deixa passar já faz parte do passado? Acabou, não volta nunca mais, você perdeu...ou ganhou se tiver consciência do quanto a vida é efêmera e do quanto alguns problemas só existem em nossas mentes doentias.
Podemos transformar nosso dia num inferno, mas se escolhermos a construção da felicidade, devemos estar atentos para as pequenas e boas coisas que na maioria das vezes passam despercebidas por nós.
Você já parou para pensar que não temos nenhuma garantia na vida, com relação a nada? Que a segurança que buscamos é pura ilusão, que precisamos aprender a viver no momento presente com intensidade e esperança? Nossa vida pode acabar de um momento para outro e aí? O que fizemos dela?
Pare e reflita sobre o significado que cada coisa tem para você. Cada pessoa que está ao seu lado, o seu chefe, o seu vizinho, seus filhos, esposa ou marido, o que você tem feito para fazê-los felizes? Você já percebeu que um sorriso pode mudar uma relação?
Uma reação diferente da que você costuma ter, algo que surpreenda quem está ao seu lado, uma palavra, um abraço, um olhar carregado de ternura pode transformar toda dinâmica de um dia inteiro.
Reaja de maneira diferente da costumeira, surpreenda e veja o resultado. Mude, escolha vibrar em uma sintonia mais elevada. Não tenha medo de sorrir, de amar e dizer que ama, de precisar e dizer que precisa, seja acolhedor, abra seu coração e deixe a vida entrar.
Mesmo que esteja doente, não se coloque na posição de doente, lute para que apesar de tudo você possa ser feliz, pois a felicidade não é algo de grande intensidade, é algo simples, um estado de tranqüilidade. Esqueça todas as definições que aprendeu sobre ela, nenhuma delas fez você se sentir mais feliz. A felicidade não cai do céu, não é só para alguns. Não precisamos ter tudo para sermos felizes, não podemos continuar buscando a felicidade fora de nós.
Perdeu seu amor e está infeliz? É passageiro, garanto a você! Tudo passa! Não se feche para a vida quando ela nega algo a você, deixe o novo entrar, pois se a vida nos tira, ela mesma nos dá de volta algo maior e melhor.
Não se desespere com questões passageiras. Ame! Ame seu marido, seu filho, seu pai, sua mãe, ame apesar de tudo. Escolha amar, pois o amor está dentro de você. Não pense que perdeu seu amor, ninguém nos tira aquilo que nos pertence! O amor está dentro de você, é seu, a pessoa amada é só um catalisador desse amor. Se você escolher amar e, portanto, não fechar seu coração à vida, ela dará a você uma nova pessoa para depositar esse amor que continua dentro de você.
Mas se você se colocar na posição de vítima, se fechará e o amor que está aí, em seu coração, ficará aprisionado sem ninguém para recebê-lo. Não estou com isso minimizando a dor que sentimos quando perdemos alguém que amamos, de forma nenhuma, mas procure não se fechar, pois quando você se fecha a pulsação da vida se esconde e com ela, a felicidade.
Quando escolhemos mudar em direção às coisas positivas da vida, aos sentimentos que nos fazem vibrar, tudo muda ao nosso redor. Nossa vida se transforma em outra vida, as pessoas que não agüentam esse nível de vibração se afastarão de nós e atrairemos pessoas bem mais interessantes do que aquelas que tivemos ao nosso lado até então. Pare para refletir e se pergunte:
- Por que será que é tão difícil me preservar dos problemas e da infelicidade que eles me trazem?
- Por que estou sempre fazendo escolhas que me fazem infeliz?
- Por que sempre encontro pessoas que me remetem aos mesmos sentimentos negativos?
- Por que é tão difícil me sentir feliz?
- Qual a freqüência energética de minha vibração?
- Quanto tenho amado?
Comece devagar. Primeiro investigue dentro de você os sentimentos de auto-estima, vaidade pessoal, arrogância, ganância, agressividade, desprezo, e outros tantos que todos nós trazemos dentro de nossos corações machucados. Escreva em um papel e avalie cada.
Depois, comece o trabalho de mudança de cada um deles. No começo será muito difícil, mas com o tempo, tudo caminhará com mais facilidade. Fique atento às pequenas reações e faça diferente.
Seja mais tolerante àquelas perguntas que irritam, àquele barulho em hora indevida, àquela atitude que se repete, seja mais amigo, explique ao invés de gritar, sorria com amor ao invés de ironizar. Mude sua atitude. Sem atitude nada muda e sem mudança, não conseguiremos alcançar nossa meta, a felicidade.
Enfim, ”a felicidade participa da lógica da flor: não há como separar sua beleza, de sua fragilidade e de seu fenecimento”. Pedro Demo
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
FELIZ NATAL
Para os meus amigos, familiares e para todos aqueles que me vêem aqui, que o Natal seja realmente um momento de reflexão, de renascimento e de esperança em mundo melhor. Depois de um ano com tantas mazelas e injustiças -e sabemos que elas não vão acabar- só nos resta tentar outra vez, viver. Por isso escolhi estas músicas pra vocês.
Meus bons amigos
Barão Vermelho
Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida
De forma diferente
Às vezes me pergunto
Malditos ou inocentes?
Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...
Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez pra mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito
Não, não, não
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...
Tente Outra Vez
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas / Marcelo Motta / Paulo Coelho
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha em fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...
Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...
Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...
Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!...
Meus bons amigos
Barão Vermelho
Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida
De forma diferente
Às vezes me pergunto
Malditos ou inocentes?
Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...
Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez pra mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito
Não, não, não
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...
Tente Outra Vez
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas / Marcelo Motta / Paulo Coelho
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha em fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...
Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...
Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...
Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!...
domingo, 14 de dezembro de 2008
Sobre o ofício de escrever
Frases de Hemingway
“São somente duas as verdades absolutas em relação à escrita. Uma delas é que, se você fizer amor enquanto estiver emperrado ao escrever um romance, você corre o risco de deixar as melhores partes do romance sobre a cama; a outra é que a integridade de um escritor é como a virgindade de uma mulher - uma vez perdida, nunca mais é recuperada”.
“Quando um homem tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever, não há crítico que possa causar danos a seu trabalho se este for bom, ou salvá-lo se for ruim”.
“No início da carreira, o autor obtém um enorme prazer com aquilo que escreve, e o leitor, nenhum. Passado um tempo, tanto o escritor quanto o leitor obtêm um prazer pequeno. Finalmente, se o escritor tiver realmente alguma qualidade, ele não obterá o mínimo prazer, e o prazer total caberá ao leitor”.
“Um livro sobre o qual você fala é um livro que você não escreve”.
“Não há temas contemporâneos. Os temas sempre foram o amor, a ausência deste, a morte e a fuga ocasional e temporária dela, a que damos o nome de vida, a imortalidade ou a mortalidade da alma, o dinheiro, a honra e a política”.
“O dom mais essencial que um bom escritor pode ter é um detector de merda embutido à prova de choques. Este é o radar do escritor, e todos os grandes escritores já o tiveram ou o têm”.
“A coisa mais rara que existe é encontrar felicidade entre as pessoas inteligentes”.
postado por Luciano Trigo emhttp://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/
“São somente duas as verdades absolutas em relação à escrita. Uma delas é que, se você fizer amor enquanto estiver emperrado ao escrever um romance, você corre o risco de deixar as melhores partes do romance sobre a cama; a outra é que a integridade de um escritor é como a virgindade de uma mulher - uma vez perdida, nunca mais é recuperada”.
“Quando um homem tem a habilidade de escrever e o desejo de escrever, não há crítico que possa causar danos a seu trabalho se este for bom, ou salvá-lo se for ruim”.
“No início da carreira, o autor obtém um enorme prazer com aquilo que escreve, e o leitor, nenhum. Passado um tempo, tanto o escritor quanto o leitor obtêm um prazer pequeno. Finalmente, se o escritor tiver realmente alguma qualidade, ele não obterá o mínimo prazer, e o prazer total caberá ao leitor”.
“Um livro sobre o qual você fala é um livro que você não escreve”.
“Não há temas contemporâneos. Os temas sempre foram o amor, a ausência deste, a morte e a fuga ocasional e temporária dela, a que damos o nome de vida, a imortalidade ou a mortalidade da alma, o dinheiro, a honra e a política”.
“O dom mais essencial que um bom escritor pode ter é um detector de merda embutido à prova de choques. Este é o radar do escritor, e todos os grandes escritores já o tiveram ou o têm”.
“A coisa mais rara que existe é encontrar felicidade entre as pessoas inteligentes”.
postado por Luciano Trigo emhttp://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
SIFU? SIFO? ou a vulgaridade de Lula - Caetano Veloso
SIFU?
6/12/2008 10:35 pm
Não me incomoda muito que o presidente da república tenha usado a expressão “sifo” num discurso no Rio. Conheço pessoas que estavam lá e ficaram revoltadas. Dou-lhes razão. Mas não me abalei muito. Me aborrece mais que todos os jornais do país, ao contar a história, tenham grafado “sifu”. Não entendo a razão. Me parece que assim os jornais mostraram no mínimo tanta vulgaridade quanto Lula. “Sifu”, assim escrita, é uma palavra oxítona. O “u” final cria o problema. Ele entrou aí porque palavras relativas a sexo são vistas como sujas: não têm história. O verbo que está abreviado na segunda sílaba da palavra composta não contém a vogal “u”: é “foder”. Mas leio até em livros eruditos “culhão” no lugar de “colhão”, “buceta” no lugar de “boceta” e “fuder” no lugar de “foder”. “Sifo” é, assim escrita, a palavra paroxítona que o presidente pronunciou - e sua segunda sílaba é a primeira do verbo abreviado. Escrevê-la com um “u” é transformar a primeira página dos jornais brasileiros em parede de banheiro suja de parada de ônibus. Este sou eu: apesar das incertezas a respeito da origem do uso da palavra “veado” para designar “homossexual do sexo masculino”, me sinto mal quando vejo escrito “viado”. Millôr Fernandes escreveu que quem escreve “veado” está dando provas de que é um. Acho que adoro dar esse tipo de prova, pois só grafo “veado”. Primeiro porque sou adepto da tese de que se está dizendo o nome do animal e não algo derivado de “desviado”. Depois porque, na dúvida, preferiria manter a mesma atitude que exijo em relação a “boceta”, “colhão” e “foder”. Cariocas e baianos não escrevem “chuveu” nem pernambucanos, “cibola”. Não. “Sifu” é uma indecência oxítona que a imprensa consagrou.
Implico com a mania - que começou nos anos 70 com a poesia marginal - de se ecrever “homi” (como em “os homi”) em lugar de “home”. Supostamente estão transcrevendo a fala de gente do povo, que não pronuncia o eme final. Leio isso em romances e poemas - até em ensaios. Alguns põem o circunflexo: “os hômi”. Esses ao menos evitam o oxítono fatal. Mas criam uma complicação desnecessária. Suponho que evitam “home” porque os (ainda poucos) brasileiros que lêem iriam pensar tratar-se da palavra inglesa que significa “lar”.
Trecho da postagem SIFU de Caetano Veloso em "obraemprogresso.com.br"
6/12/2008 10:35 pm
Não me incomoda muito que o presidente da república tenha usado a expressão “sifo” num discurso no Rio. Conheço pessoas que estavam lá e ficaram revoltadas. Dou-lhes razão. Mas não me abalei muito. Me aborrece mais que todos os jornais do país, ao contar a história, tenham grafado “sifu”. Não entendo a razão. Me parece que assim os jornais mostraram no mínimo tanta vulgaridade quanto Lula. “Sifu”, assim escrita, é uma palavra oxítona. O “u” final cria o problema. Ele entrou aí porque palavras relativas a sexo são vistas como sujas: não têm história. O verbo que está abreviado na segunda sílaba da palavra composta não contém a vogal “u”: é “foder”. Mas leio até em livros eruditos “culhão” no lugar de “colhão”, “buceta” no lugar de “boceta” e “fuder” no lugar de “foder”. “Sifo” é, assim escrita, a palavra paroxítona que o presidente pronunciou - e sua segunda sílaba é a primeira do verbo abreviado. Escrevê-la com um “u” é transformar a primeira página dos jornais brasileiros em parede de banheiro suja de parada de ônibus. Este sou eu: apesar das incertezas a respeito da origem do uso da palavra “veado” para designar “homossexual do sexo masculino”, me sinto mal quando vejo escrito “viado”. Millôr Fernandes escreveu que quem escreve “veado” está dando provas de que é um. Acho que adoro dar esse tipo de prova, pois só grafo “veado”. Primeiro porque sou adepto da tese de que se está dizendo o nome do animal e não algo derivado de “desviado”. Depois porque, na dúvida, preferiria manter a mesma atitude que exijo em relação a “boceta”, “colhão” e “foder”. Cariocas e baianos não escrevem “chuveu” nem pernambucanos, “cibola”. Não. “Sifu” é uma indecência oxítona que a imprensa consagrou.
Implico com a mania - que começou nos anos 70 com a poesia marginal - de se ecrever “homi” (como em “os homi”) em lugar de “home”. Supostamente estão transcrevendo a fala de gente do povo, que não pronuncia o eme final. Leio isso em romances e poemas - até em ensaios. Alguns põem o circunflexo: “os hômi”. Esses ao menos evitam o oxítono fatal. Mas criam uma complicação desnecessária. Suponho que evitam “home” porque os (ainda poucos) brasileiros que lêem iriam pensar tratar-se da palavra inglesa que significa “lar”.
Trecho da postagem SIFU de Caetano Veloso em "obraemprogresso.com.br"
sábado, 6 de dezembro de 2008
CRASH
Crash
Quando assisti ao filme Crash, no limite, o nome não me chamou muito a atenção. Depois entendi que Crash (batida, choque) que inicia e termina o filme nada mais é do que um soco na consciência. As situações-limites vividas pelos personagens em recortes de cenas individuais que, aparentemente , não têm ligação uma com a outra, nos remetem a questões filosóficas sobre a nossa existência, o ser ou não-ser, o estar ou não-estar no mundo e para quê? O que é a existência? o caminhar sobre a linha tênue dos contrários que está na dialética da vida? E a vida? Que sentido ela nos traz, ou ela não precisa ter sentido, ou ela é senão a interpretação que fazemos dela?
Encontrar um nexo, uma unidade para explicar o sentido do ser e o ponto de passagem do não-ser ao ser e do ser ao não-ser pode nos levar a duas situações: uma, defendida por Junger e outra, por Heidegger. Na visão de Junger, o pensamento deve se situar na fronteira com o nada porque a realidade vai perdendo a sua verdade e talvez seja preciso retornar ao oásis no qual da dor e do perigo pode renascer a esperança, procurando dentro de nós mesmos, transformar a falta em um outro ser; para Heidegger, seria necessário mergulhar e se aprofundar no enigma oculto da existência, repensando o significado do próprio ser e buscar a sua verdade em termos de ausência, de recusa e de subtração.
No filme as personagens são colocadas frente a situações cotidianas que revelam as contradições que vivemos, os nossos preconceitos, a visão que temos do outro e a necessidade de mergulharmos em nós mesmos e repensarmos conceitos.
De tudo isso, creio que a vida, como diz Cecília Meireles, “a vida só é possível reinventada.”. Temos o poder da transformação e podemos refazê-la, talvez colocando cores fortes e marcantes como as de Frida Khalo, imprimindo a versatilidade de um Picasso, a suavidade do impressionismo de Claude Monet ou o surrealismo de Dali.
No mundo há muitas armadilhas F. Gullar
No mundo há muitas armadilhas
e o que é armadilha pode ser refúgio
e o que é refúgio pode ser armadilha
Tua janela por exemplo
aberta para o céu
e uma estrela a te dizer que o homem é nada
ou a manhã espumando na praia
a bater antes de Cabral, antes de Tróia
(há quatro séculos Tomás Bequimão
tomou a cidade, criou uma milícia popular
e depois foi traído, preso, enforcado)
No mundo há muitas armadilhas
e muitas bocas a te dizer
que a vida é pouca
que a vida é louca
E por que não a Bomba? te perguntam.
Por que não a Bomba para acabar com tudo, já
que a vida é louca?
Contudo, olhas o teu filho, o bichinho
que não sabe
que afoito se entranha à vida e quer
a vida
e busca o sol, a bola, fascinado vê
o avião e indaga e indaga
A vida é pouca
a vida é louca
mas não há senão ela.
E não te mataste, essa é a verdade.
Estás preso à vida como numa jaula.
Estamos todos presos
nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver
de fora e nos dizer: é azul.
E já o sabíamos, tanto
que não te mataste e não vais
te matar
e agüentarás até o fim.
O certo é que nesta jaula há os que têm
e os que não têm
há os que têm tanto que sozinhos poderiam
alimentar a cidade
e os que não têm nem para o almoço de hoje
A estrela mente
o mar sofisma. De fato,
o homem está preso à vida e precisa viver
o homem tem fome
e precisa comer
o homem tem filhos
e precisa criá-los
Há muitas armadilhas no mundo e é preciso quebrá-las.
Quando assisti ao filme Crash, no limite, o nome não me chamou muito a atenção. Depois entendi que Crash (batida, choque) que inicia e termina o filme nada mais é do que um soco na consciência. As situações-limites vividas pelos personagens em recortes de cenas individuais que, aparentemente , não têm ligação uma com a outra, nos remetem a questões filosóficas sobre a nossa existência, o ser ou não-ser, o estar ou não-estar no mundo e para quê? O que é a existência? o caminhar sobre a linha tênue dos contrários que está na dialética da vida? E a vida? Que sentido ela nos traz, ou ela não precisa ter sentido, ou ela é senão a interpretação que fazemos dela?
Encontrar um nexo, uma unidade para explicar o sentido do ser e o ponto de passagem do não-ser ao ser e do ser ao não-ser pode nos levar a duas situações: uma, defendida por Junger e outra, por Heidegger. Na visão de Junger, o pensamento deve se situar na fronteira com o nada porque a realidade vai perdendo a sua verdade e talvez seja preciso retornar ao oásis no qual da dor e do perigo pode renascer a esperança, procurando dentro de nós mesmos, transformar a falta em um outro ser; para Heidegger, seria necessário mergulhar e se aprofundar no enigma oculto da existência, repensando o significado do próprio ser e buscar a sua verdade em termos de ausência, de recusa e de subtração.
No filme as personagens são colocadas frente a situações cotidianas que revelam as contradições que vivemos, os nossos preconceitos, a visão que temos do outro e a necessidade de mergulharmos em nós mesmos e repensarmos conceitos.
De tudo isso, creio que a vida, como diz Cecília Meireles, “a vida só é possível reinventada.”. Temos o poder da transformação e podemos refazê-la, talvez colocando cores fortes e marcantes como as de Frida Khalo, imprimindo a versatilidade de um Picasso, a suavidade do impressionismo de Claude Monet ou o surrealismo de Dali.
No mundo há muitas armadilhas F. Gullar
No mundo há muitas armadilhas
e o que é armadilha pode ser refúgio
e o que é refúgio pode ser armadilha
Tua janela por exemplo
aberta para o céu
e uma estrela a te dizer que o homem é nada
ou a manhã espumando na praia
a bater antes de Cabral, antes de Tróia
(há quatro séculos Tomás Bequimão
tomou a cidade, criou uma milícia popular
e depois foi traído, preso, enforcado)
No mundo há muitas armadilhas
e muitas bocas a te dizer
que a vida é pouca
que a vida é louca
E por que não a Bomba? te perguntam.
Por que não a Bomba para acabar com tudo, já
que a vida é louca?
Contudo, olhas o teu filho, o bichinho
que não sabe
que afoito se entranha à vida e quer
a vida
e busca o sol, a bola, fascinado vê
o avião e indaga e indaga
A vida é pouca
a vida é louca
mas não há senão ela.
E não te mataste, essa é a verdade.
Estás preso à vida como numa jaula.
Estamos todos presos
nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver
de fora e nos dizer: é azul.
E já o sabíamos, tanto
que não te mataste e não vais
te matar
e agüentarás até o fim.
O certo é que nesta jaula há os que têm
e os que não têm
há os que têm tanto que sozinhos poderiam
alimentar a cidade
e os que não têm nem para o almoço de hoje
A estrela mente
o mar sofisma. De fato,
o homem está preso à vida e precisa viver
o homem tem fome
e precisa comer
o homem tem filhos
e precisa criá-los
Há muitas armadilhas no mundo e é preciso quebrá-las.
5 de Dezembro - dia da Ceiça
Ontem foi o aniversário da minha amiga Ceiça. Não conheço ninguém que goste mais de festejar aniversário do que ela. É um dia mágico pra ela. Ela se aaruma, se veste de alegria e irradia felicidade para todos. São 53 anos bem vividos. fomos todos ao Casarão para festejar com ela. foi uma delícia de festa e teve de tudo: choro, gargalhadas ( a dela, então, é contagiante) e muita conversa jogada fora. Reencontrei a Noris que há tempos eu não via. Passamos o tempo colocando a conversa na ordem do dia. a Noris é uma mulher escandalosamente alegre, irreverente e bom papo. A Rosalvi, que estava acompanhada, ficou morrendo de ciúmes da nossa conversa.Para minha felicidade estavam presentes, também, a Joana, uma pessoa maravilhosa, amiga de muitos anos; Javan e Cláudio, minha filha Laressa (afilhada da Ceiça) e seu namorido Hélio, o Tonho (cabelo fofo), Geísa, Amparo e amigos da Prefeitura.
Pra você, Ceiça, quero dizer o seguinte:
Muito além dos presentes, das flores, dos pratos saborosos e da champagne, há algo que não tem preço, que não está a venda e não se compra. é a amizade sincera, o abraço fraterno, a amor sem condicionalidades e a felicidade que se compartilha. Eu te conheço a mais de 30 anos. você participou da minha vida diária, dos meus altos e baixos, das minhas angústias e das minhas vitórias, foi testemunha de tudo. É minha comadre, minha amiga e minha irmã mesmo com as nossas diferenças. compartilhamos livros, algumas idéias e muitas coisas do cotidiano. Tenho em você uma referência de bondade, generosidade, lealdade. Nunca te vi "de mal" com alguém, mesmo com aqueles que te magoam ou te magoaram ( e aqui eu também me incluo), mas, assim como eu, nós não guardamos rancor, nem maldade, não desejamos o mal pra ninguém. você, minha amiga, é grande, não só no tamanho, mas por tudo de bom que te acompanha como ser humano. Pra você, Fernando Pessoa (Ricardo Reis):
"
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Parabéns!
Pra você, Ceiça, quero dizer o seguinte:
Muito além dos presentes, das flores, dos pratos saborosos e da champagne, há algo que não tem preço, que não está a venda e não se compra. é a amizade sincera, o abraço fraterno, a amor sem condicionalidades e a felicidade que se compartilha. Eu te conheço a mais de 30 anos. você participou da minha vida diária, dos meus altos e baixos, das minhas angústias e das minhas vitórias, foi testemunha de tudo. É minha comadre, minha amiga e minha irmã mesmo com as nossas diferenças. compartilhamos livros, algumas idéias e muitas coisas do cotidiano. Tenho em você uma referência de bondade, generosidade, lealdade. Nunca te vi "de mal" com alguém, mesmo com aqueles que te magoam ou te magoaram ( e aqui eu também me incluo), mas, assim como eu, nós não guardamos rancor, nem maldade, não desejamos o mal pra ninguém. você, minha amiga, é grande, não só no tamanho, mas por tudo de bom que te acompanha como ser humano. Pra você, Fernando Pessoa (Ricardo Reis):
"
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
Parabéns!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Vidas Secas em Imagens

Vidas secas’ em imagens
Postado por Luciano Trigo em 25 de Novembro de 2008 às 23:52
Romance de Graciliano Ramos completa 70 anos e ganha edição comemorativa, com fotografias de Evandro Teixeira
Para celebrar os 70 anos de um dos maiores clássicos da literatura nacional, chega esta semana às livrarias uma edição comemorativa de Vidas secas, de Graciliano Ramos (Record, 208 pgs. R$99). O texto integral do romance é acompanhado por um ensaio fotográfico de Evandro Teixeira, o mais importante fotojornalista do país, feito especialmente para essa edição. Durante dez dias, Evandro percorreu o sertão de Alagoas e Pernambuco, trilhando os caminhos de Graciliano e registrando os lugares em que nasceram os personagens criados pelo escritor alagoano.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Garanhão do MSN
Um cara que não me recordo o nome - há alguns dias vi essa notinha em um jornal local - disse que estava fazendo uma viagem sexual. Olha que safado! ele agendou pelo MSN mais de 200 mulheres e resolveu verificar in loco a sua performance de conquistador. comprou um carro novo e saiu Brasil a fora atrás das mulheres. disse ele que não abortava a operação nem que a mulher fosse feia de doer ou casada. comia todas. Será que ele vai dar conta?
Essa coisa chamada amor
Diferente do que diz a Clarice, eu não tenho medo. Nunca tive medo de nada.
Para minha amiga Clévia que me chama de "marleneapaixonada". Você, também, Clévia, é uma louca como eu. Espero que tenha gostado do CD da Norah Jones.
"Fico com medo. Mas o coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa. A garantia única é que nasci. Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser: eis os limites de minha possibilidade.
Estou numa delícia de se morrer dela. Doce quebranto ao te falar. Mas há a espera. A espera é sentir-me voraz em relação ao futuro. Um dia disseste que me amavas. Finjo acreditar e vivo, de ontem para hoje em amor alegre. Mas lembrar-se com saudade é como se despedir de novo. "
(Crarice Lispector, Água Viva)
"Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!" Clarice Lispector
Há momentos
"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."
CLARICE LISPECTOR
Para minha amiga Clévia que me chama de "marleneapaixonada". Você, também, Clévia, é uma louca como eu. Espero que tenha gostado do CD da Norah Jones.
"Fico com medo. Mas o coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa. A garantia única é que nasci. Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser: eis os limites de minha possibilidade.
Estou numa delícia de se morrer dela. Doce quebranto ao te falar. Mas há a espera. A espera é sentir-me voraz em relação ao futuro. Um dia disseste que me amavas. Finjo acreditar e vivo, de ontem para hoje em amor alegre. Mas lembrar-se com saudade é como se despedir de novo. "
(Crarice Lispector, Água Viva)
"Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!" Clarice Lispector
Há momentos
"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."
CLARICE LISPECTOR
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
NUA - Manoel Bandeira
Lindo, magnífico poema.
Nua - Manuel Bandeira
Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.
Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.
Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.
Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.
Teus exíguos
- Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos –
Brilham.
Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!
Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.
Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.
Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu’alma
Nua, nua, nua…
do blog princecristal.blogspot.
Nua - Manuel Bandeira
Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.
Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.
Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.
Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.
Teus exíguos
- Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos –
Brilham.
Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!
Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.
Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.
Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu’alma
Nua, nua, nua…
do blog princecristal.blogspot.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Vieste - Ivan Lins
Vieste
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins / Vitor Martins
Vieste na hora exata
Com ares de festa e luas de prata
Vieste com encantos, vieste
Com beijos silvestres colhidos pra mim
Vieste com a natureza
Com as mãos camponesas plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, prá dentro de mim
Meu amor
Vieste a hora e a tempo
Soltando meus barcos e velas ao vento
Vieste me dando alento
Me olhando por dentro, velando por mim
Vieste de olhos fechados num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, pra dentro de mim
é linda esta música, um encanto.
O Tempo Me Guardou Você
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins & Celso Viáfora
Coisa mais bonita
Onde você estava?
Em que terra, em que país?
Toda minha vida
Sinto que esperava
Por você pra ser feliz
A gente se amava
Antes de se conhecer
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
Coisa mais bonita
Tudo que procuro
E já nem sonhava ter
Você não acredita
O quanto era escuro
Ter a luz e não prever
Pega meu futuro
Jura que não vai perder
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins / Vitor Martins
Vieste na hora exata
Com ares de festa e luas de prata
Vieste com encantos, vieste
Com beijos silvestres colhidos pra mim
Vieste com a natureza
Com as mãos camponesas plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, prá dentro de mim
Meu amor
Vieste a hora e a tempo
Soltando meus barcos e velas ao vento
Vieste me dando alento
Me olhando por dentro, velando por mim
Vieste de olhos fechados num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, pra dentro de mim
é linda esta música, um encanto.
O Tempo Me Guardou Você
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins & Celso Viáfora
Coisa mais bonita
Onde você estava?
Em que terra, em que país?
Toda minha vida
Sinto que esperava
Por você pra ser feliz
A gente se amava
Antes de se conhecer
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
Coisa mais bonita
Tudo que procuro
E já nem sonhava ter
Você não acredita
O quanto era escuro
Ter a luz e não prever
Pega meu futuro
Jura que não vai perder
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
O tempo me guardou você
domingo, 30 de novembro de 2008
Sentimento de incompletude
Ontem durante palestra do Gikovate sobre o amor, ele disse que quem ama não sossega, é doido e só os doidos conseguem fazer algo de bom porque procuram, buscam, são incansáveis. Quem ama se acha incompleto e se incomoda com a inércia, com a paralisia do corpo e do espírito. Que sejamos todos loucos! Hoje, por exemplo, estou muito louca. Acho que produzi um texto muito bom , o último, da minha pós-graduação. gostei muito do resultado e isso me deixou feliz demais. Mandei o texto para o professor e ele me deu um ótimo feedback. Nesse momento estou arrumando as minhas coisas para a semana de trabalho, todos os meus filhotes estão guardados em casa e eu sinto uma enorme paz.
Vocês são lindos e maravilhosos, meus amores. Beijos da mamãe.

ASSIS BRASIL
Dia desses eu estava no portão da Fundação Bradesco com a professora Conceição, quando vi aquela pessoa passeando no calçadão da escola. E logo a Conceição o reconheceu e ele parou pra conversar com a gente.Era Assis Brasil. fiquei emocionada e surpresa. estava acompanhado da Flávia, uma ex-aluna minha, que agora é seu par constante e me surpreendi quando ela me disse que ele estava morando logo ali, perto da casa dela. Flávia é uma amante da Literatura, não só como leitora, também gosta de escrever. Disse que ele estará lançando um livro no dia 04/12 (próxima quinta-feira). Que pena, é um dia cheio pra mim. Não vou poder ir. Ficamos de agendar um encontro na escola.
Vocês são lindos e maravilhosos, meus amores. Beijos da mamãe.

ASSIS BRASIL
Dia desses eu estava no portão da Fundação Bradesco com a professora Conceição, quando vi aquela pessoa passeando no calçadão da escola. E logo a Conceição o reconheceu e ele parou pra conversar com a gente.Era Assis Brasil. fiquei emocionada e surpresa. estava acompanhado da Flávia, uma ex-aluna minha, que agora é seu par constante e me surpreendi quando ela me disse que ele estava morando logo ali, perto da casa dela. Flávia é uma amante da Literatura, não só como leitora, também gosta de escrever. Disse que ele estará lançando um livro no dia 04/12 (próxima quinta-feira). Que pena, é um dia cheio pra mim. Não vou poder ir. Ficamos de agendar um encontro na escola.
sábado, 29 de novembro de 2008
Voltei!
Voltei!
Depois de um longo dia de trabalho e de tantas coisas boas que aconteceram, resolvi voltar. Estou esperando o Hélio organizar o layout. Não é assim que eu quero, mas eu estava vendo aqui algumas coisas e resolvi postar estas que eu já havia selecionado.
Olha só, esta é uma conversa de comadres. Os nomes são fictícios, mas a história é verdadeira.
Mercúrio?
Recém-chegada do interior do Piauí, menina, devia ter uns 14 anos. Cuidaria de uma criança de 2 anos na casa da dona Nena, em Teresina. Logo ficou encantada pela cidade, televisão e pelo rapaz que aparecia na janela do outro apartamento. Começou a assediá-la toda vez que dona Nena saía para o trabalho. Ela foi se deixando envolver . Estava apaixonada. Era virgem e era a primeira vez que lhe batia forte o coração e um fogo lhe subia pelas coxas em labaredas de desejo. Ele, tratou logo de seduzi-la.
Chegou o grande dia. Seria dele. E assim foi. Depois daquele momento, entorpecida de amor, sentiu um fio de sangue descendo em suas coxas e ficou desesperada. “O que é isso?” perguntou ao rapaz. “Não é nada, passa mercúrio que sara.” E haja mercúrio todo dia. Nada! Enjôos, tonturas , voltou para o interior e dois anos depois...
“Dona Nena, não seu o que faço com esse menino, é danado demais!” “Quer dizer então, que este é o Merc..., perguntou dona Nena” “É, dona Nena, de batismo é Fábio.
Não me lembrava mais dessa menina, quando dia desses conversando com minha amiga Nena ela me saiu com essa: “Marla, pois não é que o mercúrio já tem dois anos!
Fundação Maria Carvalho - 10 anos
Hoje foi um dia especial para a vida de muitas mulheres portadoras de câncer de mama. A Fundação Maria Carvalho, presidida pelo Dr. Luis Aírton é um exemplo de trabalho solidário, de assistência social, de saúde no combate ao câncer de mama no Piauí. Estive presente ao evento no Cine Teatro da Assembléia Legislativa. A programação incluiu exibição de vídeos, missa em ação de graças, desfile de sutians da faculdade moda da Novafapi e palestra com o Psicoterapeuta Flávio Gikovate que falou de Felicidade e de amor. O que é preciso para ser feliz?
Segundo Flávio Gikovate, duas coisas são inimigas da felicidade: a vaidade e o medo de ser feliz.
A felicidade não exclui o sofrimento, mas é preciso estar aberto a ela. Um requisito essencial é a maturidade emocional, a capacidade de superar as situações de sofrimento. A felicidade não está ligada a fatores materiais, a dinheiro, por exemplo. Ela exige respeito pelas diferenças, domínio do positivo e democracia. O egoísmo não combina com felicidade.


Segundo Flávio Gikovate, duas coisas são inimigas da felicidade: a vaidade e o medo de ser feliz.
A felicidade não exclui o sofrimento, mas é preciso estar aberto a ela. Um requisito essencial é a maturidade emocional, a capacidade de superar as situações de sofrimento. A felicidade não está ligada a fatores materiais, a dinheiro, por exemplo. Ela exige respeito pelas diferenças, domínio do positivo e democracia. O egoísmo não combina com felicidade.


Porto solidão
Essa semana ouvi muito Jessé. Procurando uns Cd´s para colocar no carro encontrei este do Jessé.
Porto Solidão
Jessé
Composição: Zeca Bahia e Gincko
Se um veleiro
Repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração...
Meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
De versos naufragados
E sem tempo...
Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...(2x)
Solidão De Amigos
Jessé
Composição: Jessé
Lenha na fogueira, lua na lagoa
Vento na poeira, vai rolando à toa
A cantiga espera quem lhe dê ouvidos
A viola entoa, solidão de amigos
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
Quando a cachoeira desce nos barrancos
Faz a várzea inteira se encolher de espanto
Lenha na fogueira, luz de pirilampos
Cinzas de saudades voam pelos campos
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
Campo Minado
Jessé
Composição: Mário Maranhão / Mário Marcos / Maxcilliano
Já andei por tantas terras
Já venci mil guerras
Já levei porradas, dominei meu medo
Já cavei trincheiras no meu coração
Descobri nos pesadelos sonhos mutilados
E acordei no meio de anjos cansados
De serem usados pela solidão
Ah! Meu coração é um campo minado
Muito cuidado, ele pode explodir
E se depois de tão dilacerado
For desarmado por quem há de vir
Alguém que queira compensar a dor
Plantar o sonho e ver nascer a flor
Alguém que queira então me residir
E explodir meu coração de amor
Porto Solidão
Jessé
Composição: Zeca Bahia e Gincko
Se um veleiro
Repousasse
Na palma da minha mão
Sopraria com sentimento
E deixaria seguir sempre
Rumo ao meu coração...
Meu coração
A calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
De versos naufragados
E sem tempo...
Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando
Contra o cais...(2x)
Solidão De Amigos
Jessé
Composição: Jessé
Lenha na fogueira, lua na lagoa
Vento na poeira, vai rolando à toa
A cantiga espera quem lhe dê ouvidos
A viola entoa, solidão de amigos
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
Quando a cachoeira desce nos barrancos
Faz a várzea inteira se encolher de espanto
Lenha na fogueira, luz de pirilampos
Cinzas de saudades voam pelos campos
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
A saudade lembra de lembranças tantas
Que por si navegam nessas águas mansas
Campo Minado
Jessé
Composição: Mário Maranhão / Mário Marcos / Maxcilliano
Já andei por tantas terras
Já venci mil guerras
Já levei porradas, dominei meu medo
Já cavei trincheiras no meu coração
Descobri nos pesadelos sonhos mutilados
E acordei no meio de anjos cansados
De serem usados pela solidão
Ah! Meu coração é um campo minado
Muito cuidado, ele pode explodir
E se depois de tão dilacerado
For desarmado por quem há de vir
Alguém que queira compensar a dor
Plantar o sonho e ver nascer a flor
Alguém que queira então me residir
E explodir meu coração de amor
Abismo
Não conhecia esta música. Esta semana durante a reunião do CMAS, seu Lima, que me acha linda, escreveu esta música de Anísio Silva em uma folha de papel e me ofereceu e ainda leu em voz alta.
Abismo
anísio silva
quem na vida por amor
num momento de paixão
certo da felicidade
entregou seu coração
com certeza como os outros
que o destino enganou
afastou da verdade
na mentira acreditou
agora, em todos instantes que passa
vem maior sua desgraça
neste crime por amor.
Abismo
anísio silva
quem na vida por amor
num momento de paixão
certo da felicidade
entregou seu coração
com certeza como os outros
que o destino enganou
afastou da verdade
na mentira acreditou
agora, em todos instantes que passa
vem maior sua desgraça
neste crime por amor.
Nietzsche
O filósofo da afirmação da vida
Em lugar de utilitarismo e uniformização, ele propunha cultura e aprimoramento pessoal
Por Marcio Ferrari
Rebelde e provocador, o alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) se propôs a desmascarar as fundações da cultura ocidental, mostrando que há interesses e motivações ocultas, e não valores absolutos, em conceitos como verdade, bem e mal. Com isso, Nietzsche aplicou um golpe nos sistemas filosóficos, morais e religiosos. Sua frase mais conhecida ("Deus está morto") não trata apenas de ateísmo, mas da necessidade de romper a "moral de rebanho" - as verdades tidas como inquestionáveis e o que é aceito por imposição - para viver as potencialidades humanas em sua plenitude.
Nietzsche foi professor universitário e escreveu textos específicos sobre Educação. "A máxima ‘tornar-se aquilo que se é’ orienta seu pensamento nessa área", diz Rosa Maria Dias, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. "Com essa frase, ele indica a tarefa do educador de levar seus alunos a pensar por si mesmos."
O filósofo criticava o sistema escolar por ser um reforço da moral de rebanho: ao uniformizar o conhecimento e os próprios alunos, a instituição se curva às exigências externas do mercado e do Estado. Na Educação de seu país, ele via o avanço do ensino técnico sobre todos os níveis escolares com a finalidade de preparar profissionais e servidores competentes. Em lugar da massificação e do utilitarismo, Nietzsche propunha o aprimoramento individual e uma "Educação para a cultura" (leia o quadro na página 28). Entenda-se por cultura a criação de "personalidades harmoniosamente desenvolvidas", segundo Rosa Dias.
A habilidade de transformar
Se Nietzsche combatia a vulgarização dos conteúdos escolares, também criticava o saber voltado para a erudição. Para ele, havia em sua época um excesso de cultura histórica, que gerava uma reverência paralisante ao passado. Com isso, sufocava-se a força do agora e impedia-se o surgimento do novo. Mais ainda: a tendência histórico-cientificista impossibilitava a presença efetiva da Arte e da Filosofia no ensino, por se tratarem de campos de conhecimento instáveis e desafiadores, que estimulam a crítica.
Biografia
Vida marcada por conhecimento e dor
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 15 de outubro de 1844 em Röcken, Alemanha, filho e neto de protestantes. Nas universidades de Bonn e Leipzig, estudou Filologia, disciplina que lecionou na Universidade da Basiléia, na Suíça. Apaixonado por música, chegou a compor peças para piano. Sua carreira universitária começou a declinar com a publicação de sua primeira obra, O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (1872). Em 1877, publicou Humano, Demasiado Humano, na forma de aforismos. Quase cego, com freqüentes crises de enxaqueca, se aposentou em 1879. Entre 1883 e 1888, publicou, entre outros livros, Assim Falou Zaratustra e dois títulos para explicá-lo (Além do Bem e do Mal e Genealogia da Moral). Passou os últimos 11 anos de vida mergulhado na loucura e morreu em 1900, de paralisia geral, na cidade alemã de Weimar.
Sem ser contra o ensino de História nem subestimar o sentido histórico dos fatos, o filósofo via no sistema engessado um entrave para a percepção da "força plástica" do ser humano - isto é, sua habilidade de transformar. "Para não agir como coveiro do presente, é necessário conhecer a capacidade de crescer por si mesmo, assimilar o passado, cicatrizar feridas, preparar perdas, reconstruir as formas destruídas - tudo isso é força plástica", diz Rosa Dias.
Nietzsche lamentava que uma espécie de ditadura da praticidade tivesse causado a perda da importância da leitura e do estudo de língua nas escolas, levando à degeneração da cultura. Naquele momento, dizia ele, ou se via o idioma como um organismo morto a ser dissecado, ou se encaminhavam a escrita e a leitura para os usos meramente comunicativos, reduzindo os textos a um padrão simplificado, supostamente ágil e moderno.
Um dos primeiros pensadores a conceber a leitura como uma atividade que não se limita à assimilação passiva de informações, Nietzsche achava que ler era uma experiência transformadora, inclusive no sentido físico. Isso porque, para se formar leitor, é necessário educar a postura, treinar a concentração e perseverar.
Vontade de potência
Como grande admirador da Antigüidade, principalmente da cultura clássica grega, o filósofo não aceitava a separação entre o corpo e o espírito. Tampouco dissociava, em seus textos, pensamento e vida. Segundo o filósofo Gilles Deleuze (1925-1995), no ideal de Educação de Nietzsche, "os modos de vida inspiram as maneiras de pensar e os modos de pensar criam maneiras de viver".
Os caminhos de Nietzsche
A experiência estética no início de tudo
PAIXÃO PELA ESTÉTICA O pensador admirava o belo na filosofia, na arte grega e na música
As grandes influências de Nietzsche surgiram na época em que ele era estudante na Universidade de Leipzig. Lá ele descobriu a filosofia de Arthur Schopenhauer (1788-1860) e a música de Richard Wagner (1813-1883), de quem se tornou amigo mais tarde. Além da filosofia e da música, a Antigüidade clássica grega era seu terceiro interesse primordial. Nos três, se encontrava o papel central da experiência estética. Nietzsche via em Wagner o renascimento da grande arte grega. Mais tarde, o filósofo se distanciou do compositor, por considerar que ele se curvava ao gosto do público burguês, e da obra de Schopenhauer, por ver em seu pessimismo um sintoma de decadência cultural. Na maturidade, Nietzsche analisou a origem e a função dos valores na vida e na cultura, concluindo que uma "moral de escravos" se impôs à humanidade desde o predomínio da tradição judaico-cristã. Compaixão, humildade, ressentimento e ascetismo teriam, então, constrangido a vontade de potência, que seria o princípio de toda a vida. Nietzsche, que abominava o anti-semitismo e o nacionalismo, foi visto durante muito tempo como inspirador do nazismo por causa da edição forjada e mal-intencionada que sua irmã, Elizabeth, fez dos escritos deixados por ele.
Encontra-se nesse processo contínuo a vontade de potência, que na filosofia nietzschiana é a força motriz do ser humano. "A vida é antes de tudo uma capacidade de acumular forças", explica Rosa Dias. "Ela é essencialmente o esforço por mais potência, e para isso precisamos ser instruídos." Portanto, para Nietzsche, a Educação deveria se especializar em formar personalidades fortes, não homens teóricos ou pessoas ilustradas.
Cabe à escola, de acordo com o filósofo, produzir nos alunos a capacidade de dar novos sentidos às coisas e aos valores. Nietzsche dizia que só os jovens poderiam entender suas contestações. É, então, de supor que a idade escolar seja a melhor para levar o ser humano a pensar criticamente a respeito do mundo a sua volta. Mas, para isso, a sala de aula precisa valorizar "uma cultura da exceção, da experimentação, do risco, do matiz", nas palavras do filósofo.
Finalmente, ao educador cabe o papel de modelo, alguém que demonstra como se educar com disciplina e paciência. "Educar-se para ser educador significa, basicamente, estar à altura daquilo que se ensina", diz Rosa Dias. "O professor precisa ser mestre e escultor de si mesmo."
Retirado da Revista Novaescola edição de novembro/2008
Em lugar de utilitarismo e uniformização, ele propunha cultura e aprimoramento pessoal
Por Marcio Ferrari
Rebelde e provocador, o alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) se propôs a desmascarar as fundações da cultura ocidental, mostrando que há interesses e motivações ocultas, e não valores absolutos, em conceitos como verdade, bem e mal. Com isso, Nietzsche aplicou um golpe nos sistemas filosóficos, morais e religiosos. Sua frase mais conhecida ("Deus está morto") não trata apenas de ateísmo, mas da necessidade de romper a "moral de rebanho" - as verdades tidas como inquestionáveis e o que é aceito por imposição - para viver as potencialidades humanas em sua plenitude.
Nietzsche foi professor universitário e escreveu textos específicos sobre Educação. "A máxima ‘tornar-se aquilo que se é’ orienta seu pensamento nessa área", diz Rosa Maria Dias, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. "Com essa frase, ele indica a tarefa do educador de levar seus alunos a pensar por si mesmos."
O filósofo criticava o sistema escolar por ser um reforço da moral de rebanho: ao uniformizar o conhecimento e os próprios alunos, a instituição se curva às exigências externas do mercado e do Estado. Na Educação de seu país, ele via o avanço do ensino técnico sobre todos os níveis escolares com a finalidade de preparar profissionais e servidores competentes. Em lugar da massificação e do utilitarismo, Nietzsche propunha o aprimoramento individual e uma "Educação para a cultura" (leia o quadro na página 28). Entenda-se por cultura a criação de "personalidades harmoniosamente desenvolvidas", segundo Rosa Dias.
A habilidade de transformar
Se Nietzsche combatia a vulgarização dos conteúdos escolares, também criticava o saber voltado para a erudição. Para ele, havia em sua época um excesso de cultura histórica, que gerava uma reverência paralisante ao passado. Com isso, sufocava-se a força do agora e impedia-se o surgimento do novo. Mais ainda: a tendência histórico-cientificista impossibilitava a presença efetiva da Arte e da Filosofia no ensino, por se tratarem de campos de conhecimento instáveis e desafiadores, que estimulam a crítica.
Biografia
Vida marcada por conhecimento e dor
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 15 de outubro de 1844 em Röcken, Alemanha, filho e neto de protestantes. Nas universidades de Bonn e Leipzig, estudou Filologia, disciplina que lecionou na Universidade da Basiléia, na Suíça. Apaixonado por música, chegou a compor peças para piano. Sua carreira universitária começou a declinar com a publicação de sua primeira obra, O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (1872). Em 1877, publicou Humano, Demasiado Humano, na forma de aforismos. Quase cego, com freqüentes crises de enxaqueca, se aposentou em 1879. Entre 1883 e 1888, publicou, entre outros livros, Assim Falou Zaratustra e dois títulos para explicá-lo (Além do Bem e do Mal e Genealogia da Moral). Passou os últimos 11 anos de vida mergulhado na loucura e morreu em 1900, de paralisia geral, na cidade alemã de Weimar.
Sem ser contra o ensino de História nem subestimar o sentido histórico dos fatos, o filósofo via no sistema engessado um entrave para a percepção da "força plástica" do ser humano - isto é, sua habilidade de transformar. "Para não agir como coveiro do presente, é necessário conhecer a capacidade de crescer por si mesmo, assimilar o passado, cicatrizar feridas, preparar perdas, reconstruir as formas destruídas - tudo isso é força plástica", diz Rosa Dias.
Nietzsche lamentava que uma espécie de ditadura da praticidade tivesse causado a perda da importância da leitura e do estudo de língua nas escolas, levando à degeneração da cultura. Naquele momento, dizia ele, ou se via o idioma como um organismo morto a ser dissecado, ou se encaminhavam a escrita e a leitura para os usos meramente comunicativos, reduzindo os textos a um padrão simplificado, supostamente ágil e moderno.
Um dos primeiros pensadores a conceber a leitura como uma atividade que não se limita à assimilação passiva de informações, Nietzsche achava que ler era uma experiência transformadora, inclusive no sentido físico. Isso porque, para se formar leitor, é necessário educar a postura, treinar a concentração e perseverar.
Vontade de potência
Como grande admirador da Antigüidade, principalmente da cultura clássica grega, o filósofo não aceitava a separação entre o corpo e o espírito. Tampouco dissociava, em seus textos, pensamento e vida. Segundo o filósofo Gilles Deleuze (1925-1995), no ideal de Educação de Nietzsche, "os modos de vida inspiram as maneiras de pensar e os modos de pensar criam maneiras de viver".
Os caminhos de Nietzsche
A experiência estética no início de tudo
PAIXÃO PELA ESTÉTICA O pensador admirava o belo na filosofia, na arte grega e na música
As grandes influências de Nietzsche surgiram na época em que ele era estudante na Universidade de Leipzig. Lá ele descobriu a filosofia de Arthur Schopenhauer (1788-1860) e a música de Richard Wagner (1813-1883), de quem se tornou amigo mais tarde. Além da filosofia e da música, a Antigüidade clássica grega era seu terceiro interesse primordial. Nos três, se encontrava o papel central da experiência estética. Nietzsche via em Wagner o renascimento da grande arte grega. Mais tarde, o filósofo se distanciou do compositor, por considerar que ele se curvava ao gosto do público burguês, e da obra de Schopenhauer, por ver em seu pessimismo um sintoma de decadência cultural. Na maturidade, Nietzsche analisou a origem e a função dos valores na vida e na cultura, concluindo que uma "moral de escravos" se impôs à humanidade desde o predomínio da tradição judaico-cristã. Compaixão, humildade, ressentimento e ascetismo teriam, então, constrangido a vontade de potência, que seria o princípio de toda a vida. Nietzsche, que abominava o anti-semitismo e o nacionalismo, foi visto durante muito tempo como inspirador do nazismo por causa da edição forjada e mal-intencionada que sua irmã, Elizabeth, fez dos escritos deixados por ele.
Encontra-se nesse processo contínuo a vontade de potência, que na filosofia nietzschiana é a força motriz do ser humano. "A vida é antes de tudo uma capacidade de acumular forças", explica Rosa Dias. "Ela é essencialmente o esforço por mais potência, e para isso precisamos ser instruídos." Portanto, para Nietzsche, a Educação deveria se especializar em formar personalidades fortes, não homens teóricos ou pessoas ilustradas.
Cabe à escola, de acordo com o filósofo, produzir nos alunos a capacidade de dar novos sentidos às coisas e aos valores. Nietzsche dizia que só os jovens poderiam entender suas contestações. É, então, de supor que a idade escolar seja a melhor para levar o ser humano a pensar criticamente a respeito do mundo a sua volta. Mas, para isso, a sala de aula precisa valorizar "uma cultura da exceção, da experimentação, do risco, do matiz", nas palavras do filósofo.
Finalmente, ao educador cabe o papel de modelo, alguém que demonstra como se educar com disciplina e paciência. "Educar-se para ser educador significa, basicamente, estar à altura daquilo que se ensina", diz Rosa Dias. "O professor precisa ser mestre e escultor de si mesmo."
Retirado da Revista Novaescola edição de novembro/2008
Sobre a Inteligência e o Pênis
Sobre a inteligência e o pênis
Deus abandonou os céus monótonos em que vivia e se mudou para o jardim das delícias
Rubem Alves
O que vou escrever não saiu da minha cabeça. Encontrei escrito nas Escrituras Sagradas. Elas contam que no princípio de todas as coisas Deus estava infeliz. A mesmice da eternidade perfeita lhe dava tédio. Aí ele se perguntou: "o que é que me faria feliz?"
Aí ele teve um sonho: sonhou com um jardim. Resolveu, então, plantar um jardim para ficar alegre. Começou nos confins do vazio, criando as grandes estrelas, o sol, a lua, e foi afunilando, afunilando, até chegar a um lugar bem pequeno onde plantou o seu sonho: o paraíso. Fontes, árvores frutíferas, flores, pássaros, borboletas, animais de todo tipo e até um vento fresco e perfumado que soprava nas tardes.
Era o jardim das delícias, destino dos homens, destino do universo, o destino de Deus! O paraíso era melhor que o céu! Prova disso é que Deus abandonou os céus monótonos em que vivia e se mudou para o jardim.
Terminado o seu trabalho de seis dias, Deus parou de trabalhar. Entregou-se então àquilo para o que o trabalho havia sido feito: uma deliciosa vagabundagem contemplativa. Os olhos olharam para o jardim e experimentaram o êxtase da beleza! "E viu Deus que era muito bom..." Nada havia para ser feito. Havia tudo para ser gozado.
Os poemas sagrados colocam as coisas na ordem certa. A semana bíblica começa com os dias de trabalho e termina com o dia do descanso. Mas a Igreja alterou essa ordem. Pôs em primeiro lugar o dia do descanso. Descansar para quê? Para trabalhar. Nessa inversão da ordem se encontra toda uma filosofia de vida. A filosofia do Criador diz que o objetivo da vida é o gozo. Vivemos para o prazer e a alegria. O trabalho é apenas um meio para se chegar ao gozo. Mas a filosofia da Igreja diz o contrário: que o objetivo da vida é o trabalho, e o descanso existe só para a gente trabalhar melhor. O gozo é perigoso. No gozo moram os pecados. É preciso trabalhar muito para não ter tempo para pecar...
Se fôssemos feiticeiros, se tivéssemos o poder mágico dos deuses, bastaria dizermos o sonho em voz alta para que ele se realizasse. Mas, infelizmente, feiticeiros não existem. Para que as coisas existam, não basta sonhar. É preciso pensar. É o sonho que desperta a inteligência: "inteligência! Pense as coisas que tenho de fazer para realizar o meu sonho". Somente então a inteligência acorda e se põe a pensar.
A inteligência funciona do jeito como o pênis funciona. Pois o que é o pênis? É um órgão que, no seu estado normal, é um apêndice ridículo, flácido, que realiza funções escretoras automáticas que não exigem esforço de pensamento. Mas, se provocado pelo desejo, ele passa por extraordinárias transformações hidráulicas, cresce, aponta para o alto e ganha o poder de dar prazer e de criar vida. Sem desejo é inútil que a cabeça lhe dê ordens...
Assim também é a inteligência. No cotidiano, ela se encontra num estado de flacidez e preguiça que é mais do que suficiente para a realização das tarefas rotineiras. Quando, entretanto, a inteligência é provocada pelo desejo, ela cresce e se põe a pensar as coisas mais extraordinárias. Essa idéia louca já havia passado pela sua cabeça - que a função principal da educação é erotizar a inteligência para que ela?tenha ereções e?acorde da sua letargia?
Rubem Alves - Educador e escritor
Revista educação edição 138
Deus abandonou os céus monótonos em que vivia e se mudou para o jardim das delícias
Rubem Alves
O que vou escrever não saiu da minha cabeça. Encontrei escrito nas Escrituras Sagradas. Elas contam que no princípio de todas as coisas Deus estava infeliz. A mesmice da eternidade perfeita lhe dava tédio. Aí ele se perguntou: "o que é que me faria feliz?"
Aí ele teve um sonho: sonhou com um jardim. Resolveu, então, plantar um jardim para ficar alegre. Começou nos confins do vazio, criando as grandes estrelas, o sol, a lua, e foi afunilando, afunilando, até chegar a um lugar bem pequeno onde plantou o seu sonho: o paraíso. Fontes, árvores frutíferas, flores, pássaros, borboletas, animais de todo tipo e até um vento fresco e perfumado que soprava nas tardes.
Era o jardim das delícias, destino dos homens, destino do universo, o destino de Deus! O paraíso era melhor que o céu! Prova disso é que Deus abandonou os céus monótonos em que vivia e se mudou para o jardim.
Terminado o seu trabalho de seis dias, Deus parou de trabalhar. Entregou-se então àquilo para o que o trabalho havia sido feito: uma deliciosa vagabundagem contemplativa. Os olhos olharam para o jardim e experimentaram o êxtase da beleza! "E viu Deus que era muito bom..." Nada havia para ser feito. Havia tudo para ser gozado.
Os poemas sagrados colocam as coisas na ordem certa. A semana bíblica começa com os dias de trabalho e termina com o dia do descanso. Mas a Igreja alterou essa ordem. Pôs em primeiro lugar o dia do descanso. Descansar para quê? Para trabalhar. Nessa inversão da ordem se encontra toda uma filosofia de vida. A filosofia do Criador diz que o objetivo da vida é o gozo. Vivemos para o prazer e a alegria. O trabalho é apenas um meio para se chegar ao gozo. Mas a filosofia da Igreja diz o contrário: que o objetivo da vida é o trabalho, e o descanso existe só para a gente trabalhar melhor. O gozo é perigoso. No gozo moram os pecados. É preciso trabalhar muito para não ter tempo para pecar...
Se fôssemos feiticeiros, se tivéssemos o poder mágico dos deuses, bastaria dizermos o sonho em voz alta para que ele se realizasse. Mas, infelizmente, feiticeiros não existem. Para que as coisas existam, não basta sonhar. É preciso pensar. É o sonho que desperta a inteligência: "inteligência! Pense as coisas que tenho de fazer para realizar o meu sonho". Somente então a inteligência acorda e se põe a pensar.
A inteligência funciona do jeito como o pênis funciona. Pois o que é o pênis? É um órgão que, no seu estado normal, é um apêndice ridículo, flácido, que realiza funções escretoras automáticas que não exigem esforço de pensamento. Mas, se provocado pelo desejo, ele passa por extraordinárias transformações hidráulicas, cresce, aponta para o alto e ganha o poder de dar prazer e de criar vida. Sem desejo é inútil que a cabeça lhe dê ordens...
Assim também é a inteligência. No cotidiano, ela se encontra num estado de flacidez e preguiça que é mais do que suficiente para a realização das tarefas rotineiras. Quando, entretanto, a inteligência é provocada pelo desejo, ela cresce e se põe a pensar as coisas mais extraordinárias. Essa idéia louca já havia passado pela sua cabeça - que a função principal da educação é erotizar a inteligência para que ela?tenha ereções e?acorde da sua letargia?
Rubem Alves - Educador e escritor
Revista educação edição 138
"Os mistérios de Clarice"
REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 138
Os mistérios de Clarice
O incompreensível e o enigmático passeiam pelos caminhos de Lóri, personagem cuja sabedoria está em aceitar o que não entende e, com isso, ensinar quem pensa saber tudo
Gabriel Perissé*
Para conhecer a dimensão educadora da obra de Clarice Lispector (1920-1977), um bom caminho é Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, publicado em 1969. Clarice, naquela ocasião, vivia momentos difíceis. Além dos cuidados que a saúde de um de seus filhos exigia, ainda se recuperava física e emocionalmente do incêndio em seu quarto, que a deixou gravemente ferida três anos antes, e do choque produzido pela morte recente de dois grandes amigos, os escritores Lúcio Cardoso e Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta).
Uma aprendizagem, segundo a autora, pediu-lhe uma liberdade maior, e ela teve de escrevê-lo com essa liberdade, humildemente: "Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte do que eu". Foi, podemos pensar, um livro de superação, um aprendizado literário e existencial, um recomeço. Não à toa, uma das epígrafes é do poeta Augusto dos Anjos, relacionando "a mais alta expressão da dor" à alegria.
Trata-se, à primeira vista, de uma banal história de amor, com um tratamento muito diferente daquele, de inspiração metafísica, do seu romance anterior, A paixão segundo G. H. (1964), e sem a densidade de A maçã no escuro (1961).
Ulisses e Loreley (Lóri), dois professores, começam a namorar. Ele é professor universitário, de filosofia, e ela leciona na escola primária. O "desnível" sugere que Lóri teria muitas coisas a aprender com Ulisses, esperando dele algum tipo de avaliação, de orientação ou conselho. E, de fato, Ulisses assume o papel do mestre perante a discípula:
- É que você só sabe, ou só sabia, estar viva através da dor.
- É.
- E não sabe como estar viva através do prazer?
- Quase que já. Era isso o que eu queria te dizer.
Lóri é ingênua... ou se faz de ingênua, perguntando-lhe como deve agir, se está acertando, se está sendo autodidata. Canto de sereia, talvez, que leva Ulisses a falar além da conta, investir ainda mais no tom professoral, um tanto pernóstico:
- (...) Muitas coisas você só tem se for autodidata, se tiver a coragem de ser. Em outras, terá de saber e sentir a dois. Mas eu espero. Espero que você tenha a coragem de ser autodidata apesar dos perigos, e espero também que você queira ser dois em um. Sua boca, como eu já lhe disse, é de paixão. É através da boca que você passará a comer o mundo, e então a escuridão de teus olhos não vai se aclarar mas vai iridescer.
Como professora, Lóri tem um comportamento maternal. Seus alunos são crianças pobres e, no inverno, usa a mesada que recebe do pai (nenhuma menção ao salário...) para comprar-lhes agasalhos, guarda-chuvas e meias de lã. Em suas aulas ideais, torna-se misteriosa: explica que a palavra aritmética "vinha de 'arithmos' que é ritmo, que número vinha de 'nomos' que era lei e norma, norma do fluxo universal da criança". Bem sabe a professora que tudo isso é incompreensível, mas faz parte do mistério da vida a lição de, por ora (ou para sempre), não entender.
Aliás, Lóri defende essa estranha didática:
"Não entender" era tão vasto que ultrapassava qualquer entender - entender era sempre limitado. Mas não-entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não-entender como um simples de espírito. O bom era ter uma inteligência e não entender. Era uma bênção estranha como a de ter loucurasem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez.
O incompreensível e o enigmático passeiam pela obra de Clarice. Lóri, aos poucos, graças a esta sabedoria que aceita não entender nada, vai ensinando a Ulisses que ele também não sabe tudo. Incomoda ao filósofo, por exemplo, que a sua "aluna" prefira falar "o Deus", e não "Deus":
- (...) Mas eu queria saber por que você, em vez de chamar Deus, como todo o mundo, chama o Deus.
- Porque Deus é um substantivo.
- É a professora primária que está falando.
- Não, Ele é substantivo como substância. Não existe um único adjetivo para o Deus.
Desconcertado, o professor do ensino "superior" descobre que precisa aprender coisas "primárias", primeiras. E quando os dois finalmente se encontram para o amor, não é mais aluna e mestre que estão ali, embora um continue a aprender com o outro. Pois esta é a essência do aprendizado: quem ensina precisa aprender.
O primeiro aluno e o professor sabe-tudo
Todo escritor tem consciência do quanto influência a visão de mundo dos seus leitores. Em depoimento gravado para o Museu da Imagem e do Som (20/10/76), Clarice referia-se ao Uma aprendizagem: "É uma história de amor. E duas pessoas já me disseram que aprenderam a amar através desse livro. Pois é".
Mais do que as linhas, são as entrelinhas que influenciam. Mesmo esse coloquial "pois é" pode ser interpretado de várias formas. Haverá nele um pouco de ironia, de resignação, de admiração, de gracejo. E este é outro dos ensinamentos de Clarice: existem segredos e desdobramentos onde tudo parece simples e cotidiano.
Como em outro texto seu, intitulado O primeiro aluno da classe, com o qual somos apresentados a um menino de nove anos extremamente ajuizado, solícito (empresta livros aos colegas da escola, ajuda-os a entender a matéria), cujo segredo é um caracol. Clarice repete que o segredo dele é um caracol, antes de finalmente contar o porquê...
Seu segredo é um caracol. Do qual não esquece um instante. Seu segredo é um caracol que o sustenta. Ele o cria numa caixa de sapato com gentileza e cuidado. Com gentileza diariamente finca-lhe agulha e cordão. Com cuidado adia-lhe atentamente a morte. Seu segredo é um caracol criado com insônia e precisão. (em: Para não esquecer, 1978)
Difícil evitar um estremecimento diante da contradição do menino, que é tão humana, tão nossa: somos delicadamente sádicos, gentilmente perversos, secretamente maus. Na espiral do caracol, o menino experimenta a impiedade. E esta impiedade meticulosa, infinita, sustenta sua solicitude pelos colegas, sua humanidade, sua pertença à escola e à sociedade dos "bons", seu prestígio de aluno correto.
É terrível e bela a imagem do menino torturador. Há coragem e beleza nesta revelação - o segredo do menino agora também é nosso. E cada qual tem o seu caracol.
Há uma energia emocional nesse texto, que precisa ser recriada pelo leitor. Vale dizer: para realizar uma leitura educadora precisamos tomar posse dessa energia, como quem recebe uma herança, mesmo sem esperá-la. Contudo, só a receberemos efetivamente se for de modo ativo e comprometido. A leitura educa, sim, com uma condição: que cada um de nós, mesmo não entendendo, traduza para si mesmo o que apreendeu.
Para Clarice, literatura é exercício de vida, sofrido e inexplicável. Cada livro concluído leva a uma morte parcial, até que se abra outro ciclo de criação. Nada de racionalizações ou fórmulas infalíveis. O professor que aparece em A maçã no escuro representa a postura que Clarice jamais adotaria. O professor é idolatrado pelas personagens femininas, Vitória e Ermelinda. Uma delas, Vitória, querendo elogiá-lo, chega a afirmar que deveria escrever um romance. A reação do professor é imediata:
- Não poderia! (...), aí é que está! Não poderia, exclamou penoso, não poderia porque tenho todas as soluções! já sei como resolver tudo! não sei como sair desse impasse! para tudo, disse ele abrindo os braços em perplexidade, para tudo eu sei uma resposta!
Não procuremos soluções. Não esperemos respostas prontas. Por que, por exemplo, Clarice tinha fascinação pelo nome "Ulisses"? Ulisses é o professor de Uma aprendizagem, mas é também o nome do cachorro de que a autora cuidava, e que aparece pelo menos em dois momentos ficcionais, como narrador no livro infantil Quase de verdade (1967) e como o cachorro de Ângela, em Um sopro de vida (1978).
Vai entender...
Os mistérios de Clarice
O incompreensível e o enigmático passeiam pelos caminhos de Lóri, personagem cuja sabedoria está em aceitar o que não entende e, com isso, ensinar quem pensa saber tudo
Gabriel Perissé*
Para conhecer a dimensão educadora da obra de Clarice Lispector (1920-1977), um bom caminho é Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, publicado em 1969. Clarice, naquela ocasião, vivia momentos difíceis. Além dos cuidados que a saúde de um de seus filhos exigia, ainda se recuperava física e emocionalmente do incêndio em seu quarto, que a deixou gravemente ferida três anos antes, e do choque produzido pela morte recente de dois grandes amigos, os escritores Lúcio Cardoso e Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta).
Uma aprendizagem, segundo a autora, pediu-lhe uma liberdade maior, e ela teve de escrevê-lo com essa liberdade, humildemente: "Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte do que eu". Foi, podemos pensar, um livro de superação, um aprendizado literário e existencial, um recomeço. Não à toa, uma das epígrafes é do poeta Augusto dos Anjos, relacionando "a mais alta expressão da dor" à alegria.
Trata-se, à primeira vista, de uma banal história de amor, com um tratamento muito diferente daquele, de inspiração metafísica, do seu romance anterior, A paixão segundo G. H. (1964), e sem a densidade de A maçã no escuro (1961).
Ulisses e Loreley (Lóri), dois professores, começam a namorar. Ele é professor universitário, de filosofia, e ela leciona na escola primária. O "desnível" sugere que Lóri teria muitas coisas a aprender com Ulisses, esperando dele algum tipo de avaliação, de orientação ou conselho. E, de fato, Ulisses assume o papel do mestre perante a discípula:
- É que você só sabe, ou só sabia, estar viva através da dor.
- É.
- E não sabe como estar viva através do prazer?
- Quase que já. Era isso o que eu queria te dizer.
Lóri é ingênua... ou se faz de ingênua, perguntando-lhe como deve agir, se está acertando, se está sendo autodidata. Canto de sereia, talvez, que leva Ulisses a falar além da conta, investir ainda mais no tom professoral, um tanto pernóstico:
- (...) Muitas coisas você só tem se for autodidata, se tiver a coragem de ser. Em outras, terá de saber e sentir a dois. Mas eu espero. Espero que você tenha a coragem de ser autodidata apesar dos perigos, e espero também que você queira ser dois em um. Sua boca, como eu já lhe disse, é de paixão. É através da boca que você passará a comer o mundo, e então a escuridão de teus olhos não vai se aclarar mas vai iridescer.
Como professora, Lóri tem um comportamento maternal. Seus alunos são crianças pobres e, no inverno, usa a mesada que recebe do pai (nenhuma menção ao salário...) para comprar-lhes agasalhos, guarda-chuvas e meias de lã. Em suas aulas ideais, torna-se misteriosa: explica que a palavra aritmética "vinha de 'arithmos' que é ritmo, que número vinha de 'nomos' que era lei e norma, norma do fluxo universal da criança". Bem sabe a professora que tudo isso é incompreensível, mas faz parte do mistério da vida a lição de, por ora (ou para sempre), não entender.
Aliás, Lóri defende essa estranha didática:
"Não entender" era tão vasto que ultrapassava qualquer entender - entender era sempre limitado. Mas não-entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não-entender como um simples de espírito. O bom era ter uma inteligência e não entender. Era uma bênção estranha como a de ter loucurasem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez.
O incompreensível e o enigmático passeiam pela obra de Clarice. Lóri, aos poucos, graças a esta sabedoria que aceita não entender nada, vai ensinando a Ulisses que ele também não sabe tudo. Incomoda ao filósofo, por exemplo, que a sua "aluna" prefira falar "o Deus", e não "Deus":
- (...) Mas eu queria saber por que você, em vez de chamar Deus, como todo o mundo, chama o Deus.
- Porque Deus é um substantivo.
- É a professora primária que está falando.
- Não, Ele é substantivo como substância. Não existe um único adjetivo para o Deus.
Desconcertado, o professor do ensino "superior" descobre que precisa aprender coisas "primárias", primeiras. E quando os dois finalmente se encontram para o amor, não é mais aluna e mestre que estão ali, embora um continue a aprender com o outro. Pois esta é a essência do aprendizado: quem ensina precisa aprender.
O primeiro aluno e o professor sabe-tudo
Todo escritor tem consciência do quanto influência a visão de mundo dos seus leitores. Em depoimento gravado para o Museu da Imagem e do Som (20/10/76), Clarice referia-se ao Uma aprendizagem: "É uma história de amor. E duas pessoas já me disseram que aprenderam a amar através desse livro. Pois é".
Mais do que as linhas, são as entrelinhas que influenciam. Mesmo esse coloquial "pois é" pode ser interpretado de várias formas. Haverá nele um pouco de ironia, de resignação, de admiração, de gracejo. E este é outro dos ensinamentos de Clarice: existem segredos e desdobramentos onde tudo parece simples e cotidiano.
Como em outro texto seu, intitulado O primeiro aluno da classe, com o qual somos apresentados a um menino de nove anos extremamente ajuizado, solícito (empresta livros aos colegas da escola, ajuda-os a entender a matéria), cujo segredo é um caracol. Clarice repete que o segredo dele é um caracol, antes de finalmente contar o porquê...
Seu segredo é um caracol. Do qual não esquece um instante. Seu segredo é um caracol que o sustenta. Ele o cria numa caixa de sapato com gentileza e cuidado. Com gentileza diariamente finca-lhe agulha e cordão. Com cuidado adia-lhe atentamente a morte. Seu segredo é um caracol criado com insônia e precisão. (em: Para não esquecer, 1978)
Difícil evitar um estremecimento diante da contradição do menino, que é tão humana, tão nossa: somos delicadamente sádicos, gentilmente perversos, secretamente maus. Na espiral do caracol, o menino experimenta a impiedade. E esta impiedade meticulosa, infinita, sustenta sua solicitude pelos colegas, sua humanidade, sua pertença à escola e à sociedade dos "bons", seu prestígio de aluno correto.
É terrível e bela a imagem do menino torturador. Há coragem e beleza nesta revelação - o segredo do menino agora também é nosso. E cada qual tem o seu caracol.
Há uma energia emocional nesse texto, que precisa ser recriada pelo leitor. Vale dizer: para realizar uma leitura educadora precisamos tomar posse dessa energia, como quem recebe uma herança, mesmo sem esperá-la. Contudo, só a receberemos efetivamente se for de modo ativo e comprometido. A leitura educa, sim, com uma condição: que cada um de nós, mesmo não entendendo, traduza para si mesmo o que apreendeu.
Para Clarice, literatura é exercício de vida, sofrido e inexplicável. Cada livro concluído leva a uma morte parcial, até que se abra outro ciclo de criação. Nada de racionalizações ou fórmulas infalíveis. O professor que aparece em A maçã no escuro representa a postura que Clarice jamais adotaria. O professor é idolatrado pelas personagens femininas, Vitória e Ermelinda. Uma delas, Vitória, querendo elogiá-lo, chega a afirmar que deveria escrever um romance. A reação do professor é imediata:
- Não poderia! (...), aí é que está! Não poderia, exclamou penoso, não poderia porque tenho todas as soluções! já sei como resolver tudo! não sei como sair desse impasse! para tudo, disse ele abrindo os braços em perplexidade, para tudo eu sei uma resposta!
Não procuremos soluções. Não esperemos respostas prontas. Por que, por exemplo, Clarice tinha fascinação pelo nome "Ulisses"? Ulisses é o professor de Uma aprendizagem, mas é também o nome do cachorro de que a autora cuidava, e que aparece pelo menos em dois momentos ficcionais, como narrador no livro infantil Quase de verdade (1967) e como o cachorro de Ângela, em Um sopro de vida (1978).
Vai entender...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Fechando a minha janelinha
Meus amigos, Vou fechar a minha janelinha por algum tempo. Agradeço a vocês que me vêem, me lêem, me telefonam , me sugerem algo para postar e me enviam emails legais. Preciso realizar algumas coisas pessoais, urgentes e intransferíveis. Tive e tenho muitas alegrias quando estou aqui. È o meu cantinho preferido e essa janela me abre sempre um sorriso, uma paz e um dia sempre melhor. Hoje me vesti com o melhor, lembrei dos desertos que já atravessei,mas também das alegrias e do que a vida tem me dado de bom e só tenho a agradecer, nada a pedir. Estou bem, muito bem e volto com outra janela. Vou escrever um livro sem palavras porque elas cairam todas aqui dentro do meu coração. Um grande abraço e até mais!
domingo, 16 de novembro de 2008
"prova meu batom, rega meu jardim, colore o meu dia" (V.L.)
A Paz
Gilberto Gil/João Donato
A Paz!
Invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não
Me enterro mais...
A Paz!
Fez o mar da revolução
Invadir meu destino
A Paz!
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão na paz...
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz...
Eu vim!
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"...
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz...
Eu vim!
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"...
A Paz!
Invadiu o meu coração!
A Paz!
Fez o mar da revolução!
Pro Dia Nascer Feliz
Cazuza
Todo dia a insônia me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão é pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita
Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora 'vão bora'
Estamos meu bem por um triz pro dia nascer feliz (2x)
O mundo acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar e a gente dormir
Todo dia é dia e tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga uma hora aqui, a outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris
Nadando contra a corrente só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu BIS pro dia nascer feliz (2x)
O mundo inteiro acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz (2x)
O mundo inteiro acordar e a gente dormir
Raphael Rabelo - Luiza
MEtade - Adriana Calcanhoto
Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
O Ciúme
Caetano Veloso
Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme
Todo Amor que Houver Nessa Vida
Cazuza
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
Gilberto Gil/João Donato
A Paz!
Invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não
Me enterro mais...
A Paz!
Fez o mar da revolução
Invadir meu destino
A Paz!
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão na paz...
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz...
Eu vim!
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"...
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz...
Eu vim!
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"...
A Paz!
Invadiu o meu coração!
A Paz!
Fez o mar da revolução!
Pro Dia Nascer Feliz
Cazuza
Todo dia a insônia me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão é pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita
Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora 'vão bora'
Estamos meu bem por um triz pro dia nascer feliz (2x)
O mundo acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar e a gente dormir
Todo dia é dia e tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga uma hora aqui, a outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris
Nadando contra a corrente só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu BIS pro dia nascer feliz (2x)
O mundo inteiro acordar e a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz (2x)
O mundo inteiro acordar e a gente dormir
Raphael Rabelo - Luiza
MEtade - Adriana Calcanhoto
Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
O Ciúme
Caetano Veloso
Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme
Todo Amor que Houver Nessa Vida
Cazuza
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Chacal - Dançando com as palavras

Entrevista: Chacal
Postado por Luciano Trigo em 13 de Novembro de 2008 às 23:53
Aos 57 anos, com sua obra reunida no livro Belvedere, o poeta marginal continua dançando com as palavras
“Vai ter uma festa / que eu vou dançar / até o sapato pedir pra parar. // aí eu paro / tiro o sapato / e danço o resto da vida”. Se a festa de Chacal é a poesia, de fato ele nunca parou de dançar - com as palavras.
Em 1971, quando tinha 20 anos e estudava Comunicação Social na UFRJ, Ricardo de Carvalho Duarte lançou seu primeiro livro, Muito prazer, Ricardo, em cem exemplares mimeografados, distribuídos de mão em mão. Marcado pela leitura de Oswald de Andrade e buscando uma forma de expressão libertária em meio à atmosfera sufocante do regime militar, ele falava seus poemas nos bares, na praia, nas portas dos teatros, onde desse e houvesse alguém para ouvir. A “geração mimeógrafo” que ele capitaneou logo foi reconhecida, inclusive no meio acadêmico, como um vigoroso movimento de renovação estética, conhecido como Poesia Marginal. Em meio a um processo de generalizado desbunde, ensaístas como Heloisa Buarque de Hollanda (que editou a decisiva coletânea 26 poetas hoje) deram seu aval ao grupo - que incluía poetas talentosos como Cacaso, Francisco Alvim e Ana Cristina César - e contribuíram para amplificar sua voz. Mesmo sem recursos, sem editoras, com livros produzidos artesanalmente em tiragens minúsculas, eles alcançaram, ao longo dos anos 70, uma reverberação impressionante, que (para o bem e para o mal) se renova a cada geração de novos poetas, embora o contexto seja hoje muito diferente.
Pouco depois da estréia, Chacal teve um poema incluído incluído na antológica revista Navilouca, editada por Torquato Neto e Waly Salomão. No ano seguinte, tentando juntar dinheiro para viajar para Londres, lançou o segundo livro, adequadamente intitulado Preço da passagem. Mais tarde vieram, entre outros, América (1975), Nariz Aniz (1979), Boca Roxa (1979), Comício de Tudo (1986), Letra Elétrika (1994) e A vida é curta pra ser pequena (2002). No meio do caminho ele participou do grupo Nuvem Cigana, escreveu peças de teatro (em parceria com os grupos Asdrúbal Trouxe o Trombone e Manhas e Manias), letras de música (para a Blitz e o Barão Vermelho), etc etc etc. Recentemente, a editora Cosac Naify lançou sua obra completa, Belvedere (384 pgs. R$59) - que, naturalmente, já estava incompleta mal chegou às livrarias. Sinal dos tempos: a poesia marginal em edição de luxo.
Mas o poeta continua viajando, Brasil adentro, colocando poesia para fora (ou vice-versa), buscando vazios, cada vez mais raros, para ocupar. A poesia de Chacal continua ágil e desregrada, alegre e inventiva, livre e irreverente: palavras que saem da solidão do papel para cair na vida. Poesia propriamente dita, mesmo quando impropriamente escrita. Chacal escreve como quem brinca.

Ferreira gullar e Luz, do Chico Alvim
G1: Que poetas e poemas marcaram a sua formação?
CHACAL: Os poetas: Oswald de Andrade, Bob Dylan, Allen Ginsberg, Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Drummond, Bandeira, Cabral, Waly Salomão, Torquato Neto, Chico Alvim, Cacaso, Charles Peixoto, Caetano, Chico, Gil, Rita Lee, Noel Rosa. Os poemas que mais li: Faca só lâmina, de João Cabral, Ode Triunfal, de Álvaro de Campos, Nasce o Poema, de Ferreira Gullar, e Luz, do Chico Alvim.
G1: Você estreou aos 20 anos, com os cem exemplares mimeografados do livro Muito prazer, Ricardo. Qual é a diferença entre ser poeta nos anos 70 e ser poeta hoje?
CHACAL: Em 70, tudo era novidade e urgência. A informação circulante era infinitamente menor. Hoje, embora o impacto seja menor, o tempo para a leitura e a calma necessária para depurar um poema são maiores.

G1: Por que você acha que as coisas hoje reverberam menos que nos anos 70, embora não faltem poetas de qualidade?
CHACAL: A poesia não é uma mercadoria, não tem valor numa cultura de mercado. As pessoas estão mais preocupadas em ganhar e gastar dinheiro. Eu procuro jogar o jogo e me divertir, na medida do impossível. Não é fácil. Não aceito as regras do jogo.
G1: Você já usou a imagem do espantalho e do agrotóxico para explicar a dificuldade de se produzir uma cultura de contestação hoje…
CHACAL: O espantalho é o inimigo à vista. Um alvo fácil e meio trapalhão, como era a ditadura militar. Hoje o mercado é uma espécie de agrotóxico que introjeta o veneno dentro de cada um. Quem é e onde está o inimigo? O sistema, com seus requintes, seus disfarces, é super competente, mega-divertido, ultra-cruel e suicida. “Para a catástrofe, em busca da sobrevivênvia, vivemos”, escreveu Murilo Mendes.

G1: Como deve ser a relação entre o Estado e a cultura?
CHACAL: Deve ter a simples percepção de que arte é renda e trabalho. Mas acima de tudo, educação. Se a arte não educa, tem o valor de mercado, e só. Se educa, é arte. Da mesma forma que a educação, que ensina a pessoa a ver no escuro, é a mais refinada arte. Creio que é hora de retormar o Mec como Ministério de Educação e Cultura e trabalhar com essas matérias siamesas de uma forma integrada. Arte nas escolas, com certeza, diminuiria muito a evasão dos alunos. Deixar eles se expressarem criativamente, para elaborar as informações variadas que recebem na escola, na rua, em casa, na vida. Assim se faz o aprendizado.
G1: Com quem você dialoga hoje? Para quem já dialogou com Wally Salomão, Torquato Neto e Hélio Oiticica, o mundo não parece ter ficado mais pobre de artistas/intelectuais viscerais?
CHACAL: Dialogo com a garotada do Centro de Experimentação Poética – o CEP 20.000. Dialogo com a galera da Praça Roosevelt, em São Paulo. A vida avança, os contextos mudam. É preciso estar de antena atenta. Mas Fausto Fawcett, Tom Zé e tantos outros estão vivos, muito vivos e bem dispostos.
G1: O que acha da poesia concreta?
CHACAL: A poesia concreta verticalizou o horizonte prolixo da tradição poética canarinha.
G1: Como você enxerga o futuro da palavra, da literatura, da poesia? Ele passa pela internet?
CHACAL: Acredito que acabou o tempo dos especialistas. De agora em diante, criadores para os cinco mil sentidos. Via internet. Edição de sons, textos e imagens. Tudo integrado como um circuito. Não paramos de ouvir para ver, nem de cheirar para tocar. Enfim, uma arte envolvente como um edredon de lâminas acústicas e lágrimas chocantes.
G1: Que importância você atribui à publicação de sua poesia completa no volume Belvedere? O que virá depois da poesia completa?
CHACAL: A importância, pra mim, foi ver que os 36 anos que o livro percorre têm uma identidade e me dão prazer. E por enquanto basta!
G1: Para que serve a poesia hoje?
CHACAL: Para te fazer dormir e sonhar.
http://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Contos de uma aula no vermelho - João Pinto
Ontem à noite quando cheguei em casa, encontrei um pacote em cima da minha cama. Era o último conto do livro de contos "Contos de uma aula em vermelho" do contista piauiense João Pinto que será lançado no Festival Literário Internacional da Floresta. Fiquei emocionada quando o vi e tratei logo de lê-lo. O nome do conto é:"Enquanto durmo, só o verde me apascenta." É belo! Ah, Mary Peres, as abelhas...a inquietação...só quem ama sabe. O presente e o passado,as imagens, a vida, a arte.
"Aí as abelhas migraram para o mosquiteiro, e com elas os antigos aromas da propriedade de pedaços de pau pubo a odores sufocados pelo vento. A massagem começou pelos pés e se espalhou. A tosse morreu. E o medo de que tinha de não levantar foi embora. As abelhas começaram a secretar a emulsão sobre nós. Logo, as primeiras carícias dela. Enquanto durou a chuva, voltei a ser o mesmo homem de orgasmo feliz. Por conta disso, naquela semana, encontrei o caminho das sapucaias gigantes do tio Ageu, na Chapada, que ele recomendava aos sobrinhos que já se interessavam pelos peitos das meninas."
"No quente dos seus beijos, Peres gemia e sussurrava enquanto eu armazenava a alma dela dentro do coração escrito."
"Naquela noite fiquei ardendo de febre por ela."
Obrigada, João Pinto, pelo conto e pela consideração. Sucesso pra você e continue a fazer essa arte que encanta a gente, sacoleja, como você mesmo diz, e faz a gente viver melhor.
"Aí as abelhas migraram para o mosquiteiro, e com elas os antigos aromas da propriedade de pedaços de pau pubo a odores sufocados pelo vento. A massagem começou pelos pés e se espalhou. A tosse morreu. E o medo de que tinha de não levantar foi embora. As abelhas começaram a secretar a emulsão sobre nós. Logo, as primeiras carícias dela. Enquanto durou a chuva, voltei a ser o mesmo homem de orgasmo feliz. Por conta disso, naquela semana, encontrei o caminho das sapucaias gigantes do tio Ageu, na Chapada, que ele recomendava aos sobrinhos que já se interessavam pelos peitos das meninas."
"No quente dos seus beijos, Peres gemia e sussurrava enquanto eu armazenava a alma dela dentro do coração escrito."
"Naquela noite fiquei ardendo de febre por ela."
Obrigada, João Pinto, pelo conto e pela consideração. Sucesso pra você e continue a fazer essa arte que encanta a gente, sacoleja, como você mesmo diz, e faz a gente viver melhor.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Caetano Veloso
Caetano Veloso
Um encanto esse filho de Dona Canô e Seu Zezinho, nascido em Santo Amaro da Purificação, BA, em 07 de agosto de 1942.
Caetano Veloso é um incansável inventor de arte que nossa imaginação jamais poderia perceber, buscando o intangível e o inatingível, retirando sons, gestos e palavras do mais árido território, capaz de traduzir o concreto, a dor, um jeito, uma paisagem ou pessoa na mais variada e sutil percepção da existência.
Revolucionário em sua poesia nos presenteia com fraseados sonoros que movem nossa alma fazendo-nos vibrar - e consegue mostrar a importância não somente de estarmos vivos como também de que podemos/devemos fazer pela vida.
Caetano nos toca sutilmente com a arte de parâmetros próprios, renovando a linguagem artística, musicando poesias concretas, poetizando sons de timbres desconexos e criando a estética musical.
O que mais impressiona neste "baiano-estrangeiro" de Santo Amaro da Purificação (como bem disse Augusto de Campos), é sua capacidade de mostrar as possibilidades da música provocando verdadeiros curtos-circuitos sociais.
Caetano é a "mais completa tradução" da transformação, de tempo e espaço.
Susana Gigo Ayr
Ela e eu (Caetano Veloso)
Há flores de cores concentradas
Ondas queimam rochas com seu sal
Vibrações do sol no pó da estrada
Muita coisa, quase nada
Cataclismas, carnaval
Há muitos planetas habitados
E o vazio da imensidão do céu
Bem e mal e boca e mel
E essa voz que Deus me deu
Mas nada é igual a ela e eu
Lágrimas encharcam minha cara
Vivo a força rara desta dor
Clara como o sol que tudo anima
Como a própria perfeição da rima para amor
Outro homem poderá banhar-se
Na luz que com essa mulher cresceu
Muito momento que nasce
Muito tempo que morreu
Mas nada é igual a ela e eu
Você É Linda
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Vocé é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
"Você é muito linda, Marlene". "você é iluminada"
Hoje, antes da reunião do CMAS, um amigo do Conselho estava olhando o meu blog, chegou bem perto de mim e me disse isso com tanto carinho que fiquei comovida. Ganhei o dia. Uma coisa dita assim, vinda de uma pessoa tão simples e tão boa, como o seu Lima, é mesmo pra ficar feliz. Obrigada, seu Lima! você é que é uma pessoa linda, generosa e bom companheiro de trabalho. Acho que é o meu estado de felicidade.
Um encanto esse filho de Dona Canô e Seu Zezinho, nascido em Santo Amaro da Purificação, BA, em 07 de agosto de 1942.
Caetano Veloso é um incansável inventor de arte que nossa imaginação jamais poderia perceber, buscando o intangível e o inatingível, retirando sons, gestos e palavras do mais árido território, capaz de traduzir o concreto, a dor, um jeito, uma paisagem ou pessoa na mais variada e sutil percepção da existência.
Revolucionário em sua poesia nos presenteia com fraseados sonoros que movem nossa alma fazendo-nos vibrar - e consegue mostrar a importância não somente de estarmos vivos como também de que podemos/devemos fazer pela vida.
Caetano nos toca sutilmente com a arte de parâmetros próprios, renovando a linguagem artística, musicando poesias concretas, poetizando sons de timbres desconexos e criando a estética musical.
O que mais impressiona neste "baiano-estrangeiro" de Santo Amaro da Purificação (como bem disse Augusto de Campos), é sua capacidade de mostrar as possibilidades da música provocando verdadeiros curtos-circuitos sociais.
Caetano é a "mais completa tradução" da transformação, de tempo e espaço.
Susana Gigo Ayr
Ela e eu (Caetano Veloso)
Há flores de cores concentradas
Ondas queimam rochas com seu sal
Vibrações do sol no pó da estrada
Muita coisa, quase nada
Cataclismas, carnaval
Há muitos planetas habitados
E o vazio da imensidão do céu
Bem e mal e boca e mel
E essa voz que Deus me deu
Mas nada é igual a ela e eu
Lágrimas encharcam minha cara
Vivo a força rara desta dor
Clara como o sol que tudo anima
Como a própria perfeição da rima para amor
Outro homem poderá banhar-se
Na luz que com essa mulher cresceu
Muito momento que nasce
Muito tempo que morreu
Mas nada é igual a ela e eu
Você É Linda
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Vocé é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
"Você é muito linda, Marlene". "você é iluminada"
Hoje, antes da reunião do CMAS, um amigo do Conselho estava olhando o meu blog, chegou bem perto de mim e me disse isso com tanto carinho que fiquei comovida. Ganhei o dia. Uma coisa dita assim, vinda de uma pessoa tão simples e tão boa, como o seu Lima, é mesmo pra ficar feliz. Obrigada, seu Lima! você é que é uma pessoa linda, generosa e bom companheiro de trabalho. Acho que é o meu estado de felicidade.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Aos que amamos
Uns versos
Adriana Calcanhoto
Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele
O seu casaco
Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo
Pétala (Djavan)
O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar...
Oh! meu amor!
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!
Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!...(3x)
Isso ( chico Cesar)
Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega
Que me desprega de mim
Isso tem de ser assim
Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
Isso tem de ser assim
Adriana Calcanhoto
Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele
O seu casaco
Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo
Pétala (Djavan)
O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar...
Oh! meu amor!
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!
Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!...(3x)
Isso ( chico Cesar)
Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega
Que me desprega de mim
Isso tem de ser assim
Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
Isso tem de ser assim
domingo, 9 de novembro de 2008
Amor sublime amor
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
Um Amor Puro
Djavan
O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro
Samba em prelúdio
Eu sem você
Não tenho porquê,
Porque sem você
Não sei nem chorar,
Sou chama sem luz,
Jardim sem luar,
Luar sem amor,
Amor sem se dar.
Eu sem você
Sou só desamor,
Um barco sem mar,
Um campo sem flor,
Tristeza que vai,
Tristeza que vem,
Sem você, meu amor,eu não sou ninguém.
Ah, que saudade,
Que vontade de ver renascer nossa vida,
Volta, querido,
Os meus braços precisam dos teus,
Teus braços precisam dos meus.
Estou tão sozinha,
Tenho os olhos cansados de olhar para o além,
Vem ver a vida,
Sem você, meu amor,Eu não sou ninguém.
Sem você, meu amor,Eu não sou ninguém.
vinícius de moraes
Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
Um Amor Puro
Djavan
O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro
Samba em prelúdio
Eu sem você
Não tenho porquê,
Porque sem você
Não sei nem chorar,
Sou chama sem luz,
Jardim sem luar,
Luar sem amor,
Amor sem se dar.
Eu sem você
Sou só desamor,
Um barco sem mar,
Um campo sem flor,
Tristeza que vai,
Tristeza que vem,
Sem você, meu amor,eu não sou ninguém.
Ah, que saudade,
Que vontade de ver renascer nossa vida,
Volta, querido,
Os meus braços precisam dos teus,
Teus braços precisam dos meus.
Estou tão sozinha,
Tenho os olhos cansados de olhar para o além,
Vem ver a vida,
Sem você, meu amor,Eu não sou ninguém.
Sem você, meu amor,Eu não sou ninguém.
vinícius de moraes
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Festival Literário Internacional da Floresta
João Pinto

Premiado autor de O ditador da terra do sol participará do Flifloresta
João Pinto nasceu em Luzilândia, Piauí. Mora no Amazonas há quase 30 anos, onde é professor de Língua e Literatura, na rede estadual de ensino. Já publicou dois livros de contos: Luzes esvaídas, pelo Projeto Petrônio Portela, no Piauí, e O ditador da terra do sol, que integra a coleção de publicações do Projeto Valores da Terra, criado pela Prefeitura de Manaus.
Já foi premiado em concurso literário pela Universidade Federal do Amazonas. Participou de antologias de contos no Piauí e na Paraíba.
Em João Pessoa, formou-se em Letras pela Universidade Federal da Paraíba, e, lá, publicava contos no suplemento literário Correio das Artes, do jornal A União. Quando não está em sala de aula, gosta de escrever. E, atualmente, tem um livro inédito intitulado Contos de uma aula no vermelho, obra que retrata a sala de aula em seu universo de temas contraditórios.
do site: (www.flifloresta.com.br)

Premiado autor de O ditador da terra do sol participará do Flifloresta
João Pinto nasceu em Luzilândia, Piauí. Mora no Amazonas há quase 30 anos, onde é professor de Língua e Literatura, na rede estadual de ensino. Já publicou dois livros de contos: Luzes esvaídas, pelo Projeto Petrônio Portela, no Piauí, e O ditador da terra do sol, que integra a coleção de publicações do Projeto Valores da Terra, criado pela Prefeitura de Manaus.
Já foi premiado em concurso literário pela Universidade Federal do Amazonas. Participou de antologias de contos no Piauí e na Paraíba.
Em João Pessoa, formou-se em Letras pela Universidade Federal da Paraíba, e, lá, publicava contos no suplemento literário Correio das Artes, do jornal A União. Quando não está em sala de aula, gosta de escrever. E, atualmente, tem um livro inédito intitulado Contos de uma aula no vermelho, obra que retrata a sala de aula em seu universo de temas contraditórios.
do site: (www.flifloresta.com.br)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
BARACK OBAMA
We have a lot of work to do
I Have a Dream - Portuguese Translation
Eu Tenho Um Sonho
Martin Luther King, Jr.
28 de agosto de 1963 Washington, D.C.
Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Indepêndencia, estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis direitos à vida, liberdade e busca de felicidade.
Mas existe algo que preciso dizer à minha gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça. No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser culpados de atos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina. Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violência físicas. Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nosssos irmãos brancos, como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que sua liberdade está inextricavelmente unida a nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar.
Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amnhã, que eu ainda tenho um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano.
Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais".
Eu tenho um sonho de que, um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.
Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo spiritual negro: " Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim.
I Have a Dream - Portuguese Translation
Eu Tenho Um Sonho
Martin Luther King, Jr.
28 de agosto de 1963 Washington, D.C.
Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Indepêndencia, estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis direitos à vida, liberdade e busca de felicidade.
Mas existe algo que preciso dizer à minha gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça. No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser culpados de atos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina. Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violência físicas. Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nosssos irmãos brancos, como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que sua liberdade está inextricavelmente unida a nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar.
Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amnhã, que eu ainda tenho um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano.
Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais".
Eu tenho um sonho de que, um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter.
Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo spiritual negro: " Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Torquato Neto
"Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição...
O poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia.... Torquato Neto, poeta maior brasileiro, mito, fruto estranho do Tropicalismo, no meio das bananas ao vento, mal-estar da nossa incivilização, figura trágica, dor da brasil-idade."
Liberati
O Poeta é a mãe das Armas
O Poeta é a mãe das armas
& das Artes em geral -
alô poetas: poesia
no país do carnaval;
alô, malucos: poesia
não tem nada a ver com os versos
dessa estação muito fria.
O Poeta é a mãe das Artes
& das armas em geral:
quem não inventa as maneiras
do corte no carnaval
(alô malucos), é traidor
da poesia: não vale nada, lodal.
A poesia é o pai das ar-
timanhas de sempre: quent
ura no forno quente
do lado de cá, no lar
das coisas malditíssimas;
alô poetas: poesia!
poesia poesia poesia poesia!
o poeta não se cuida ao ponto
de não se cuidar: quem for cortar meu cabelo
já sabe: não está cortando nada
além de minha bandeira\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\=
sem aura nem baúra, sem nada mais para contar
isso: ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. a
r : em primeiríssimo , o lugar.
poetemos pois
torquato neto/8/11/71/&sempre
Poema do Aviso Final
É preciso que haja alguma coisa
alimentando o meu povo;
uma vontade
um certeza
uma qualquer esperança.
É preciso que alguma coisa atraia
a vida
ou tudo será posto de lado
e na procura da vida
a morte virá na frente
e abrirá caminhos.
É preciso que haja algum respeito,
ao menos um esboço
ou a dignidade humana se afirmará
a machadadas.
Let's Play That
quando eu nasci
um anjo louco muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito louco, torto
com asas de avião
eis que esse anjo me disse
apertando minha mão
com um sorriso entre dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
let’s play that
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição...
O poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia.... Torquato Neto, poeta maior brasileiro, mito, fruto estranho do Tropicalismo, no meio das bananas ao vento, mal-estar da nossa incivilização, figura trágica, dor da brasil-idade."
Liberati
O Poeta é a mãe das Armas
O Poeta é a mãe das armas
& das Artes em geral -
alô poetas: poesia
no país do carnaval;
alô, malucos: poesia
não tem nada a ver com os versos
dessa estação muito fria.
O Poeta é a mãe das Artes
& das armas em geral:
quem não inventa as maneiras
do corte no carnaval
(alô malucos), é traidor
da poesia: não vale nada, lodal.
A poesia é o pai das ar-
timanhas de sempre: quent
ura no forno quente
do lado de cá, no lar
das coisas malditíssimas;
alô poetas: poesia!
poesia poesia poesia poesia!
o poeta não se cuida ao ponto
de não se cuidar: quem for cortar meu cabelo
já sabe: não está cortando nada
além de minha bandeira\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\=
sem aura nem baúra, sem nada mais para contar
isso: ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. a
r : em primeiríssimo , o lugar.
poetemos pois
torquato neto/8/11/71/&sempre
Poema do Aviso Final
É preciso que haja alguma coisa
alimentando o meu povo;
uma vontade
um certeza
uma qualquer esperança.
É preciso que alguma coisa atraia
a vida
ou tudo será posto de lado
e na procura da vida
a morte virá na frente
e abrirá caminhos.
É preciso que haja algum respeito,
ao menos um esboço
ou a dignidade humana se afirmará
a machadadas.
Let's Play That
quando eu nasci
um anjo louco muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito louco, torto
com asas de avião
eis que esse anjo me disse
apertando minha mão
com um sorriso entre dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
let’s play that
sábado, 1 de novembro de 2008
"Planeta Bizarro"
Homem fica preso ao tentar fazer sexo com banco de metal
Solitário, ele tentou se aproveitar de buracos em objeto na praça.
Bombeiros de Hong Kong levaram a vítima - e o banco - para hospital.
Foi 'namorar' com o banco da praça e se deu mal...
Que situação constrangedora... Um morador de Hong Kong precisou chamar os bombeiros para se livrar de uma encrenca bizarra.
O cidadão, de 41 anos, estava solitário enquanto passeava pelo parque Lan Tian, na madrugada de quarta para quinta-feira . Foi quando ele teve a idéia de fazer sexo com um banco de metal instalado no parque. Ele colocou seu membro em um dos buracos do banco e... acabou entalado.
Em pânico, ele chamou a polícia, que acionou o corpo de bombeiros local. Para retirá-lo, os paramédicos recomendaram que o banco fosse retirado do local.
A vítima precisou ser levada para o hospital ainda com o banco preso ao pênis
Mulher irrita vizinhos e leva multa por causa de 'maratona de sexo' barulhento
Vizinha diz que filha passou a ter pesadelos por conta de comportamento de casal.
Tribunal decidiu que ela deve pagar multas e indenizações de cerca de R$ 1 mil.
Uma mulher britânica incomodou tanto os vizinhos ao passar noites inteiras gritando obscenidades enquanto fazia sexo com o namorado que acabou indo parar nos tribunais. Kerry Norris, 29 anos, terá de pagar, entre multas e indenizações, 315 libras esterlinas, o equivalente a cerca de R$ 1 mil.
De acordo com o jornal britânico 'Daily Mail', o "mau comportamento" de Norris - e de seu namorado, Adam Hinton - durou cerca de 2 anos e meio. No período, eles ficavam até as 6h da manhã gritando palavras "impublicáveis", diz o jornal.
Era só o que faltava... quem dá mais?
Ex-Big Brother italiana põe virgindade à venda por R$ 2,6 milhões
Modelo se diz ansiosa para conhecer homem que pagará por 'primeira vez'.
Ela quer dinheiro para comprar apartamento e pagar por aulas de atuação.
Parece que virou moda. Depois da divulgação do caso da estudante americana de 22 anos que anunciou estar leiloando sua virgindade, a modelo italiana Raffaele Fico resolveu vender sua "primeira vez" por um milhão de euros, o equivalente a R$ 2,6 milhões.
Raffaele, que ganhou destaque ao participar da última edição do programa Big Brother na TV italiana, disse que precisa do dinheiro para comprar um apartamento e pagar aulas de atuação. Depois de estrear na televisão em um reality show, a beldade quer virar atriz.
"Estou ansiosa para saber quem é que vai arrumar o dinheiro para me levar para a cama. Eu não sei o que é sexo, nunca fiz", diz a modelo, que jura que jamais namorou.
"Mas também, caso eu não goste [da primeira vez], vou tomar uma taça de vinho e esquecer."
"Ela é devota, e reza todas as noites", conta a mãe de Raffaele, em entrevista à revista italiana Chi.
do G1 da Globo
Solitário, ele tentou se aproveitar de buracos em objeto na praça.
Bombeiros de Hong Kong levaram a vítima - e o banco - para hospital.
Foi 'namorar' com o banco da praça e se deu mal...
Que situação constrangedora... Um morador de Hong Kong precisou chamar os bombeiros para se livrar de uma encrenca bizarra.
O cidadão, de 41 anos, estava solitário enquanto passeava pelo parque Lan Tian, na madrugada de quarta para quinta-feira . Foi quando ele teve a idéia de fazer sexo com um banco de metal instalado no parque. Ele colocou seu membro em um dos buracos do banco e... acabou entalado.
Em pânico, ele chamou a polícia, que acionou o corpo de bombeiros local. Para retirá-lo, os paramédicos recomendaram que o banco fosse retirado do local.
A vítima precisou ser levada para o hospital ainda com o banco preso ao pênis
Mulher irrita vizinhos e leva multa por causa de 'maratona de sexo' barulhento
Vizinha diz que filha passou a ter pesadelos por conta de comportamento de casal.
Tribunal decidiu que ela deve pagar multas e indenizações de cerca de R$ 1 mil.
Uma mulher britânica incomodou tanto os vizinhos ao passar noites inteiras gritando obscenidades enquanto fazia sexo com o namorado que acabou indo parar nos tribunais. Kerry Norris, 29 anos, terá de pagar, entre multas e indenizações, 315 libras esterlinas, o equivalente a cerca de R$ 1 mil.
De acordo com o jornal britânico 'Daily Mail', o "mau comportamento" de Norris - e de seu namorado, Adam Hinton - durou cerca de 2 anos e meio. No período, eles ficavam até as 6h da manhã gritando palavras "impublicáveis", diz o jornal.
Era só o que faltava... quem dá mais?
Ex-Big Brother italiana põe virgindade à venda por R$ 2,6 milhões
Modelo se diz ansiosa para conhecer homem que pagará por 'primeira vez'.
Ela quer dinheiro para comprar apartamento e pagar por aulas de atuação.
Parece que virou moda. Depois da divulgação do caso da estudante americana de 22 anos que anunciou estar leiloando sua virgindade, a modelo italiana Raffaele Fico resolveu vender sua "primeira vez" por um milhão de euros, o equivalente a R$ 2,6 milhões.
Raffaele, que ganhou destaque ao participar da última edição do programa Big Brother na TV italiana, disse que precisa do dinheiro para comprar um apartamento e pagar aulas de atuação. Depois de estrear na televisão em um reality show, a beldade quer virar atriz.
"Estou ansiosa para saber quem é que vai arrumar o dinheiro para me levar para a cama. Eu não sei o que é sexo, nunca fiz", diz a modelo, que jura que jamais namorou.
"Mas também, caso eu não goste [da primeira vez], vou tomar uma taça de vinho e esquecer."
"Ela é devota, e reza todas as noites", conta a mãe de Raffaele, em entrevista à revista italiana Chi.
do G1 da Globo
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Vander Lee
Há algum tempo, não faz muito, a Ana Boni me convidou pra ver o show do Vander Lee no Teatro 4 de Setembro. Como eu não o conhecia, o nome não me chamou muito a atenção e também não conhecia as músicas. Não fui. Quarta-feira quando abri o meu email alguém que eu não conheço e que acho não ser brasileiro, pois postou uma mensagem em espanhol, me convidou para visitar o seu blog e ouvir as músicas do Vander Lee. Nossa, gostei muito, e não é que no aniversário da Marta o primeiro som que rolou, antes do Vavá Ribeiro, foi o Vander Lee! Selecionei estas para ouvir.
Contra o Tempo (Vander Lee)
Corro contra o tempo pra te ver
Eu vivo louco por querer você
Morro de saudade, a culpa é sua
Bares, ruas, estradas
Desertos, luas
Que atravesso em noites nuas
Só me levam pra onde está você
O vento que sopra meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Numa estrela pra lembrança sua
O que sou...
Onde vou...
Tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão
O mundo gira sempre
Em seu sentido
Tem a cor do seu vestido azul
Todo atalho finda em seu sorriso nu
Na madrugada, uma balada soul
Um som assim meio que rock'n'roll
Só me serve pra lembrar você
Qualquer canção que eu faça
Tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Tempestade louca no Saara
O que sou...
Onde vou...
Tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão.
Esperando Aviões
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou hangar vazio esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações.
Contra o Tempo (Vander Lee)
Corro contra o tempo pra te ver
Eu vivo louco por querer você
Morro de saudade, a culpa é sua
Bares, ruas, estradas
Desertos, luas
Que atravesso em noites nuas
Só me levam pra onde está você
O vento que sopra meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Numa estrela pra lembrança sua
O que sou...
Onde vou...
Tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão
O mundo gira sempre
Em seu sentido
Tem a cor do seu vestido azul
Todo atalho finda em seu sorriso nu
Na madrugada, uma balada soul
Um som assim meio que rock'n'roll
Só me serve pra lembrar você
Qualquer canção que eu faça
Tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Tempestade louca no Saara
O que sou...
Onde vou...
Tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão.
Esperando Aviões
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou hangar vazio esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações.
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